Plásticos (Resinas, Aditivos, Máquinas e Mercado)

Demanda nacional por plásticos crescerá – Resinas

Antonio C. Santomauro
6 de março de 2019
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    Desempenhos em 2018 – Computando os três primeiros trimestres do ano passado, em relação ao mesmo período de 2017, a Braskem comercializou no mercado brasileiro volume 1% maior de resinas, totalizando 2.624 mil toneladas de PE, PP e PVC (a companhia não informa dados individualizados para as distintas resinas). Nesse mesmo período, informa a empresa, a demanda por resinas no país apresentou expansão de 3%, em decorrência do maior nível de atividade, principalmente nos setores de embalagens, agricultura e consumo.

    A Unipar, segundo Russomano, registrou em 2018 um volume de negócios “um pouco inferior” ao de 2017. Mas ele considera possível gerar mais negócios com o PVC em aplicações nas quais essa resina apenas agora começa a ser mais empregada, em setores como a indústria automobilística, na qual ela já aparece em maior escala em revestimentos dos bancos de automóveis. “Há possibilidade de usar mais PVC também na indústria calçadista, e não apenas no solado, mas também no acabamento”, ele diz. “Pode-se ainda expandir o uso dessa resina em outros artigos destinados à construção civil, como portas, esquadrias e forros”, acrescenta Russomano.

    No mercado do PS, estima Natal, da Unigel, no ano passado a demanda nacional deve ter crescido algo entre 0,5% a 1,5% (na comparação com 2017). “Mas nesse período, o mercado de PMMA apresentou uma impressionante recuperação de 15%, motivada pelo aumento na produção nacional de veículos”, destaca.

    Plástico Moderno, Demanda nacional por plásticos crescerá, mas falta avaliar o impacto de eventuaus reformas

    Marçon: PET entra firme nas embalagens de bebidas lácteas

    A demanda da indústria automotiva por PMMA, especifica Natal, concentrou-se principalmente em grades para injeção para lanternas automotivas. “No poliestireno, observamos crescimento na demanda por grades para XPS (poliestireno extrudado)”, acrescenta o profissional da Unigel.

    Baruque qualifica como “excelente” o ano de 2018 para a operação brasileira da Radici que relativamente ao ano anterior registrou, nesse período, um incremento de negócios de 11%. “Entre 2017 e 2018 investimos mais de R$ 13 milhões no Brasil em uma nova linha de extrusão, ensacadeira automática e diversos equipamentos de laboratório”, enfatiza o profissional dessa multinacional de origem italiana que mantém uma planta de produção em Araçariguama-SP e uma unidade têxtil em São José dos Campos-SP.

    Marçon estima que a quantidade de PET consumida no Brasil em 2018 deve ter crescido entre 1,5% e 2%, relativamente a 2017. Mas a análise desse índice deve considerar a existência de um processo de acentuada redução no peso das embalagens feitas com essa resina (e que indica que a quantidade de embalagens produzidas com ela cresceu em índices mais elevados). “Em média, esse peso caiu algo entre 25% e 35% nos últimos dez anos”, finaliza o diretor-executivo da Abipet.



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