Demanda de bombas cresce, apesar do atraso dos projetos

Demanda cresce, apesar do atraso dos projetos para obras de infraestrutura

Os fabricantes de bombas hidráulicas estão surfando na evolução de várias cadeias produtivas brasileiras, como agronegócio, papel e celulose, construção, saneamento e indústria química, entre outros. Estimativas da Câmara Setorial de Bombas Hidráulicas, da Abimaq, dão conta do crescimento da demanda de bombas, apresentando que em 2023 a expansão das atividades do setor superou os 2,9% de crescimento do PIB.

O percentual de vendas para as indústrias de processos químicos e petroquímica oscilou entre 7% e 25% sobre o faturamento dos fabricantes, incluindo a demanda de bombas, serviços e reposição de peças.

Cerca de 70% da produção está em poder de players internacionais, cujo portfólio compreende bombas de várias características técnicas e aplicações diferenciadas.

A Netzsch do Brasil, multinacional alemã que opera há mais de 150 anos no mundo e 50 no Brasil, avalia que a participação no mercado dos itens que integram seu portfólio vem crescendo ano a ano.

Ferreira: bombas ganharam mais eficiência e monitoramento ©QD Foto: divulgação
Ferreira: bombas ganharam mais eficiência e monitoramento

“A demanda é puxada principalmente pelo setor químico, cujo percentual sobre os negócios da companhia chegou a 25% em alguns anos”, como informou o diretor geral Osvaldo Ferreira.

No Brasil e na América Latina em particular, segundo ele, o impacto do desempenho dos setores de papel e celulose, mineração, petróleo e todos seus derivados sobre a produção de bombas “tem sido muito expressivo”.

Ferreira acrescentou que “os segmentos focados em meio ambiente e energia também apresentam ótimos resultados”.

Com aproximadamente 7% de suas vendas fomentadas pelo setor químico, a Flowserve corrobora o otimismo que amima os fabricantes estrangeiros de bombas no mercado brasileiro. Por conta dessa performance conjuntural favorável aos negócios, a companhia planeja incrementar em 10% sua produção para acompanhar o ritmo do mercado interno.

Montagem de bombas na fábrica de Pomerode-SC ©QD Foto: iStockPhoto
Montagem de bombas na fábrica de Pomerode-SC

Porém, ao reforçar que o mercado está de fato bem aquecido, inclusive estimulado por investimentos em obras de saneamento básico, o gerente de vendas da empresa, Marcelo Soares, fez uma ressalva. Nem sempre, segundo ele, a expectativa matemática dos agentes econômicos sobre o desempenho futuro das empresas se traduz em aumento linear de produção industrial.

Ancorados nos indicadores setoriais consolidados, o empresário Alexandre Godoy, vice-presidente da CSBM da Abimaq se alinha a essa avaliação. “Após forte retração, vista no início da pandemia, o segmento de bombas cresceu relativamente bem e essa tendência vem se mantendo nos últimos anos. Evidentemente, ocorreram altos e baixos de alguns setores específicos”, afirmou Godoy, que também é diretor da divisão de bombas na Andritz Hidro.

“O avanço da indústria ligada ao agronegócio foi notável nos últimos tempos, assim como o mercado de águas municipais que vem recebendo investimentos consideráveis do setor privado. Em sentido contrário, lamentavelmente, a contrapartida das diversas esferas de governo em infraestrutura é a grande decepção, apesar de o setor ser tão necessário para melhorar a vida dos cidadãos brasileiros”, afirmou o empresário.

O vice-presidente da CSBM acrescentou que a energia renovável também vem atraindo investimentos, contribuindo positivamente para o avanço da indústria de bombas. Godoy ressalvou que o volume de recursos alavancado por esse segmento energético ainda é pequeno frente ao seu forte potencial de expansão. Mas no geral, segundo ele, a movimentação dos negócios foi bastante abrangente e, por consequência, beneficiou praticamente todo o setor, segundo o empresário.

Paula: novas demandas levam a rever estratégias de negócio ©QD Foto: divulgação
Paula: novas demandas levam a rever estratégias de negócio

“As assimetrias do mercado se refletiram tanto no volume de equipamentos vendidos, quanto nos preços praticados pelos fornecedores”, acrescentou Paula Nery, diretora geral do Grupo Dosivac do Brasil.

Em números absolutos, as vendas caíram, em alguns casos, segundo ela, mas os valores negociados aumentaram até mesmo puxados pela inflação que impactou a cadeia de materiais e insumos para produção.

Como consequência desse sobe e desce, os resultados de vendas em faturamento se mantiveram dentro do crescimento previsto, elaborado a partir do histórico dos anos anteriores. “Certamente o agronegócio é o grande mercado brasileiro, seguido de construção civil e saneamento básico; o mercado industrial de alimentos e bebidas, farmacêutico e biocombustíveis são os maiores consumidores”, afirmou Paula Nery, que também é vice-presidente da CSBM, da Abimaq.

Nessa gangorra embalada por tantos fatores, a demanda de bombas impulsionada pela mineração se destacou como um ponto fora da curva, observa Biagio Pugliese, diretor de vendas e marketing da KSB Brasil. Os novos empreendimentos minerários considerados estratégicos para tornar as cadeias produtivas mais sustentáveis, em tempos de transição energética, impulsionaram as vendas da KSB.

Pugliese: mineração registrou grande volume de pedidos ©QD Foto: divulgação
Pugliese: mineração registrou grande volume de pedidos

“Os patamares de encomendas feitas na companhia, nos últimos anos, registraram um percentual de aumento significativo sobre a produção da fábrica”, segundo Pugliese.

Por outro lado, as vendas para a indústria química se concentraram em peças de reposição e serviços, acrescentou o diretor da KSB.

Projetos de novos investimentos que estavam parados em algumas das empresas que compõem a clientela dos fabricantes de bombas estão saindo da gaveta diz o engenheiro de produção João Paulo Dutenkefer, executivo de vendas da Alef Equipamentos Industriais, que representa várias marcas, importando e revendendo. Apesar de ser ainda pouco conhecida em algumas cadeias produtivas do Brasil, a companhia é uma das principais fornecedoras de bombas sem selos para controle de emissão de resíduos entre as indústrias químicas em geral.

Dutenkefer: linhas sem selos oferecem maior segurança ©QD Foto: divulgação
Dutenkefer: linhas sem selos oferecem maior segurança

“Mas a maior parte de seus produtos é usada em indústrias de base, papel e celulose, fertilizantes e agronegócio”, informa Dutenkefer.

A aplicação desses equipamentos é mais intensa em parques industriais maiores, composto por multinacionais, especialmente do setor químico diz Dutenkefer, que fornece inclusive para a Braskem. A característica técnica também varia de acordo com as necessidades e tipo de indústria.

O engenheiro da Alef estima que o perfil tecnológico das bombas ofertadas pela empresa atinge 60% do volume de bombas de uma indústria. Os outros 40% correspondem a bombas convencionais, com vedação dinâmica.

Bomba fornecida pela Alef tem acionamento magnético ©QD Foto: iStockPhoto
Bomba fornecida pela Alef tem acionamento magnético

No meio empresarial, cultua-se o mantra de que onde existe água, há uma bomba funcionando. A metáfora justifica, em parte, o fato de as bombas estarem no topo da lista dos itens mais requisitados dentre o portfólio da indústria, seguidas pelos motores, de acordo com informações da Abimaq. Na prática, elas são consideradas essenciais para garantir o transporte seguro de fluidos, em qualquer fábrica, incluindo empresas de saneamento.

Demanda de bombas: reposição e serviços

A concentração do mercado de bombas por grandes players globais aliada à forte concorrência entre as empresas vem contribuindo para o reposicionamento de fornecedores no Brasil. Enquanto algumas companhias se consolidam como centros de fornecimento de produtos em nível mundial, outras recorrem a nichos de mercado, disponibilizando alguns itens de maior valor, com custos mais adequados e, muitas vezes, sob encomenda.

O novo cenário colocou em marcha uma espécie de reestruturação produtiva tardia, obrigando os competidores que atuam internamente, com unidades dentro ou fora do Brasil, a priorizarem a melhoria contínua. A estratégia visa ajustar as operações às novas tendências e disputar espaço com marcas com maior poder de barganha. Marcelo Soares, gerente de vendas da Flowserve cita como exemplo a busca de ganhos de produtividade, a concepção de novas bombas e o desenvolvimento de arranjos operacionais, com foco na diversificação de portifólios.

Cerca de 90% da oferta disponibilizada pela Flowserve aos seus clientes consiste em produtos engenheirados. Ou seja, produzidos sob encomenda, e os 10% restantes são bombas mais simples, vendidas diretamente ao mercado, informa Soares.

Além disso, devido à grande competitividade em projetos para vendas de bombas novas, a companhia procurou equilibrar seus negócios reforçando as vendas de peças, serviços e upgrades. “Atualmente, atividades de manutenção, o fornecimento de peças e reposição de bombas representam 85% do nosso volume de vendas”, revelou o executivo. Essa flexibilização se tornou possível, segundo ele, graças à capacidade instalada de produção de bombas da companhia.

Instalações petroquímicas usam grande número e variedade de equipamentos ©QD Foto: iStockPhoto
Instalações petroquímicas usam grande número e variedade de equipamentos

Para Osvaldo Ferreira, da Netzsch do Brasil, a venda de serviços ainda se encontra em uma fase inicial no mercado brasileiro. Mas ele acredita que nos próximos anos haverá uma aceleração desse tipo de assistência aos clientes, por conta da implantação de ferramentas de monitoramento como IoT (Internet das Coisas).

Na Alef, as atividades de pós-venda, como manutenção e reposição de bombas instaladas, já representam 30% do volume de seus negócios, informa o engenheiro Dutenkefer. No fornecimento de bombas novas, a empresa procura sempre ajustar sua estratégia de inserção no mercado brasileiro às necessidades dos clientes.

Por conta dessa abordagem, a companhia trabalha com duas modalidades de entrega: venda sob encomenda e diretamente ao comprador no mercado. Mas, “por ser um produto importado e de matéria-prima mais cara, o valor final ainda é um fator de decisão em muitas negociações”, acrescenta.

Na percepção de alguns fornecedores, os “made-in-China” representam o calcanhar de Aquiles para os brasileiros que competem com os estrangeiros. “Os fabricantes nacionais têm investido em maquinários de ponta e capacitação das equipes, pois o mercado vem crescendo muito. Mas o grande desafio é enfrentar a concorrência de importadores, que oferecem produtos de custo e qualidade inferiores”, afirma Pugliese, da KSB Brasil.

A produção da empresa é verticalizada, começando pela fabricação de fundidos e passando pela usinagem dos componentes da bomba centrífuga até a montagem final dos produtos. Trata-se de um processo que requer mão de obra especializada e intensiva, com altos padrões de qualidade e confiabilidade, explica Pugliese.

A demanda por essas competências se justifica porque muitos equipamentos estão sujeitos a altas pressões de descarga. Qualquer falha na fabricação pode representar riscos para a instalação do cliente e adjacências, como explicou. “Em aplicações, como na indústria química, lidamos com fluidos corrosivos, explosivos ou tóxicos, e os equipamentos devem garantir um trabalho sem vazamentos para o meio ambiente”, acrescenta Pugliese.

Para manter esse desempenho, a empresa fez investimentos significativos na fundição, tanto no laboratório de análise dos materiais utilizados na construção dos equipamentos, quanto nos processos de moldagem e vazamento das peças. Foram adquiridos novos centros de usinagem, considerados estado da arte em máquinas, a fim de garantir um processo de fabricação mais rápido, eficiente e econômico. “Isso assegura também o acabamento das peças dentro dos padrões de qualidade especificados no projeto”, ressaltou Pugliese.

De fato, ano a ano, os fabricantes de bombas vêm investindo em suas unidades fabris para reduzir custos e elevar a sua produtividade, ratificou Godoy, da CSBM/Abimaq. O objetivo é diversificar a cadeia de suprimentos o máximo possível para evitar rupturas semelhantes às que ocorreram durante a pandemia e, mais recentemente, com a guerra na Europa.

“Essa busca por estabilidade de volume de produção e custos passa, necessariamente, pela inovação tecnológica e demanda de investimentos consideráveis. Os recursos são aplicados tanto no desenvolvimento de novos materiais, como em novas cadeias de fornecimento”, afirma Godoy.

Estruturalmente, o setor de bombas industriais é bastante heterogêneo, compreendendo tanto linhas de produção seriadas quanto projetos totalmente customizados, complementou Paula Nery, do Grupo Dosivac do Brasil. Em sua avaliação, existem grandes empresas internacionais que montaram suas estratégias de crescimento visando produzir algumas linhas no Brasil e trazer outras de fora. Por outro lado, algumas multinacionais ou empreendedores brasileiros importam produtos acabados ou a maioria dos insumos e somente finalizam seus produtos no Brasil.

Paula acrescenta que há também empresas nacionais com fundição local que atendem o país de maneira completa ou regionalizada. Por conta dessa arquitetura, a executiva considera que o Brasil é autossuficiente em bombas centrífugas e depende de importações apenas dos equipamentos especiais, que precisam de tecnologia avançada para serem produzidos.

“No meu nicho de mercado entendo que as grandes produções em série ficarão cada vez mais centralizadas para manter seus custos competitivos. Na contrapartida, as vendas serão cada vez mais técnicas e especializadas, oferecendo soluções completas aos clientes. Isso será feito com competência técnica própria ou através de parceiros”, prevê Nery.

Bombas novas elevam produtividade

Bombas eficientes, robustas, com alta durabilidade e baixo custo de manutenção têm sido as mais procuradas pelos compradores. Os equipamentos são avaliados prioritariamente pelos clientes de acordo com pelo menos dois requisitos: conteúdo tecnológico embarcado e capacidade de se manterem funcionando por longo período, sem demandar muitos gastos com manutenção.

Um dos indicadores dessa tendência, de acordo com a avaliação de alguns fornecedores de bombas, é o aumento do volume de vendas de peças de reposição. Biagio Pugliese, da KSB Brasil, interpreta que os clientes estão cada vez mais conscientes da importância de prolongar a vida útil das máquinas, adotando a manutenção preditiva e preventiva.

Por meio dessas práticas, segundo ele, evitam-se surpresas com a quebra do equipamento e paradas não programadas. Em consequência, a empresa mantém a estabilidade das operações, além de tornar o chão de fábrica mais seguro e produtivo. Colocando tudo na ponta do lápis, a eficiência sistêmica se torna um diferencial importante na escolha do produto pelo cliente, além do preço de compra, avalia o executivo.

O portfólio da KSB é constituído, em sua maioria, por bombas centrífugas, de construção horizontal e vertical, com pressão até 350 bar e potência até 7.500 kW. São voltadas para diversos segmentos, tais como petróleo (refinaria e offshore), saneamento, química, indústria em geral, mineração, construção civil e energia.

Bomba da KSB injeta fluidos em poços de petróleo e gás ©QD Foto: iStockPhoto
Bomba da KSB injeta fluidos em poços de petróleo e gás

“As que são requeridas por empresas de petróleo e gás seguem a norma API 610, que estipula padrões de qualidade e engenharia de confiabilidade”, observa Pugliese. A demanda por equipamentos com tecnologia embarcada, como sensores de vibração, temperatura, controle e variador de velocidade (inversor de frequência), tem crescido nos últimos anos, acrescenta.

Fornecedora de bombas centrífugas horizontais, bipartidas e verticais de pequeno, médio e grande porte, a Flowserve avalia que a criticidade técnica de produtos destinados a petróleo e gás atua como um componente a mais na disputa de mercado. Marcelo Soares explica que as especificações e sofisticações tecnológicas demandadas por esse segmento fazem com que os preços apresentados para tais mercados sejam maiores que os outros.

A Netzsch, líder de mercado em bombas de cavidades progressivas, registrou, nos últimos anos, uma transformação no mercado de bombas hidráulicas. O diretor geral Osvaldo Ferreira relatou que houve a incorporação de novas tecnologias para monitoramento e controle, bem como melhorias que visam buscar o aumento da eficiência dos processos aos clientes.

Linha oferecida pela Netzsch ©QD Foto: divulgação
Linha bombas oferecida pela Netzsch

A companhia oferece uma ampla variedade de tecnologias de bombas de alta qualidade. Seu portfólio inclui as renomadas bombas helicoidais Nemo, de lóbulos rotativos Tornado, de fuso Notos e a linha Peripro de bombas peristálticas. Fornece também trituradores, sistemas de dosagem e esvaziadores.

Qualquer bomba, seja centrífuga, pneumática ou turbina, pode ser considerada hidráulica, conceito relacionado a diferentes tipos de fluido, explica o engenheiro de produção João Paulo Dutenkefer, da Alef. Quase 100% do faturamento da empresa resulta da venda de bombas centrífugas sem selo mecânico, dotadas de acoplamento magnético. Essa modalidade de bomba evita a fuga de líquidos ou gases, entre o eixo rotativo (móvel) e a carcaça fixa da bomba, onde se localiza a maior fonte de vazamentos, conforme as queixas de usuários. Adicionalmente, costumam ser mais seguras e eficazes no combate à poluição causada por processos industriais.

Essa característica, segundo Dutenkefer, vem ao encontro da busca de grandes empresas por soluções tecnológicas que priorizem a preservação ambiental e redução de custos operacionais. O engenheiro entende que as bombas sem selo mecânico facilitam a evolução natural e necessária na indústria nacional. Ele argumenta que, além da maior durabilidade, elas têm tempo médio entre reparos de danos até 10 vezes superior ao de uma bomba convencional com selo mecânico, o que implica menos gastos com manutenção.

Para Paula Nery, do Grupo Dosivac, as empresas de bombas no Brasil estão procurando, cada vez mais, montar estratégias para atender novas demandas do mercado, entre as quais, alternativas sustentáveis. Algumas dessas empresas buscam parceiros especializados que integram os equipamentos aos processos existentes, enquanto outras dispõem de competência desenvolvida dentro do próprio grupo. Porém, essa competência normalmente é alicerçada pela matriz no exterior, avalia.

No Grupo Dosivac, que fornece bombas especiais para injeção e transferência química, inclusive customizadas, segundo ela, são entregues sistemas completos de injeção química com alimentação elétrica com origem em energia solar. Da mesma forma, conceitos construtivos inovadores contribuem para que não ocorram vazamentos de químicos em processos de alta pressão, diminuindo o impacto ambiental.

Apesar de ter havido poucas alterações na regulamentação normativa do setor, durante o processo de compra de novos equipamentos, muitas empresas se preocupam mais com a agregação de valor ao longo da vida útil do que com o preço de aquisição, diz Alexandre Godoy, da CSBN/Abimaq. Esse movimento vem aumentando a procura por bombas com tecnologia embarcada, seja pela aplicação de materiais mais nobres (mais duráveis), seja mediante a elevação de eficiência, reduzindo o consumo de energia, acrescenta Godoy.

Em contrapartida, segundo ele, essa mudança de concepção dos clientes, traz grandes oportunidades para que os fabricantes de bombas disponibilizem produtos mais elaborados. A tecnologia vem para auxiliar a operação, otimizar processos e monitorar o funcionamento de equipamentos, mas há também desafios, como a carga tributária e a escassez de mão de obra, lembra Godoy.

“Seria, importante que houvesse um maior cuidado do governo brasileiro, em todas as suas esferas, com as demandas dos fabricantes de bombas, para que fosse possível reduzir o chamado custo Brasil. Se o governo fosse capaz de melhorar isso, certamente o setor cresceria com muito maior vigor e traria benefícios enormes para o nosso País”, afirmou o empresário.

Por outro lado, para que as soluções inovadoras aconteçam, o grande investimento das empresas produtoras ou não deve ser sempre em pessoas, acrescenta Paula, do Grupo Dosivac. “São elas que fazem o presente e o futuro, entregando o trabalho e ideias de melhoria de produtos e processos”, observa.

Em sua opinião, “os jovens estão vindo ao mercado de trabalho com novos conceitos de interação profissional entre as equipes e relacionamento com alta fluidez em grupos totalmente multidisciplinares. Atitudes e comportamentos desse tipo devem ser muito bem observados, incentivados e trabalhados”, finalizou.

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