Química

Desodorização: Guerra ao mau cheiro estréia novas armas

Marcio Azevedo
2 de abril de 2004
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    Química e Derivados: Desodorização: Princípio ativo do produto da Adhetech veio por acaso. ©QD Foto - Cuca Jorge

    Princípio ativo do produto da Adhetech veio por acaso.

    O Hotel Hilton Morumbi São Paulo Morumbi também é cliente da Nalco. De acordo com Idalina Rodrigues, gerente de serviços de hospedagem, a iniciativa surgiu por prevenção, pois as janelas do hotel não podem ser abertas. Odores de comida, cigarro, perfumes e outros são eliminados em apenas quinze minutos, com a vantagem de que o produto também não deixa odor. “Se o tratamento é feito por mascaramento, depois que o produto perde seu odor os cheiros voltam”, diz Idalina. A tecnologia é utilizada nos quartos e salas, ou em outros recintos onde podem ocorrer problemas relacionados a odores.

    Outros ambientes fechados, como salas de cinema e teatro, e até mesmo aviões e ônibus rodoviários podem se beneficiar do controle de odores. A Infralabor Service Ltda., de São Paulo, responde pelas atividades da divisão Millicare, da norte-americana Millikem (a maior fabricante de carpetes do mundo) e faz limpeza e higienização de superfícies têxteis forradas, como carpetes, divisórias de tecido e mobiliário. A empresa utiliza os produtos da Nalco e fornece o serviço desodorização para empresas como a TAM, do ramo de aviação civil, e a Itapemirim, de ônibus interestaduais. “Os resultados nos ambientes fechados é muito bom” diz, Marcos Lima, gerente nacional de vendas.

    Lei prevê multas para infratores

    A emissão de odores está sujeita às diretrizes da lei estadual 997/76, regulamentada pelo decreto 8468/76. O artigo 33 do referido decreto proíbe a emissão de substâncias odoríferas. Já o decreto 43.397/02, determina a obrigatoriedade da renovação da licença ambiental para todos os estabelecimentos que emitem odores, o que não era necessário pelo decreto 8486/76 e municiou a Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental, ligada a Secretaria do Estado de Meio Ambiente), responsável pela fiscalização e cumprimento das leis, com maior poder de fogo para acompanhar efetivamente as empresas.

    De acordo com Laércio Vechini, gerente de análise técnica e controle da Cetesb, quando a companhia recebe uma reclamação, um responsável realiza a inspeção no estabelecimento delatado e emite um auto de inspeção confirmando a percepção de odor, acompanhado de um auto de advertência. É dado um prazo para que o estabelecimento se manifeste, relatando as medidas a serem tomadas em tempo definido. Cabe à Cetesb analisar o tempo pedido para a adequação, que pode ser aceito ou não e, findo este prazo, a companhia efetua nova inspeção, promove consultas com a sociedade e verifica a eficácia da solução adotada.

    Nos casos em que as empresas delatadas ignoram as advertências, multas são aplicadas. São três categorias de penalização: casos menos graves (multa desde 10 até 1.000 Ufesp), casos graves (multa de 1.001 a 5.000 Ufesp) e casos gravíssimos (multa de 5.001 a 10.000 Ufesp). Conforme disse Vechini, uma Ufesp (Unidade Fiscal do Estado de São Paulo) eqüivale atualmente a cerca de R$ 12,40. No caso de reincidência, o valor das multas é duplicado.



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