Densidade nutricional de alimentos pode crescer

Estatísticas da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (Abia), de 2020, apontam que a maioria dos produtos industrializados é composta de alimentos com nutrientes básicos da dieta dos brasileiros: carnes, laticínios, cereais, óleos e gorduras, derivados de trigo, derivados de frutas e vegetais e açúcares, segundo o hub Indústria de Alimentos 2030, que é uma iniciativa da Plataforma de Inovação Tecnológica do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de São Paulo, como parte do projeto Alimentos Industrializados 2030.

Nesses setores, ainda assim, há alternativas para melhorar a densidade nutricional para produtos bem específicos, como iogurtes e bebidas lácteas enriquecidas com proteínas, massas alimentícias e pães integrais.

Neste contexto, a plataforma compilou vários exemplos de ações de empresas, cuja proposta é trazer melhorias ao perfil nutricional de seus produtos com foco em saudabilidade, como a introdução de proteínas e fibras.

“Destacamos essas medidas em produtos de panificação e massas alimentícias, os quais paradoxalmente são extremamente atacados pelo ativismo”, afirma Luís Madi, coordenador da Plataforma de Inovação Tecnológica do Ital/Apta/SAA, que lidera o Projeto Alimentos Industrializados 2030.

Entre as diversas iniciativas empresariais voltadas à fortificação dos alimentos, Madi selecionou algumas:

  • A General Mills é uma delas, pois, em 2021, atingiu 99% do portfólio de cereais contendo ao menos oito gramas de grãos integrais; no caso de seus iogurtes, 58% contêm ao menos metade da porção de leite com baixo teor de gordura ou sem gordura; 75% do portfólio de barras de cereais contendo ao menos 8 g de grãos integrais ou metade da porção de castanhas ou sementes, e tem 51% do seu catálogo de sopas fornecendo metade da porção de frutas/vegetais por porção rotulada ou atendendo critérios saudáveis da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora do setor nos Estados Unidos.
  • A Selmi é outro exemplo. A empresa, por sua vez, no ano seguinte, avançou no desenvolvimento de snacks com alto valor nutricional, enriquecidos com fibras, proteínas, sucos e extratos vegetais. Além disso, a companhia iniciou a fabricação de produtos enriquecidos com vitaminas e minerais para atender ao segmento farmacêutico.
  • No mesmo ano, a M. Dias Branco adquiriu a Jasmine Alimentos, especializada em produtos integrais, orgânicos, sem glúten, zero açúcar e sem lactose. No ano anterior, já havia adquirido a Latinex, ampliando o portfólio, com foco em saudabilidade e bem-estar com as marcas Fit Food, Frontera, Smart e Taste&Co. A meta é, até 2030, liderar o market share em quatro categorias, com apelo de saudabilidade e nutrição.
  • Madi também relata o caso da Barilla, que ampliou a densidade nutricional de alguns produtos. Em 2020, a companhia aumentou o teor de fibras em oito produtos de massas sem glúten e cinco produtos de panificação. Além disso, a empresa introduziu nove produtos 100% integrais, nove produtos ricos em fibra, uma massa de legumes com 100% de farinha de grão-de-bico, sete produtos sem açúcar adicionado e oito produtos de panificação com inclusão de nozes e sementes.

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