Meio Ambiente (água, ar e solo)

Desmineralização de água: – Usuários querem sistemas de alta qualidade, com menor consumo de energia

Marcelo Fairbanks
20 de maio de 2015
    -(reset)+

    A combinação de osmose reversa com EDI está sendo oferecida pela GE Water há um ano e meio, mas ainda não conta com nenhuma unidade instalada no Brasil. “Vendemos uma unidade para a Argentina e outra, de grande porte, para o Equador; temos consultas aqui no país, mas os projetos de grande porte precisam sair da gaveta para que elas deslanchem”, comentou.

    Essa combinação também é divulgada pela Mann+Hummel Fluid Brasil, com os mesmos argumentos. “É uma opção mais limpa, gasta um pouco mais de energia que o leito misto, mas isso é mais do que compensado pela redução no consumo de regenerantes e na neutralização de efluentes”, confirmou Demétrio Rodrigues de Souza, gerente comercial e de processos.

    Souza identifica uma resistência por parte dos clientes brasileiros em adotar a EDI, embora ela já esteja sendo largamente utilizada no exterior. “Os brasileiros preferem ver para crer, ou seja, esperam para ver uma unidade funcionando para depois aderir, até porque o investimento inicial é um pouco mais alto que a troca iônica”, explicou. A Mann+Hummel Fluid Brasil está montando unidades móveis para desmineralização que usam o esquema de osmose reversa com EDI e, assim, espera conquistar clientes para a novidade. A companhia produz membranas em suas fábricas de Singapura e Alemanha, possui marca própria de resinas de troca iônica, porém fabricadas por terceiros, e constrói unidades de EDI usando células fornecidas por empresa especializada.

    A Mann+Hummel Fluid Brasil também identifica o interesse de clientes em contratar o serviço de tratamento de água em vez de apenas comprar o sistema pronto. “Temos estrutura de capital para fazer os investimentos necessários e recuperá-los mediante a venda de água para o cliente, que fica livre do pesado investimento inicial”, explicou Souza. Ele citou como exemplo uma unidade de osmose com EDI para alimentar caldeira de alta pressão. Nesse caso, o custo da água fornecida ficaria próximo ao do suprimento de água potável pelos concessionários de serviços públicos. “Não dá para comparar com a captação direta e outorga, ainda muito baratos no Brasil, mas, dependendo da qualidade inicial da água, podemos oferecer uma condição muito competitiva”, avaliou.

    Química e Derivados, Sistema Pro E-Cell, da GE Water, combina osmose reversa e EDI

    Sistema Pro E-Cell, da GE Water, combina osmose reversa e EDI

    A GE Water opera unidades móveis desde 2012, contando com uma frota de mais de 20 conjuntos atuando no Brasil para aplicações desde geração de água potável até desmineralização avançada, com osmose reversa e polimento com troca iônica. “Quase 90% da nossa frota já está locada e estamos construindo mais unidades, pois a demanda segue firme”, comentou Cichy. Segundo informou, alguns clientes contrataram unidades móveis mediante contratos de longa duração, entre 5 e 10 anos.

    A GE Water fabrica suas membranas e cartuchos na Hungria (de PVDF, para ultrafiltração) e nos Estados Unidos (de poliamida, para osmose reversa). Na unidade de Sorocaba-SP, monta skids de OR até 100 m³/h, com 60% de nacionalização. A divisão de químicos e serviços da companhia oferece linha completa de insumos para operação, como dispersantes, biocidas, limpeza química e até para hibernação adequada de membranas. Além disso, cada conjunto fornecido atua sob comando de um controlador lógico programável (CLP), garantido total automatização, com interface para operação local ou integração ao sistema supervisório da planta atendida.

    Como novidade, a GE Water está oferecendo o sistema InSight de monitoramento remoto da desmineralização. “O PLC se conecta à internet por um sistema de telefonia móvel ou pela rede do cliente, comunicando-se com a nossa central de operações nos Estados Unidos, onde as informações serão avaliadas por especialistas que apontam a necessidade de intervenções”, explicou Cichy. O aplicativo do sistema é de fácil visualização e compreensão, com um gráfico que permite enxergar imediatamente se o sistema está operando bem ou se começa a indicar problemas. Segundo a companhia, o custo do serviço se compensa pela orientação dada por especialistas, proporcionando melhor aproveitamento das membranas e menor custo operacional.

    A Nalco oferece o sistema 3D Trasar para monitoramento do sistema de vapor. Com a adição de substâncias químicas patenteadas, o sistema permite verificar se há condições para a formação de incrustações e ajustar o tratamento químico necessário para impedi-la, em tempo real. “Isso reduz o consumo de insumos e proporciona melhores condições de operação”, afirmou Figueiredo.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *