Plásticos (Resinas, Aditivos, Máquinas e Mercado)

Demanda nacional por plásticos crescerá – Resinas

Antonio C. Santomauro
6 de março de 2019
    -(reset)+

    Plástico Moderno, Demanda nacional por plásticos crescerá, mas falta avaliar o impacto de eventuaus reformas

    Passos: construção e calçados puxam a demanda pelo PVC

    A demanda nacional por embalagens feitas de PET deve este ano ser algo entre 3% e 4% superior àquela registrada no ano passado, estima Auri Marçon, diretor-executivo da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET). “Embalagens consomem quase a totalidade do PET produzido no Brasil”, informa.

    A indústria brasileira, aponta o diretor da Abipet, tem hoje capacidade para produzir anualmente cerca de um milhão de toneladas de PET, mas nos últimos cinco anos o consumo interno atingiu a média de 600 mil toneladas anuais. As embalagens de refrigerantes respondem por mais de 50% das vendas dos produtores nacionais dessa resina, que crescem mais aceleradamente no segmento das embalagens para água, já responsáveis por 15,5% do total. “Há atualmente crescimento interessante no mercado das bebidas prontas para beber – já éramos fortes nos sucos concentrados – e agora também nos lácteos, ramo com acentuada expansão do uso do PET”, destaca Marçon.

    Preços e concorrência externa – Cotados em reais, os preços das resinas praticados no mercado brasileiro devem cair neste início de ano, mas logo iniciarão uma fase de estabilidade, prevê Marta, da Maxiquim. “Em reais, em 2018 esses preços aumentaram 7%, em média”, informa.

    Mas aumentará, prevê Marta, a importação de resinas, até porque devem entrar em operação novas capacidades de produção de polietilenos, caso da unidade da Equistar nos EUA. Essas novas produções miram, entre outros mercados, o Brasil. Já em 2018, essa importação aumentou entre 7% e 10%. “E as exportações das resinas produzidas no Brasil não devem apresentar variação em 2019”, diz Marta.

    Ainda no ano passado, prossegue a analista, o consumo brasileiro de resinas cresceu perto de 3,5%. “Destacaram-se positivamente o polipropileno e os polietilenos, enquanto as resinas menos demandadas foram PVC, PS e EPS”, especifica.

    Cresceram mais acentuadamente no ano passado, detalha a profissional da MaxiQuim, as vendas de resinas destinadas à produção de embalagens rígidas de produtos de higiene e limpeza, tendo havido – especialmente nos últimos anos meses do ano – bom desempenho também no mercado automotivo. “Aplicações médico-hospitalares elaboradas com polipropileno e polietilenos, como bolsas de sangue e outros produtos descartáveis, também apresentaram boa performance”, complementa Marta.

    Os distribuidores reunidos na Adirplast obtiveram, nos dez primeiros meses do ano passado, um crescimento médio de 6,5% em relação ao mesmo período de 2017. “Os plásticos de engenharia tiveram melhor desempenho, vários distribuidores até começaram a atuar também nesse mercado”, relata Gonçalves (que em dezembro último assumiu um novo mandato de dois anos na presidência da Adirplast). “As commodities, principalmente os polietilenos, tiveram menor crescimento, certamente pelas dificuldades das questões tributárias que os distribuidores autorizados enfrentaram em relação às revendas”, ele complementa.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *