Desmineralização de Água – Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes importantes, como Petrobras

Química e Derivados, Jorge Augello, diretor da divisão de soluções integradas da Nalco, Desmineralização de Água - Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes importantes, como Petrobras
Augello: Nalco assume riscos da osmose reversa

O segundo passo do controle se dá por meio do RO Trasar, que controla vários parâmetros durante a desmineralização por membranas: biofouling, oxidação (ORP, potencial Redox), deposição e fouling pelo polímero anti-incrustante. Esse monitoramento de risco, por meio de traçante presente no polímero anti-incrustante e controlado por instrumento, identifica, por exemplo, se a membrana sofre oxidação. “Se isso ocorre, há a dosagem automática de metabissulfito de sódio para neutralização”, disse Pacheco. Isso além do controle de dosagem a mais ou a menos de anti-incrustante para evitar fouling por cálcio ou pelo próprio polímero, respectivamente, segundo completou o gerente técnico.

A outra ferramenta de controle da Nalco, para manter seus sistemas sob condições ideais, é o ROeye, que controla todos os equipamentos da planta, elaborando relatórios constantes sobre a operação, identificando falhas mecânicas para dar subsídios a mudanças operacionais. Por enquanto, desse tipo de contrato BOT (cinco anos), a Nalco só vendeu uma planta na Argentina, para a usina termelétrica CCA, com membranas de osmose reversa para 25 m3/h e polimento misto que reduz o teor de sílica de 55 ppm a 6 ppb, em operação desde agosto de 2009 com quatro funcionários da Nalco full-time na unidade.

Química e Derivados, Eduardo Pacheco, gerente técnico, Desmineralização de Água - Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes importantes, como Petrobras
Pacheco: BOT com controle total da operação

Integrações – A outra grande mudança do mercado de desmineralização de água sem dúvida responde pela integração dos negócios da Rohm and Haas pela Dow, maior fabricante de membranas de osmose reversa e também forte em resinas de troca iônica. Processo longo que foi adiado por causa da crise econômica, desde julho do ano passado as empresas se organizam para harmonizar as estruturas técnico-comerciais e, possivelmente, em breve deverão ser anunciadas mudanças mais significativas, como fechamentos de fábricas.

No Brasil, o pessoal da Rohm and Haas já foi incorporado à Dow e reforça o time latino-americano com a antiga liderança na venda de resinas de troca iônica. André Belarmino Sousa, ex-gerente-comercial da Rohm and Haas, e agora gerente de resinas para o Brasil da Dow, acredita que a fusão deu 70% do mercado para a Dow Water Solutions. “Continuamos atuando da mesma forma, mas é claro que agora aproveitamos melhor a afinidade tecnológica entre membranas e resinas, com um leque de ofertas muito mais ampliado para o cliente”, disse Sousa. É bom lembrar que, além das resinas e das membranas de osmose reversa, a Dow tem membranas de nano e ultrafiltração, EDIs (eletrodeionização) e também skids de biorreatores a membrana (MBR).

Química e Derivados, André Belarmino Sousa, Renato Ramos, gerente de resinas para o Brasil da Dow e especialista técnico para América Latina da Dow respectivamente, Desmineralização de Água - Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes importantes, como Petrobras
Belarmino(esq.) e Ramos: Rohm and Haas e Dow juntas

Para o especialista técnico para América Latina da Dow, Renato Ramos, mesmo reforçados nas resinas, os avanços técnicos nas membranas continuam a ser o foco do grupo, de onde por sinal surgiu a primeira de osmose reversa do mundo, de marca Filmtec. “Conseguimos com novas tecnologias programar a limpeza química de membranas instaladas na Repar (Refinaria do Paraná da Petrobras) para cada seis meses”, disse Ramos. Isso foi possível, segundo explica, por causa de novo espaçador com melhor dispersão hidráulica e também em virtude do sistema de conexão entre as membranas.

Química e Derivados, Resina catiônica, Desmineralização de Água - Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes importantes, como Petrobras
Resina catiônica S108: negra para melhor visualização

Outra aposta recente da Dow que colhe bons resultados é no ramo da ultrafiltração, empregada principalmente para pré-tratamento de osmose reversa. Segundo Renato Ramos, já há nove plantas instaladas no Brasil, por meio da ação de dois OEMs (Fluid e Yete). “A qualidade da água é excelente, com turbidez abaixo de 0.1 NTU”, disse. Interessante nesse sentido é o fato de a Petrobras ter dimensionado a ultrafiltração para pré-tratamento da unidade de troca iônica na Reduc, de Duque de Caxias-RJ. Apesar de não ser a fornecedora dessa obra, a Dow já está com sua ultrafiltração no vendor-list da estatal do petróleo.

Além da união Dow-Rohm and Haas, um sinal de que contar com várias alternativas tecnológicas para a desmineralização é uma boa estratégia comercial pode ser notada no anúncio da alemã Lanxess, produtora de resinas de troca iônica, de construção de fábrica de membranas no seu site multipropósito de Bitterfeld na Alemanha. Segundo o gerente da Lanxess, Klaus Axthelm, serão investidos 30 milhões de euros para concluir a fábrica até o final de 2011. Embora a empresa não revele muitos detalhes, Axthelm sugere que serão feitas membranas de osmose reversa com algum diferencial de mercado. “É política da empresa fazer algo inovador, não lançar tecnologia já existente”, disse. Para ilustrar essa política, Axthelm chama a atenção para o crescimento de 10% nos investimentos em pesquisa e desenvolvimento da empresa.

Química e Derivados, Klaus Axthelm, gerente da Lanxess, Desmineralização de Água - Tecnologia de resinas de troca iônica reconquista clientes importantes, como Petrobras
Axthelm: Lanxess também vai produzir membranas

Na área de resinas, a Lanxess também inaugura nova fábrica em Jhagadia, na Índia, que entra em operação no final de 2010. Outro investimento na área é o lançamento da nova resina catiônica Lewatit Monoplus S108, que vem a se tornar a partir desse ano o carro-chefe da empresa. Por meio de novo processo produtivo, a resina com mesma origem química das demais (estireno divinil benzeno com agrupamento sulfônico) ganhou capacidade de troca iônica 10% superior ao grade antigo que será substituído (S100). Com cor negra, a nova resina também tem vantagem no leito misto de resinas. “Antes a coloração das catiônicas e das aniônicas eram iguais, o que dificulta a visualização na regeneração. A nova resina começou a ser produzida em abril em Bitterfeld e os primeiros lotes começam a chegar ao país.

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