Química

Desmineralização de água: Reposição e serviços conseguem manter fornecedores ativos

Hamilton Almeida
18 de outubro de 2016
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    A empresa aprovisiona especialidades químicas de última geração, serviços especializados e soluções de alta tecnologia, que envolvem equipamentos e conjuntos de tratamento de águas, incluindo sistemas de desmineralização, efluentes e reuso, para clientes de diversos setores industriais.

    Piaia assinala que a aplicação de tecnologias de separação baseadas em membranas é cada vez mais frequente. Para ele, a OR se posiciona como a principal para desmineralização, devido às vantagens apresentadas na maioria dos casos; eventualmente, é agregado o polimento por eletrodeionização, quando se necessita produzir água desmineralizada de alta qualidade. Em relação ao pré-tratamento, a ultrafiltração é a tecnologia principal.

    Búfalo discorre que no “imenso” portfólio da Veolia há soluções “desde escala de laboratório até tratamentos municipais”. Destaques: Rapide Strata, sistema de resina de troca iônica com regeneração automática que pode ser utilizado na recuperação do rejeito da OR com capacidade de trabalho de 2,5 m3/h a 60 m3/h. Opamen Ultra, um sistema de ultrafiltração para qualquer fonte de água.

    O SDI e o SDI Pharma, sistemas com skids de resinas de troca iônica combinados com microfiltração e ultrafiltração, são fornecidos em regime de aluguel para a produção de água desmineralizada. O sistema de purificação de água SDI Pharma UF, é uma nova opção em produção de água PW, com baixo rejeito, controle microbiológico e retenção de pirogênicos. Otimiza custos, economiza energia e fornece água pura de qualidade constante, sem a necessidade de implantação de equipamentos próprios.

    Química e Derivados, Sistema SDI Pharma atende exigências farmacêuticas

    Sistema SDI Pharma atende exigências farmacêuticas

    Possui membranas de ultrafiltração, que garantem um rejeito médio de 5% da água de entrada, enquanto as tecnologias de OR geram, no mínimo, 30%. As membranas utilizadas no sistema são aprovadas pelo FDA, possuem carcaças transparentes que facilitam a visualização de contaminações e, por serem instaladas por triclamp, a substituição é rápida, sem a necessidade de exposição das tubulações e de sanitização dos vasos.

    Além disso, é uma membrana de UF que pode ser sanitizada quimicamente ou termicamente até 98°C e tem um corte molecular de 6.000 mwco, o que garante a retenção dos pirogênicos. “O SDI Pharma UF foi desenvolvido no Brasil para atender a uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que passou a não permitir a utilização da troca iônica como único processo para produção de água PW. comenta Cynthia Rubio, supervisora de vendas da Veolia Water Technologies.

    Pasqualini lembra que a Veolia também projeta e desenvolve sistemas com ampla faixa de vazão, que atendem elevada criticidade de qualidade, como águas para caldeiras de alta pressão para geração de energia elétrica ou mesmo para produção de água desmineralizada a partir de reuso de efluentes líquidos.

    Nestes casos, combinam-se várias tecnologias para permitir um elevado grau de confiabilidade e disponibilidade. A empresa dispõe de um parque próprio de equipamentos de unidades móveis, com filtros de areia e carvão ativo, vasos de resinas de troca iônica, skids de OR, ultrafiltração e eletrodeionização, podendo atender em situações emergenciais ou em contratos de média e longa duração.

    Futuro – Ao olhar o horizonte, a GE é otimista. Aposta que este segmento de mercado terá um “grande crescimento” nos próximos anos. “Já há sinais de recuperação à vista. Há investimentos em novos equipamentos ou reformas dos mais antigos. E muitas empresas estão partindo para a terceirização”, o que influi na demanda dos players. A GE tem uma meta agressiva: aspira uma expansão nos negócios da ordem de 15% este ano, no confronto com o ano anterior, e “acima disso” nos exercícios de 2017 e 2018, revela Simionato.

    Piaia, da Nalco, aquiesce: “Somos otimistas e vislumbramos um aumento da demanda por sistemas de desmineralização nos próximos meses, alavancada pela superação da crise econômica e a retomada do crescimento”.

    Búfalo vai na mesma linha: “Estamos otimistas que a médio e longo prazos todos os segmentos de mercado voltem a investir em reuso da água, ampliação das plantas produtivas e novas plantas com novas tecnologias de tratamento”. E Pasqualini arremata: “A Veolia continuará investindo em tecnologias e recursos disponíveis para os clientes, acreditando que os investimentos poderão acontecer e as respostas deverão ser rápidas para o mercado”. As novas linhas de produto continuarão sendo desenvolvidas no Brasil ou disponibilizadas para o mercado nacional.

    A médio e longo prazos, Dini, da Mann+Hummel, confia “no aumento sustentável da participação” da empresa no mercado, alicerçado em seu portfólio atual e em tecnologias inovadoras e de alta performance. Pinheiro, da Lanxess, frisa que a esperança é que a crise política e econômica tenha fim a curto prazo, “para que tenhamos condições de retomar o desenvolvimento do país, e criar condições para as empresas investirem em novos projetos”.

    Fernandes almeja que a produção industrial inicie a sua recuperação em 2017 “e que tenha crescimento substancial a partir de 2018, o que certamente implicará novos projetos de desmineralização de água, uma vez que o aumento da carga produtiva acaba demandando um maior consumo de água de baixa salinidade”. A Kurita projeta uma ampliação nos seus negócios em 2016 e 2017, “por meio de trabalhos prospectivos em plantas que já possuam sistemas de desmineralização instalados”. Para que, em 2018, “possa contar com o aumento de vendas para novos projetos”.



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