Demanda mais sofisticada exige esforço da indústria nacional – Adesivos

Com a aquisição da Adecol, “abrimos a oportunidade de introduzir outras marcas mundialmente reconhecidas, como a Rakoll, por exemplo (grande empresa de adesivos para o setor de madeira). Com a Royal, há uma diversidade de adesivos estruturais que antes não tínhamos no país. A ideia é unir as tecnologias e adaptá-las para o território latino. Além disso, estamos fazendo um trabalho de aperfeiçoamento na linha de produtos”, assinala.

Indagado sobre novas aplicações, Rebiere diz que elas estão diretamente relacionadas às possibilidades dos portfólios integrados das marcas adquiridas. Um plano de atuação está sendo efetuado para atingir mercados nos quais não havia tanta abertura, como o de adesivos estruturais.

Kunst afirma que a Artecola sempre está trabalhando em novos produtos e aplicações: “Isto faz parte do nosso DNA”. Ele cita as novas formulações de adesivos termoplásticos hotmelt desenvolvidos com a tecnologia de metalocenos, para papel e embalagem: as linhas Artemelt Supera.

“Elas oferecem alta performance com baixa oxidação e operam com temperaturas mais baixas que as dos hotmelts convencionais. Assim, além de reduzir custos com energia elétrica e gerar ganhos ambientais com o menor consumo, os novos produtos garantem redução de paradas de máquina, maior rendimento e redução de custos de manutenção. Isso mostra o perfil de produto com que trabalhamos: inovadores, com desempenho superior e ganho ambiental”, sublinha.

Outro exemplo: os lançamentos da Afix, a marca para retail. Recentemente, 10 produtos foram apresentados de uma só vez para a construção civil e revendas moveleiras e de materiais para construção. “Com as novas linhas, passamos a oferecer um pacote completo, com 85 itens atendendo as necessidades para unir, selar e construir. Os home centers, que atendem especialmente prestadores de serviço e consumidores adeptos do ‘faça você mesmo’, e os profissionais de marcenaria são os principais alvos destes lançamentos, que incluem adesivos instantâneos, para fixação de móveis e espelhos, vedação de calhas, entre vários outros itens”, assevera Kunst.

Investimentos – A H.B. Fuller está “investindo fortemente no Brasil, com o objetivo de se expandir para toda a América Latina”, declara Rebiere. É parte da estratégia a solidificação e a expansão nas principais regiões emergentes. Com a compra da Adecol, a ideia é unir a tecnologia e o recurso global com a fabricação e o suporte técnico local.

“Novas máquinas estão sendo instaladas e outras estão para chegar. Estamos aumentando a capacidade produtiva e a planta industrial; o leque de produtos já está sendo complementado. Todos os investimentos têm o objetivo de reforçar a segurança dos operários de planta e de abastecimento para os clientes e a qualidade dos produtos e serviços”, conclui Rebiere.

A meta da Artecola é seguir crescendo. “Estamos cada vez mais presentes nos diferentes campos em que atuamos. Temos uma capacidade de produção muito boa e os investimentos estão focados, especialmente, em novas tecnologias e produtos”, arremata Kunst.

“Para o ciclo que vai até 2020, a Henkel, globalmente, definiu quatro prioridades estratégicas: impulsionar o crescimento, acelerar a digitalização, aumentar a agilidade e financiar o crescimento. Todas as iniciativas para sustentar o crescimento estão em progresso para alcançar as metas propostas: por volta de 2020, espera-se gerar lucros anuais por eficiência de mais de € 500 milhões”, anuncia Brotherhood.

Química e Derivados, Sarah: cresce a demanda por adesivos com base em silicone
Sarah: cresce a demanda por adesivos com base em silicone

Dow – A gerente de marketing de packaging de consumer solutions da Dow, Sarah Valle, expressa que a empresa é líder no segmento de adesivos sensíveis à pressão, PSA. Em silicones, oferece soluções para os setores automotivo, eletrônico, médico e autoadesivos para etiquetas e fitas. O diferencial desse material são as propriedades únicas como aplicação em diferentes temperaturas, resistência ao UV, propriedades de isolamento elétrico e adesão a superfícies de baixa energia, por exemplo.

Dentre as opções em silicones, destacam-se as indicadas para a indústria de autoadesivos (PSA), que podem ser utilizadas na produção de fitas de alta performance para uso em altas temperaturas, fitas para mascarar, fitas de baixa adesão para filmes protetivos entre outras aplicações. No ramo de autoadesivos, a Dow oferece revestimentos de silicone (release coatings) para produção de liner, tanto para adesivos orgânicos quanto para adesivos à base de silicone.

Também são importantes, de acordo com Sarah, os seguintes nichos: eletrônico e automotivo (fixação de componentes eletrônicos, montagem de displays, vedação de smartphones para resistência à água, fixação de painéis solares fotovoltaicos e módulos eletrônicos, vedação de luminárias LED, faróis automotivos, motores e caixas de transmissão); e construção civil (fachadas de vidro, fabricação e instalação de janelas).

Para a área de autoadesivos, Sarah narra que o uso de adesivos de silicone tem crescido ao longo dos anos, especialmente com os avanços e o crescimento na indústria eletrônica. “De modo geral, observa-se uma crescente demanda por mais eficiência, aplicações cada vez mais exigentes tecnicamente e controle sobre os custos”, finaliza.

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