Meio Ambiente (água, ar e solo)

Debate sobre qualidade do ar no Congresso de Atuação Responsável da Abiquim

Quimica e Derivados
8 de agosto de 2018
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    “A implantação do sistema será encerrada em agosto e em seguida será iniciada a coleta de informações das amostragens dos meios (ar, água e solo). O Sincet fará parte de um grande sistema ambiental e que futuramente fornecerá até uma previsão da concentração de poluentes, como se fosse uma previsão do tempo”, explica Sogabe.

    A especialista em Meio Ambiente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Priscila Freire Rocha, fará uma apresentação sobre o processo de discussão da revisão da Resolução Conama nº 03 de 1990, que dispõe sobre os padrões de qualidade do ar. Priscila explica que as discussões contaram com a participação da sociedade civil e dos órgãos do governo e contempla a aplicação de planos de controle de emissão e relatórios de avaliação da qualidade do ar no nível nacional. “Isso deverá facilitar a fiscalização da qualidade do ar e facilitará para que uma empresa possa decidir onde deve instalar uma planta industrial. Também foi feita a revisão dos padrões de qualidade do ar, que estão mais rigorosos e seguem os padrões do guia da Organização Mundial de Saúde”, completa.

    Fontes móveis

    O segundo dia da programação da Sala de Qualidade do Ar, 16 de agosto, também abordará as diferenças de emissões provenientes de fontes estacionárias e de fontes móveis. Machado explica: “as fontes móveis têm uma importante contribuição no conjunto de fontes de emissão atmosférica. Um exemplo é que a poluição atmosférica em São Paulo caiu pela metade durante a greve dos caminhoneiros. Atualmente as principais cobranças com relação ao controle de emissões são aplicadas às fontes estacionárias, que são mais fáceis de monitorar e controlar. Entendemos que é importante demonstrar a evolução das emissões em cada uma dessas fontes para avaliarmos em conjunto onde devem ser direcionadas as melhores e mais eficazes alternativas de controle”.

    Para debater o impacto das emissões geradas pelas fontes móveis na qualidade do ar, a programação terá, no período da manhã do dia 16 agosto, a participação de um dos autores do livro Programa Ambiental de Inspeção e Manutenção Veicular e diretor da consultoria em emissão veicular EnvironMentality, Gabriel Murgel Branco, que também participará de uma mesa-redonda para debater as tendências regulatórias das emissões de fontes móveis, no período da tarde.

    Química e Derivados, O ambientalista, administrador, advogado e consultor, Fabio Feldmann

    O ambientalista, administrador, advogado e consultor, Fabio Feldmann

    O debate sobre as tendências regulatórias, que será realizado no período da tarde do dia 16, tem confirmada a participação do ambientalista, administrador, advogado e consultor, Fabio Feldmann, que já foi deputado federal por três mandatos e participou do desenvolvimento do capítulo dedicado ao meio ambiente na Constituição de 1988. “O tema qualidade do ar é um problema cada dia mais evidente. Debater com o setor empresarial este assunto é fundamental para que possamos estabelecer uma estratégia comum, pois cada um poderá ver o que lhe cabe para melhorar a situação”, explica Feldmann.

    Segundo o consultor, é necessário ter um ar mais limpo e as empresas brasileiras precisam seguir padrões mundiais, que são mais rigorosos. Feldmann lembra que a siderurgia passará a seguir novos padrões de emissão a partir de 2019. “O objetivo é ter um ar de mais qualidade para melhorar a saúde das pessoas. Ter um ar de melhor qualidade é uma tendência inevitável. No caso do Brasil, 90% da poluição das cidades é veicular, precisamos ter projetos de engenharia com padrões mais rigorosos, combustível de qualidade, além de inspeção e manutenção para termos veículos bem regulados”.

    Apesar de ainda considerar a legislação fundamental para que as empresas façam investimento em tecnologia e operem para reduzir as emissões, Feldmann explica que a cobrança do consumidor, investidores e acionistas também tem feito as montadoras e empresas adotarem padrões mais rigorosos. “Um exemplo de iniciativa de gestão que veio do próprio setor é o Programa Atuação Responsável® da indústria química, criado após o acidente de Bhopal, na Índia e que tem obtido bons resultados”.

    Este debate também tem confirmada a participação do secretário Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Campinas e presidente da Associação Nacional dos Órgãos Municipais de Meio Ambiente – Anamma, Rogério Menezes e da coordenadora-geral de Qualidade Ambiental e Gestão de Resíduos do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Letícia Reis Carvalho.

    O presidente da Associação dos Fabricantes de Equipamentos para Controle de Emissões Veiculares da América do Sul (Afeevas), Stephan Blumrich, abordará a contribuição da química no controle das emissões veiculares. “Vamos apresentar a contribuição positiva da química para a indústria automobilística controlar e reduzir as emissões”. Entre as contribuições, que serão abordadas por Blumrich, está a Arla 32, solução de ureia de alta qualidade e pureza, usada com o sistema de Redução Catalítica Seletiva – SCR para reduzir quimicamente as emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) presentes nos gases de escape dos veículos a diesel. 



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    Um Comentário


    1. Os sistemas de captação filtrada em uma fábrica de cosméticos de meio porte ( pós e líquidos), por exemplo: a) por normas, qual é o máximo m.grs/ m3 tolerado internamente e qual é o máximo de ar exaurido para o exterior ?
      b) Se existe alguma regulação, no ambiente externo de diferenças dessoa valores. Por estar a industria em local longe de centro urbano?

      Atenciosamente: Antonio Pérez Alemany



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