Meio Ambiente (água, ar e solo)

Desmineralização de água: – Usuários querem sistemas de alta qualidade, com menor consumo de energia

Marcelo Fairbanks
20 de maio de 2015
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    Embora esteja sendo oferecido no Brasil há um ano, ainda não encontrou um cliente disposto a aplicá-lo. “A maioria dos clientes usa uma ETA só para tratar toda a água que consome, isso inviabiliza o uso desse produto, que seria útil apenas para a linha de osmose reversa”, considerou Aguiar.

    Melhor sorte teve o Kuriverter IK-110, que foi rapidamente adotado por indústrias de celulose e papel no país. “Um cliente precisava limpar com produtos alcalinos um de seus quatro trens de OR a cada dia, porque o biofouling prejudicava a operação; com o IK-110, ele passou a ter campanhas ininterruptas de 45 dias”, afirmou Aguiar. Outro cliente passou de uma semana para 90 dias, apenas com a introdução do insumo.

    O IK-110 é um oxidante estabilizado desenvolvido pela Kurita. Não é um poderoso biocida – em caso de contaminação severa, deve ser dosado com outros biocidas –, mas é altamente eficiente na remoção de material orgânico aderido nas membranas, com ação igualmente confirmada em filtros de areia e de carvão ativado, tubulações e equipamentos.

    A Kurita também está divulgando o uso combinado de seu software Aquolizer com a linha de dispersantes Kuriverter N. “O software avalia o potencial incrustante de cada situação e indica qual o dispersante da linha Kuriverter N mais indicado e a sua dosagem para evitar a formação de depósitos inorgânicos no sistema de OR”, explicou Carvalho.

    Outro tipo de atuação da companhia está na possibilidade de recuperação de membranas de osmose reversa parcialmente oxidadas, estendendo a sua vida útil. “As fibras de poliamida podem sofrer oxidação superficial, abrindo microfissuras que permitem a passagem do fluido e diminuem a rejeição de sais, prejudicando o desempenho da membrana”, explicou o consultor técnico Pedro Henrique Moreira. A solução Kuriverter RC, formada por três componentes, consegue reparar essas microfissuras, permitindo recolocar a membrana no processo. “Não dá para voltar à condição inicial, mas conseguimos recuperar até 95% da rejeição de sais, adiando a substituição do cartucho”, explicou.

    O tratamento começa com a “autópsia” da membrana comprometida, que indicará qual o grau de comprometimento e a possibilidade de recuperação. O tratamento é realizado nas instalações do cliente, sendo cobrado o serviço. “O cliente só paga se a recuperação for efetiva”, informou. Esse tratamento está disponível para membranas de todos os fabricantes.

    Troca iônica – A despeito do aparecimento de outras tecnologias, a troca iônica ainda domina grande parte da desmineralização de água, atuando de forma isolada ou combinada com membranas. “Há uns vinte anos, a tecnologia de osmose reversa chegou ao Brasil e se tornou uma febre, muita gente aderiu e foram elaborados muitos projetos, alguns deles totalmente equivocados, tanto que nunca operaram”, comentou Aguiar.

    Por sua vez, a troca iônica se manteve no mercado e foi sendo aprimorada ao longo dos anos. “No Brasil, nós criamos em 2004 uma aliança com a Purolite, fabricante especializado em resinas de troca iônica que avançou muito na tecnologia desses materiais”, comentou Aguiar. A aliança permite a venda das resinas para pequenos e médios clientes, além de permitir à Kurita prover assistência técnica a todos os usuários.

    A Purolite fabrica resinas standard, homogênas e premium, atendendo todos os tipos de clientes dessa tecnologia. Os mais interessantes são os tipos premium, fabricados com a tecnologia SST (shallow shell technology), de ativação somente na coroa. “As esferas de resina, acrílica ou estirênica, possuem canais internos que também possuem cargas elétricas, assim como toda a superfície das esferas; existindo cargas livres, os íons são atraídos e capturados por elas”, explicou Carvalho. “A SST é fabricada sem cargas nos canais, mas apenas na superfície das esferas, pois a remoção dos íons retidos nos canais exige um consumo muito grande de regenerantes.” Dessa forma, perdendo apenas 4% da capacidade de retenção de íons, esse tipo de resina permite uma economia de regenerantes que garante o retorno da diferença de preço em relação ao tipo standard em menos de um ano. “Além disso, essa resina é menos exigente em pré-tratamento da água”, disse.



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