Distribuição reforça portfólio – Abrafati Show

A distribuição de produtos químicos estará presente no Abrafati Show 2023 com participação cada vez maior no suprimento de matérias-primas e insumos para a indústria de tintas.

A profissionalização e a internacionalização das companhias atuantes no Brasil permite que os clientes possam contar com múltiplas fontes de suprimento, garantindo a continuidade de suas operações mesmo em momentos difíceis, como os vividos durante a pandemia da Covid-19.

A pandemia e a invasão da Ucrânia pela Rússia, situação piorada com o ataque terrorista contra Israel e seus desdobramentos, deixaram um rastro de complicações logísticas, felizmente superadas, ou pelo menos acomodadas.

A situação agora é outra: passado o período de restrições de oferta e preços elevados, veio a desaceleração econômica e o acúmulo de excedentes nas cadeias produtivas. O ajuste do inventário levou a uma enxurrada de produtos no mercado global, derrubando preços. Esse movimento foi mais intenso em algumas linhas de produtos, notadamente as commodities, e menos agudo nas especialidades químicas.

Agora, em bases mais estáveis, o comércio químico exibe sua resiliência e busca completar portfólio para manter satisfeitos seus clientes. De preferência, na linha do one stop shop.

Distribuição reforça portfólio - Abrafati Show ©QD Foto: iStockPhoto
Da Mata: portfólio reforçado para suportar crescimento

“Há dois anos, intensificamos nosso foco no setor de tintas, mediante a criação de uma unidade de negócios especializada, com investimentos em portfólio e serviços”, comentou Cristiano da Mata, gerente de vendas para Tintas & Construção da Química Anastacio.

Ele considerou o cenário de mercado com demanda um pouco pessimista, apesar dos subsídios oferecidos pelo governo federal para construção civil. “A reação a esses incentivos foi muito pequena em relação aos antecedentes históricos”, afirmou. Neste ano, o comportamento da demanda está se revelando atípico, sem apresentar a habitual elevação de vendas no segundo trimestre. “Está crescendo, mas pouco, em todos os segmentos de tintas”, disse.

Por ter reforçado recentemente atuação no setor, a Química Anastacio vem colecionando aumentos de vendas nos últimos anos. “Crescemos 30% em volume em relação a 2022, o faturamento cresceu menos, porque os preços dos produtos caíram no mundo todo”, salientou.

Para 2024, a expectativa é otimista, embora da Mata considere difícil fazer previsões, dada a quantidade de variáveis que influenciam os negócios. “Temos novos parceiros, um portfólio novo e atualizado, e um time mais robusto, vamos crescer também pelos serviços oferecidos aos clientes, é política da companhia, não apenas em tintas”, explicou.

Na exposição, salientará a linha de negros de fumo da Orion (é a antiga linha da Degussa, com tipos variados de produtos), argilas organofílicas e um pacote de insumos para formular tintas curáveis por UV, além de diluentes reativos (C12/C14) para epóxi. No dióxido de titânio, consituna a distribuir produtos sulfato da Lomon Billions, mas reforça a venda do AOTiOX C-10, marca própria de um tipo cloro com acabamento de alto desempenho. “Além disso, todo nosso portólfio tradicional será apresentado aos interessados”, concluiu.

Distribuição no Abrafati Show: Novo nome na praça

Pela primeira vez no Abrafati Show, a Caldic se apresentará com a denominação internacional, aposentando de vez o nome quantiQ.

Distribuição reforça portfólio - Abrafati Show ©QD Foto: iStockPhoto
Picinini: marca Caldic será enfatizada na exposição

“Estamos entre os top 10 dos distribuidores mundiais e entre os top 3 nas especialidades químicas, precisamos reforçar nossa marca e apresentar nosso portfólio completo de solventes, commodities e especialidades, que foi reforçado com novas distribuídas”, ressaltou Felipe Picinini, head da unidade de negócios de tintas da Caldic.

Ele se refere aos aditivos da Cliq Swisstech e da Minifibers, além dos grafenos dispersos em matrizes da Universal Matters (detalhes adiante).

Picinini concorda que 2023 refletiu o movimento de redução de inventários em toda a cadeia produtiva, situação que estará normalizada até o final deste ano. “Até abril de 2023, os negócios estavam indo bem, mas a queda de preços e o aumento da oferta global de produtos levaram para baixo o mercado a partir de maio, foi uma guerra”, afirmou.

Passada essa turbulência, ele vê as empresas todas já operando com formulações adequadas às exigências regulatórias, em especial as voltadas à proteção do meio ambiente. Por isso, Picinini entende que 2024 será marcado pela maior atenção a ser conferida à eficiência da produção, oferecendo aos clientes produtos de alta qualidade, porém com custos adequados ao momento. “O setor não voltará a ter o desempenho de 2021, o recorde histórico, mas será um ano com crescimento muito bom”, prognosticou.

Em 2023, como informou, as tintas imobiliárias sofreram mais que os demais segmentos as condições de juros elevados, crédito escasso e incertezas econômicas que minaram a demanda. “Os consumidores de titnas premium reduziram seu consumo, em parte por migração para tintas standard e os clientes dessa categoria foram para as linhas econômicas”, disse.

As tintas industriais e de repintura automotiva sofreram bem menos, até avançaram com a inclusão de produtos mais avançados no portfólio, oferecendo vantagens inovadoras, como proteção ampliada contra riscos e corrosão. É um segmento muito receptivo a inovações, como informou.

Ilha de tecnologias

A Colormix Especialidades, a BYK e a Eckart uniram forças e montaram uma ilha que integra as três, mantendo espaços próprios com uma área comum. Isso facilitará o contato dos visitantes com os produtos de alta tecnologia que estarão sendo expostos neste ano.

“Temos uma longa e frutífera parceria com os aditivos da BYK e os pigmentos metálicos e de efeitos da Eckart, há um sinergia entre as nossas operações que explica a participação conjunta”, comentou Carlos Fernando Abreu, CEO da Colormix Especialidades.

Veterano no mercado de produtos químicos, Abreu observa que o setor de tintas teve seu apogeu em 2021, no meio da pandemia, quando houve uma onda de reformas domésticas e um aumento na venda de alguns produtos industriais (para a área médica e agricultura, especialmente). “Foi o pico, em 2022 a situação começou a esfriar, as famílias ficaram muito endividadas e reduziram o consumo, isso ficou ainda pior em 2023”, avaliou. “Mas o segundo semestre deste ano dá sinais de que o pior já passou, o ano ficará um pouco melhor que 2022, mas muito abaixo de 2021.” Ele aponta o desempenho muito bom dos segmentos de tinta industrial e para madeira neste ano.

Distribuição reforça portfólio - Abrafati Show ©QD Foto: iStockPhoto
Abreu: aditivos modernos são mais econômicos que os antigos

“As vendas da linha branca, porém, caíram muito, até porque venderam muito acima da média em 2020 e 2021, agora há um refluxo”, disse.

Por atuar com químicas especiais e em diversos setores industriais, a Colormix Especialidades sentiu menos os efeitos dessas flutuações de mercado. “Os resultados de 2021 e 2022 foram muito bons para nós, em 2023 registramos até outubro uma queda de 11% nos volumes negociados e, com isso, nosso faturamento ficou em linha com o do ano passado”, informou, salientando que os preços das especialidades não despencaram como os das commodities. “Commodity é volume, exige rodar a fábrica cheia, mas as especialidades são moduladas pelas vendas, se estas se retraem, a produção acompanha”, comentou.

Abreu considera que uma empresa que atua com foco bem definido, oferecendo diferenciais em relação à concorrência e com muita atenção aos clientes não terá problemas com flutuações da economia. “É preciso ser essencial para o cliente e ter preços compatíveis; preço muito alto acaba com a fidelidade”, explicou.

O mercado pede inovações e redução de custos, o que deve motivar o distribuidor a se movimentar rapidamente. “O cliente tem dinâmica própria, quem atende melhor fica com ele”, disse.

A inovação compensa, segundo o CEO, citando o caso dos aditivos para tintas base água. Segundo Abreu, de cinco para cá houve uma evolução significativa na sustentabilidade desses insumos. “Aditivo mais moderno é mais econômico que o antigo, usa dosagem menor, não representam risco ao meio ambiente e são mais adequados às regulamentações atuais; o aditivo velho funciona, mas acaba ficando mais caro”, explicou. Contar com laboratório de aplicação ajuda o cliente a melhorar suas formulações.

No segmento de cura por UV, Abreu identifica um crescimento muito rápido no setor de madeira. “Os aditivos antigos eram ultrapassados tecnologicamente, agora temos opções sustentáveis e de melhor desempenho, fornecidas pela BYK”, comentou.

Nos pigmentos, ele aponta o fortalecimento do uso de pastas pigmentárias em lugar dos produtos em pó.

“Antigamente, havia uma limitação de oferta, com apenas dois produtores locais das pastas, agora há novos players de qualidade, como a Vibrantz Technologies, que comprou a Chromaflo e a Trasncor”, comentou, lembrando que é distribuidor da Vibrantz, que estará na feira para reforçar a marca (antes operava como Chromaflo).

Abreu enfatiza a parceria com a Colourscapes, produtoras da paleta completa de pigmentos orgânicos de alta qualidade, com fábricas na Índia, China e Europa. “Eles atendem a quase todas as demandas de orgânicos, em todas as tecnologias de produção, aliás, essa é uma tendência global, com a formação de grandes companhias produtoras de pigmentos”, disse. “Podemos atender o mercado com os orgânicos da Colourscapes e os inorgânicos da Vibrantz, que produz óxidos, titanatos, ultramarinos e anticorrosivos isentos de zinco; contamos com a linha Ecolisopac para substituir os cromatos nas tintas anticorrosivas, ainda usadas em algumas tintas industriais e de demarcação viária”, informou.

O portfólio da Colormix Especialidades também inclui grafeno da OCSiAl, produto de alto desempenho, mas indicado para aplicações muito especiais que justifiquem o seu custo. “Existe mercado para tintas com grafeno, nas pás eólicas, por exemplo, aumentando a sua resistência e durabilidade, mas o cliente quer pagar por isso?”, indagou. Há aplicações em sistemas eletrônicos e dispositivos médicos, nos quais o grafeno ajuda a dissipar a eletricidade estática, além da construção de baterias, esta a maior aplicação atual do grafeno.

Além disso, também serão apresentadas as cargas funcionais da Hoffmann Mineral e as resinas da Alberdingk Boley.

Abreu entende que 2024 trará bons resultados para o setor de tintas, uma vez que 2023 terminará melhor do que começou o ano. “O ambiente de negócios está mais favorável”, disse.

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Proximidade aos clientes

A IMCD estará no Abrafati Show apresentando novas marcas, fruto da consolidação de parceiros tradicionais, mantendo o foco em oferecer a melhor eficiência x custo aos seus clientes.

Distribuição reforça portfólio - Abrafati Show ©QD Foto: iStockPhoto
Franze: relacionamento estável com clientes e fornecedores

“A nossa proximidade com fabricantes e clientes é contínua, independente dos ventos que sopram na economia. Estamos sempre promovendo alternativas técnico-comerciais para encontrar possibilidades de ampliar negócios e identificar novos projetos. Fazer uso da criatividade, do suporte técnico dos nossos laboratórios, da capilaridade logística que temos, é uma constante de quem planta para poder colher”, comentou Ricardo Franze diretor da unidade de negócios Coatings & Construction and Advanced Materials da IMCD para a América do Sul.

No sua visão, 2023 foi um ano de ajustes com muitas variáveis e desafios. “A passagem de 2022 para 2023 foi acompanhada pela revisão de forecast por parte dos clientes por conta de demanda, movimentos globais de economia que provocaram mudanças nos fluxos de volumes de ingredientes químicos, principalmente do oriente para o ocidente, até uma realidade de distribuição de gastos das famílias, com maior experimentação de entretenimento versus consumo de produtos industriais”, apontou.

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