Meio Ambiente (água, ar e solo)

Debate sobre qualidade do ar no Congresso de Atuação Responsável da Abiquim

Quimica e Derivados
8 de agosto de 2018
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    Química e Derivados, Debate sobre qualidade do ar é um dos destaques do Congresso de Atuação Responsável da AbiquimQuímica e Derivados, Debate sobre qualidade do ar é um dos destaques do Congresso de Atuação Responsável da Abiquim

    Sala de “Qualidade do Ar” reunirá especialistas nacionais e internacionais para discussões sobre emissões de fontes estacionárias e fontes móveis, experiências e tendências internacionais, cases da indústria química, regulamentações nacionais e perspectivas futuras, além de soluções da indústria química para a redução destas emissões

    A sala “Qualidade do Ar” terá três sessões no 17º Congresso de Atuação Responsável, que a Abiquim realiza nos dias 15 e 16 de agosto, no Novotel Center Norte, na capital paulista. As discussões serão realizadas no período da tarde do primeiro dia do evento e durante todo o segundo dia.

    Fontes estacionárias

    No primeiro dia do Congresso, 15 de agosto, será realizado o debate sobre emissões atmosféricas provenientes de fontes estacionárias e de fontes móveis. A discussão da Sala abrangerá reflexões sobre a necessidade de inventários oficiais destas emissões, por tipo de fonte – estacionária ou móvel – que permitam análises críticas das contribuições de cada tipo de fonte na qualidade do ar.

    “A ideia de abordar a Qualidade do Ar no evento tem o objetivo de avaliar a contribuição dos vários atores na Qualidade do Ar no Brasil, fazendo com que os esforços despendidos pela indústria para reduzir suas emissões sejam ampliados para todos os setores”, afirma o coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Abiquim e responsável por Meio Ambiente Corporativo da Braskem, Mauro Machado.

    Química e Derivados, O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Abiquim e responsável por Meio Ambiente Corporativo da Braskem, Mauro Machado.

    O coordenador da Comissão de Meio Ambiente da Abiquim e responsável por Meio Ambiente Corporativo da Braskem, Mauro Machado.

    Machado explica ainda que a indústria química vem adotando controles cada vez mais eficazes em suas instalações e a programação da Sala evidenciará cases da indústria química na gestão atmosférica. Será apresentado um case do Pólo de Mauá, pela gerente Global de Meio Ambiente da Oxiteno, Lorena Brancaglião; um case de Cubatão, pela Supervisora Ambiental da Yara Brasil, Sueli Moroni, e; um case do Pólo de Camaçari, por Eduardo Fontoura do Cofic – Comitê de Fomento Industrial de Camaçari.

    “O programa foi pioneiro no País em gestão integrada, no qual são avaliadas as emissões de todo o complexo industrial, o que torna mais fácil fazer a gestão das emissões. Ele começou em 1994 e ao longo desse período para reduzir as emissões foram realizadas ações como a mudança de matérias-primas, melhorias nos processos, investimento em tecnologia, além de maior controle operacional pelos operadores e responsáveis pelas atividades industriais. O programa também inclui o monitoramento da qualidade do ar nas comunidades. Dessa forma conseguimos avaliar todo o ciclo de gerenciamento. E essas ações são vetores para o sucesso do programa”, explica Fontoura.

    Ainda no dia 15, o diretor Técnico da Consultoria ERM: Environmental Resources Management, Braulio Pikman, abordará a possível mudança na especificação técnica do gás natural, nacional ou importado, a ser comercializado, no Brasil. Segundo Pikman, essa discussão iniciada em 2016, na Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), atendendo a interesses dos produtores, foca na flexibilização do teor de hidrocarbonetos contidos no gás natural comercializado.

    “Essa alteração na regulação irá certamente gerar instabilidade operacional em equipamentos e o aumento nas emissões de gases de efeito estufa e gases poluentes como os óxidos de nitrogênio (NOx) que além do dano direto, quando combinados a compostos orgânicos voláteis potencializam a formação do ozônio troposférico, prejudicial às pessoas e ao meio ambiente”, explica Pikman. “Discussão similar está ocorrendo em outros países e decisões estão sendo tomadas no sentido de minimizar os custos para a sociedade como um todo”, completa o consultor.

    Será realizada, também no dia 15 de agosto, apresentação sobre o Sistema de Inventário de Emissões de Fontes de Poluição da Cetesb – Sincet, pelo Engenheiro e Gerente do Setor de Projetos Especiais da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), Milton Norio Sogabe. O sistema, que ainda está sendo implementado no Estado, segundo Sogabe, será capaz de apresentar as emissões atmosféricas nos 39 municípios da Grande São Paulo, e poderá ser acessado no site da Cetesb.


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