Desmineralização de água: Reposição e serviços conseguem manter fornecedores ativos

Química e Derivados, Desmineralização de água: Reposição e serviços conseguem manter fornecedores ativos

Texto de Hamilton Almeida e fotos divulgação

Química e Derivados, Fernandes: vendas crescem com oferta de químicos para OR
Fernandes: vendas crescem com oferta de químicos para OR

Diante das novas exigências de mercado ditadas pelo ritmo mais lento da economia brasileira, o segmento de desmineralização de água se sobressai pelo dinamismo das soluções ou mesmo pelas alternativas apresentadas pelos players, que estão, por assim dizer, fazendo do limão uma limonada.

“Este ano, há uma desaceleração nas solicitações de tratamento químico para sistemas de osmose reversa (OR) e também nas de resinas de troca iônica, em comparação com 2015”, admite Ricardo de Araújo Fernandes, gerente de marketing da Kurita. Apesar do revés, ele acredita que, ao final de 2016, a empresa registrará “um crescimento percentual de dois dígitos no faturamento líquido com produtos químicos para tratamento de sistemas de OR, mediante trabalhos prospectivos em plantas que possuem sistemas de grande porte e estão com problemas operacionais”. O executivo também espera que o faturamento com resinas de troca iônica consiga, pelo menos, atingir o mesmo volume de vendas obtido em 2015.

Marcus Simionato, gerente comercial da GE Water, calcula que, de 2014 para 2015, ocorreu uma redução da ordem de 20% a 30% na quantidade de projetos novos. Por outro lado, acusa um incremento na manutenção dos equipamentos em uso (membranas de OR) e na assinatura de novos contratos para fornecimento de sistemas móveis. No balanço das contas, afiança que a GE vai crescer: “Temos um portfólio muito grande de produtos, vários contratos de terceirização, sistemas móveis e diversas tecnologias”.

Química e Derivados, Membranas com espaçador ASD operam com baixa pressão
Membranas com espaçador ASD operam com baixa pressão
Química e Derivados, Piaia vislumbra aumento da demanda por novos sistemas
Piaia vislumbra aumento da demanda por novos sistemas

Ricardo Pinheiro, gerente da unidade de negócios LPT – Liquid Purification Technologies da Lanxess, também reconhece que “poucos projetos estiveram no radar e estão sendo realizados. A demanda por consulta a novos projetos é muito baixa no momento”. Por isso, salienta a importância de “ficar atento ao mercado de reposição”.

Na opinião de Rolando Piaia, desenvolvedor de negócios de projetos e equipamentos da Nalco Water, “a procura por sistemas terceirizados se manteve relativamente constante nos últimos 12 meses”. Além do fornecimento pela via DBOOM (Design, Build, Own, Operate, Maintain), a empresa provê serviços especializados de operação e manutenção (O&M).

A percepção de David Dini, executivo de contas da Mann+Hummel Fluid Brasil, é de que muitos projetos que tinham cronograma consolidado para realização em 2015 foram cancelados e/ou paralisados: “No primeiro semestre deste ano, houve uma elevação em consultas e projetos, em relação com igual período do ano passado: aumento na proporção de consultas para projetos com cronogramas consolidados para execução até o final de 2016, início de 2017”.

Química e Derivados, Dini: clientes querem sistemas com o melhor custo/benefício
Dini: clientes querem sistemas com o melhor custo/benefício

A procura por manutenção de sistemas e atualização de processos da mesma forma apresentou aumento, na visão de Dini: a maioria por retomada de processos paralisados nos últimos um ou dois anos. Já o suprimento de insumos “permaneceu globalmente inalterado, apresentando diminuição nos setores mais atingidos pela crise e aumento em outros, como, por exemplo, no de celulose”.

Embora haja um freio nos investimentos este ano, Humberto Búfalo, gerente comercial da Veolia Water Technologies, sustenta que a empresa continua recebendo consultas, seja por serviços ou projetos: “Na maioria das vezes, os clientes têm solicitado propostas para formação de budget para 2017”.

Carlos Pasqualini, gerente de desenvolvimento de serviços e unidades móveis da Veolia, especifica que indústrias petroquímicas, siderúrgicas e eletrônicas “postergaram investimentos”, abrindo-se a possibilidade de serviços na modalidade de aluguel. O segmento de celulose e papel “manteve investimentos” pela ampliação de fábricas ou novas instalações.

“No ano passado, a escassez de água em algumas regiões propiciou alguns sistemas de reuso, aplicando algumas tecnologias combinadas para produção de água desmineralizada”, adiciona.

Química e Derivados, Búfalo oferece soluções de tratamento de todos os portes
Búfalo oferece soluções de tratamento de todos os portes

Estratégias – Nesses tempos de austeridade, o comportamento dos consumidores se distancia do habitual. Fernandes identifica uma tendência para o “redimensionamento dos tratamentos químicos”, tornando-os mais baratos, “sem, contudo, impactar negativamente na campanha dos sistemas de OR. Há um claro indicativo de que estão evitando investir alto neste momento. Em alguns casos, há até uma redução do tempo de operação dos sistemas de desmineralização por conta do menor volume de produção das fábricas. A predisposição está mais para corte de gastos do que instalação de novos sistemas”.

Com relação às resinas de troca Iônica, a maior preocupação, conforme o executivo da Kurita, é “com o tempo de campanha dos leitos existentes, pois o maior gasto que os sistemas de resinas apresenta está relacionado com as soluções usadas para regeneração”.

Simionato concorda: “Percebemos que os clientes estratégicos procuram, cada vez mais, a relação custo-benefício. Querem um produto ou serviço de preço justo e com qualidade. A vida útil e a assistência técnica oferecida também influem nas concorrências”. Pinheiro observa que a qualidade, o consumo de energia, o baixo consumo de regenerantes e de água são os pontos mais importantes na realização de um projeto atualmente.

Química e Derivados, Pasqualini se prepara para a retomada da economia do país
Pasqualini se prepara para a retomada da economia do país

Os clientes de soluções de terceirização DBOOM e O&M também buscam otimização de custos, segundo Piaia, além de aumento de confiabilidade no abastecimento de água desmineralizada, no que se refere à qualidade e quantidade, e a consequente redução de riscos mediante a contratação de uma empresa altamente especializada. Do ponto de vista de Dini, as prioridades dos projetos apresentados pelos clientes permanecem inalteradas, com foco sempre em custo-benefício, com menor tempo de retorno do investimento.

Búfalo diz que os clientes conhecem a qualidade dos produtos e serviços da Veolia e não abrem mão disso: “O que eles têm solicitado é uma flexibilidade maior nas condições de fornecimento”. Pasqualini acrescenta que buscam-se tecnologias com alta confiabilidade e menor custo operacional: “Como exemplo de custo-benefício, a Veolia fornece sistemas para reuso de águas industriais e, em alguns casos, aplica tecnologia com membranas de OR com baixo consumo energético e menor custo operacional. Em outros casos, fornece sistemas de troca iônica com resinas com elevada capacidade de troca ou em configurações com baixo consumo de produtos químicos regenerantes e de águas de lavagens”.

Quando indagado sobre a tática da Kurita diante da crise, Fernandes é taxativo: “A cultura da empresa é a de que a solução para os problemas de tratamento de água de uma planta envolve diversas variáveis inter-relacionáveis. É imprescindível, portanto, que haja o entendimento correto de todo o processo de tratamento existente, bem como a avaliação de desempenho de cada equipamento instalado ao longo deste processo. Estamos convictos de que um tratamento de água bem dimensionado e com controle bem realizado continua sendo muito interessante para o setor industrial, principalmente nos momentos difíceis da economia, como o que estamos passando”. A Kurita se faz presente em praticamente todos os principais segmentos que demandam água desmineralizada, com destaque para as indústrias de papel e celulose, petroquímicas e no mercado de reuso para o caso específico de sistemas de OR.

A estratégia da Lanxess é estar em contato com os OEMs (original equipment manufacturer – fabricante original do equipamento; empresas de engenharia que montam e vendem os equipamentos completos) e usuários finais. “Os usuários finais podem contar com o nosso apoio nos dimensionamentos, tanto para sistemas de troca iônica, quanto para de OR. Uma projeção feita pelo programa Lewaplus pode ser usada como base para lançamento de uma RFQ (request for quotation – pedido de cotação) no mercado”, declara Pinheiro.

A Mann+Hummel optou por intensificar os trabalhos, apresentando soluções diferenciadas “com excelente custo-benefício e baixo tempo de retorno de investimento, mediante a otimização de processos e a constante busca por inovação, através de pesquisa e desenvolvimento”, informa Dini.

Química e Derivados, Sistema de osmose reversa instalado pela Mann+Hummel
Sistema de osmose reversa instalado pela Mann+Hummel

Foram impulsionadas, assim, as atividades nas áreas de locação de equipamentos e fornecimentos nas modalidades BOT (Build, Operate and Transfer) e BOO (Build, Operate and Own), as quais isentam os clientes do investimento inicial (Capex), que é bancado pela Mann+Hummel. Disponibilizam-se sistemas móveis de nanofiltração e ORs alocadas dentro de containers para atendimento aos mais variados processos, aos quais sejam aplicáveis. Quando é necessário pré-tratamento, há os sistemas móveis de filtração convencional (filtros multimídia) e os de ultrafiltração.

Na Nalco, a ordem do dia é manter o foco no fornecimento de sistemas de desmineralização de alta tecnologia via contratos de prestação de serviço de terceirização DBOOM, bem como no serviço especializado de O&M, enuncia Piaia. Manter a excelência em serviços e produtos tem sido o plano da Veolia por anos, ressalta Búfalo. Agora, para viabilizar os negócios, “enfatizamos que o investimento em tecnologias de tratamento de água otimiza todo o processo produtivo e financeiro das empresas”. Pasqualini agrega que o foco, independentemente da situação econômica, é ofertar não somente equipamentos e sistemas, mas também serviços que propiciem uma redução de custo operacional ou minimizem os efeitos da baixa produção industrial.

Como a concorrência está mais acirrada, a GE se esmera na oferta de um pacote de atrativos e tem investido em novas tecnologias, como a eletrodeionização em projetos de OR. “O retorno tem sido muito bom. Já assinamos contrato com uma empresa de energia e estamos prestes a fechar outro, no segmento de petroquímica”. Trata-se, naturalmente, de projetos de grande porte. Na definição do gerente, esta técnica é segura para o meio ambiente: faz polimento de permeáveis e OR para alimentação de caldeiras de alta pressão.

Química e Derivados, Célula de eletrodiálise reversa (EDR), da GE
Célula de eletrodiálise reversa (EDR), da GE

A GE Water se distingue ainda na linha de serviços, o que “é um grande diferencial de mercado”. Há engenheiros que dão apoio técnico ao cliente solucionando problemas no campo ou mesmo desenvolvendo treinamento de pessoal. “Oferecemos suporte técnico para que os equipamentos operem de forma correta”, acentua.

A empresa disponibiliza uma frota de tratamento móvel de água – a maior do Brasil –, que tem por objetivo principal a produção de água desmineralizada para alimentação de caldeiras e torres de resfriamento. “Assim, proporcionamos uma solução de tratamento de forma rápida e simples, podendo atender os picos de produção e contingências dos sistemas de filtragem e desmineralização existentes nas indústrias. Nossas unidades móveis atuam por meio de containers de ultrafiltração, filtros multimídia, torres descarbonatadoras, containers de OR e leitos mistos com resinas de troca iônica. Investimos bastante nesse nicho e a demanda tem sido bastante interessante”, assegura Simionato. Praticamente toda a frota móvel atual já é construída no centro de serviços de Sorocaba-SP.

Portfólio – Fernandes considera que a Kurita conta com um grande diferencial no segmento de OR para tratamento químico de águas com elevada carga orgânica, ao possuir um biocida que prolonga a campanha dos sistemas por conta da manutenção das membranas limpas em situações nas quais normalmente haveria sérios problemas com a formação de biofime na superfície dos elementos filtrantes. Também possui dispersantes e redutores de SDI com desempenho destacado e, no caso de resinas de troca iônica, dispõe do portfólio de soluções da Purolite.

Por conta do bom funcionamento do biocida Kuriverter IK-110, cresceu a participação da multinacional japonesa no nicho de fornecimento de produtos químicos para OR: o faturamento mais do que triplicou entre 2011 e 2016. “Grande parte dos clientes que tratamos atualmente possuem sistemas antigos, que já apresentavam problemas operacionais quando o nosso biocida foi lançado por aqui”, registra Fernandes.

A Kurita está introduzindo no Brasil um tratamento para rejuvenescimento de membranas de poliamida degradadas quimicamente, seja pelo contato com residuais de cloro livre ou pela quantidade excessiva de limpezas químicas realizadas. “Tal tratamento possibilita a recuperação da capacidade de rejeição de sais pelas membranas e, assim, posterga a necessidade de troca dos elementos filtrantes. É particularmente indicado para plantas que não previram em seus orçamentos a troca das membranas de OR”, argumenta Fernandes.

“O trabalho envolve um acompanhamento intensivo das etapas de limpeza química e aplicação dos produtos. Este tipo de tratamento pode ser muito interessante atualmente, visto que há possibilidade de adiar-se o alto investimento inerente à aquisição de novas membranas”, pondera.

Dentre as tecnologias que a GE oferece no Brasil para sistemas de desmineralização, Simionato realça: a OR é utilizada para reduzir os sólidos dissolvidos em águas de alimentação com salinidade até 45.000 ppm de TDS (sólidos totais dissolvidos). Para os que demandam água ultrapura, a EDI (eletrodeionização) apresenta “vantagens essenciais sobre os processos tradicionais de troca iônica”: elimina o uso dos produtos químicos caros e perigosos utilizados na regeneração das resinas de troca iônica; reduz despesas operacionais e com energia; reduz a necessidade de mais espaço na planta; ajuda as plantas a cumprirem as exigências das normas IS0 14000.

Química e Derivados, Equipamento móvel da GE Water atende aos picos de produção
Equipamento móvel da GE Water atende aos picos de produção

A empresa também tem investido em sistemas integrados, montando em um único skid duas tecnologias distintas, controladas a partir de um único PLC: a série PRO E-Cell é projetada para tratar água de reposição ultrapura usada em sistemas de geração de energia de turbinas a gás de ciclo combinado e turbinas a vapor. Outras aplicações incluem o tratamento de águas de alimentação para caldeiras em substituição a sistemas antigos de troca iônica.

Combinando um sistema de OR série PRO com um de eletrodeionização (EDI) E-Cell, a série PRO E-Cell é montada sobre uma única armação, com um controlador. “Este design oferece aos clientes uma instalação simples, facilidade na operação e um impacto ambiental até 40% menor”, afirma o executivo. Os sistemas Propak combinam a experiência técnica da empresa em ultrafiltração (UF) e OR em uma plataforma integrada. O Propak fornece água de alta qualidade a partir de águas de superfície de alta variabilidade.

Química e Derivados, Sistema Propak combina as técnicas de ultrafiltração e OR
Sistema Propak combina as técnicas de ultrafiltração e OR

A Lanxess é fabricante, há mais de 80 anos, das resinas de troca iônica da marca Lewatit (ex-Bayer) e, desde 2013, é um player no mercado de OR, com fábrica na Alemanha. Além disso, o software de dimensionamento Lewaplus é um dos mais completos do mercado, que pode realizar projetos com as duas tecnologias, destaca Pinheiro. OR e troca iônica são as duas soluções mais usadas no mundo.

Química e Derivados, Pinheiro e as resinas Lewatit: mais de 80 anos de atuação mundial em tratamento de água
Pinheiro e as resinas Lewatit: mais de 80 anos de atuação mundial em tratamento de água

“A questão do uso de uma tecnologia em detrimento da outra vai depender de aspectos econômicos e operacionais dos clientes”, opina Pinheiro. “Às vezes, a escolha tem a ver com quebra de paradigmas. A Lanxess acaba de lançar uma OR com um novo desenvolvimento de espaçador chamado ASD, que tem resultado em operações com pressões menores e menor tendência ao fouling orgânico, devido às suas características construtivas de alternância fios grossos e finos”.

Dini sugere que a preferência por tecnologia de troca iônica (trocadores catiônico e aniônico) e de OR varia de acordo com as especificações e condições de projeto. A Mann+Hummel desenvolve várias linhas de pesquisa com perspectiva de conclusão e disponibilização no mercado a curto e médio prazos.

Apresenta tecnologias com a aplicação de resinas (trocadores iônicos – abrandador, trocadores catiônico, aniônico e de leito misto, trocadores iônicos específicos) e aplicação de membranas (nanofiltração, OR e eletrodeionização) e também as consideradas verdes: as gerações de correntes de rejeitos não agressivas (com baixas concentrações de químicos), podem, em muitas oportunidades, ser reutilizadas em processos na planta do cliente mediante algum tratamento mais simplificado (exemplo: apenas filtração convencional através de filtros polidores), gerando economia com o menor consumo de água.

Química e Derivados, Resinas Lewatit: mais de 80 anos de atuação mundial em tratamento de água
Resinas Lewatit: mais de 80 anos de atuação mundial em tratamento de água

Nos sistemas que a Nalco fornece, aplica-se a maioria das tecnologias disponíveis no mercado, como OR, eletrodeionização e troca iônica, cuja seleção depende das diversas necessidades dos clientes, bem como da qualidade da água de alimentação e da qualidade requerida para a água desmineralizada.

A empresa aprovisiona especialidades químicas de última geração, serviços especializados e soluções de alta tecnologia, que envolvem equipamentos e conjuntos de tratamento de águas, incluindo sistemas de desmineralização, efluentes e reuso, para clientes de diversos setores industriais.

Piaia assinala que a aplicação de tecnologias de separação baseadas em membranas é cada vez mais frequente. Para ele, a OR se posiciona como a principal para desmineralização, devido às vantagens apresentadas na maioria dos casos; eventualmente, é agregado o polimento por eletrodeionização, quando se necessita produzir água desmineralizada de alta qualidade. Em relação ao pré-tratamento, a ultrafiltração é a tecnologia principal.

Búfalo discorre que no “imenso” portfólio da Veolia há soluções “desde escala de laboratório até tratamentos municipais”. Destaques: Rapide Strata, sistema de resina de troca iônica com regeneração automática que pode ser utilizado na recuperação do rejeito da OR com capacidade de trabalho de 2,5 m3/h a 60 m3/h. Opamen Ultra, um sistema de ultrafiltração para qualquer fonte de água.

O SDI e o SDI Pharma, sistemas com skids de resinas de troca iônica combinados com microfiltração e ultrafiltração, são fornecidos em regime de aluguel para a produção de água desmineralizada. O sistema de purificação de água SDI Pharma UF, é uma nova opção em produção de água PW, com baixo rejeito, controle microbiológico e retenção de pirogênicos. Otimiza custos, economiza energia e fornece água pura de qualidade constante, sem a necessidade de implantação de equipamentos próprios.

Química e Derivados, Sistema SDI Pharma atende exigências farmacêuticas
Sistema SDI Pharma atende exigências farmacêuticas

Possui membranas de ultrafiltração, que garantem um rejeito médio de 5% da água de entrada, enquanto as tecnologias de OR geram, no mínimo, 30%. As membranas utilizadas no sistema são aprovadas pelo FDA, possuem carcaças transparentes que facilitam a visualização de contaminações e, por serem instaladas por triclamp, a substituição é rápida, sem a necessidade de exposição das tubulações e de sanitização dos vasos.

Além disso, é uma membrana de UF que pode ser sanitizada quimicamente ou termicamente até 98°C e tem um corte molecular de 6.000 mwco, o que garante a retenção dos pirogênicos. “O SDI Pharma UF foi desenvolvido no Brasil para atender a uma nova resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que passou a não permitir a utilização da troca iônica como único processo para produção de água PW. comenta Cynthia Rubio, supervisora de vendas da Veolia Water Technologies.

Pasqualini lembra que a Veolia também projeta e desenvolve sistemas com ampla faixa de vazão, que atendem elevada criticidade de qualidade, como águas para caldeiras de alta pressão para geração de energia elétrica ou mesmo para produção de água desmineralizada a partir de reuso de efluentes líquidos.

Nestes casos, combinam-se várias tecnologias para permitir um elevado grau de confiabilidade e disponibilidade. A empresa dispõe de um parque próprio de equipamentos de unidades móveis, com filtros de areia e carvão ativo, vasos de resinas de troca iônica, skids de OR, ultrafiltração e eletrodeionização, podendo atender em situações emergenciais ou em contratos de média e longa duração.

Futuro – Ao olhar o horizonte, a GE é otimista. Aposta que este segmento de mercado terá um “grande crescimento” nos próximos anos. “Já há sinais de recuperação à vista. Há investimentos em novos equipamentos ou reformas dos mais antigos. E muitas empresas estão partindo para a terceirização”, o que influi na demanda dos players. A GE tem uma meta agressiva: aspira uma expansão nos negócios da ordem de 15% este ano, no confronto com o ano anterior, e “acima disso” nos exercícios de 2017 e 2018, revela Simionato.

Piaia, da Nalco, aquiesce: “Somos otimistas e vislumbramos um aumento da demanda por sistemas de desmineralização nos próximos meses, alavancada pela superação da crise econômica e a retomada do crescimento”.

Búfalo vai na mesma linha: “Estamos otimistas que a médio e longo prazos todos os segmentos de mercado voltem a investir em reuso da água, ampliação das plantas produtivas e novas plantas com novas tecnologias de tratamento”. E Pasqualini arremata: “A Veolia continuará investindo em tecnologias e recursos disponíveis para os clientes, acreditando que os investimentos poderão acontecer e as respostas deverão ser rápidas para o mercado”. As novas linhas de produto continuarão sendo desenvolvidas no Brasil ou disponibilizadas para o mercado nacional.

A médio e longo prazos, Dini, da Mann+Hummel, confia “no aumento sustentável da participação” da empresa no mercado, alicerçado em seu portfólio atual e em tecnologias inovadoras e de alta performance. Pinheiro, da Lanxess, frisa que a esperança é que a crise política e econômica tenha fim a curto prazo, “para que tenhamos condições de retomar o desenvolvimento do país, e criar condições para as empresas investirem em novos projetos”.

Fernandes almeja que a produção industrial inicie a sua recuperação em 2017 “e que tenha crescimento substancial a partir de 2018, o que certamente implicará novos projetos de desmineralização de água, uma vez que o aumento da carga produtiva acaba demandando um maior consumo de água de baixa salinidade”. A Kurita projeta uma ampliação nos seus negócios em 2016 e 2017, “por meio de trabalhos prospectivos em plantas que já possuam sistemas de desmineralização instalados”. Para que, em 2018, “possa contar com o aumento de vendas para novos projetos”.

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