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CRQ x CREA

Quimica e Derivados
3 de março de 2001
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    1) Histórico – A Química, ciência que estuda as propriedades das substâncias e as Leis Naturais que regem suas transformações, está presente na vida do homem desde eras primitivas e continuará sempre a ter papel preponderante em seu bem estar.

    Até o final do século XVIII, a Química foi utilizada com conhecimentos práticos que constituíam as denominadas Artes Químicas, executadas por artesões-inventores e alquimistas. Em 1789, Lavoisier, com seu Tratado Elementar de Química, deu início à fase moderna dessa ciência. No século XIX, com os conhecimentos adquiridos pela química moderna, pôde-se promover e dominar os fenômenos que obedecem às Leis Naturais que regem a transformação da matéria, permitindo sistemático usufruto e benefício do homem. Dessa forma surgiu a Química Industrial ou Tecnologia Química, base da indústria química moderna.

    Em 1912, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou o Departamento de Engenharia Química, evento que estimulou muitas instituições de ensino a organizarem cursos de engenharia química. No Brasil, como mostra o quadro 1, as escolas mais tradicionais de engenharia química organizaram seus cursos a partir das estruturas dos cursos de química industrial que mantinham há muitos anos.

    A engenharia química utilizando-se de leis básicas da Física e Matemática, comuns aos demais ramos de engenharia, veio contribuir para uma melhor otimização e racionalização na aplicação da tecnologia química, acelerando o desenvolvimento da indústria da área da química.

    2) Aspectos técnicos – A indústria da área da química utiliza preponderantemente processamento industrial constituído por um conjunto de conversões químicas e/ou operações unitárias seqüenciais de causa e efeito, com a finalidade de transformar matérias-primas em produtos industriais de interesse econômico, social e militar. Conseqüentemente, a tecnologia básica envolvida é a tecnologia química.

    Química e Derivados: CreaxCrq: primeiros. Nas industrias que compõem a área da química, os cargos e funções que envolvem conhecimentos e responsabilidades técnicas nos setores de controle de qualidade, controle ambiental, segurança, manutenção e principalmente de produção devem ser ocupados por profissionais da química, pois estes são os únicos preparados e habilitados para executar essas atribuições.

    O engenheiro químico é o profissional ao qual os CRQs conferem todas as atribuições do elenco de atividades da área da química, sendo o estudo, planejamento, projeto e especificações de equipamentos e instalações industriais privativos desses profissionais. É portanto errônea a afirmação de que quando o engenheiro químico estiver exercendo essas atividades, ele não está atuando como profissional da química, pois, como já foi dito, essas compõem o elenco de suas atribuições. O engenheiro químico deve ter sólida formação em química e profundos conhecimentos de tecnologia química para poder desenvolver tais atividades com competência.

    Conclusão – As informações colocadas neste artigo procuraram demonstrar que o CRQ da 4ª Região, ao contrário do que sugeriu o senhor Antonio Clélio Ribeiro, não tem entre suas metas melhorar a arrecadação financeira a partir de ações que embutem desrespeito à legislação vigente. Ao contrário, temos sido obrigados a realizar despesas extras para defender empresas e profissionais que procuram nosso apoio para fugir das investidas de órgãos que, ao fazerem suas exigências, levam em conta apenas a nomenclatura de um cargo ou o título de um diploma. Esperamos que a legislação, a história e os aspectos técnicos aqui abordados não deixem dúvidas de que os engenheiros químicos são profissionais da Química e que por essa razão devem registrar-se exclusivamente nos CRQs. As empresas cujas atividades básicas estão relacionadas à química também devem manter registro apenas nos CRQs.

    Química e Derivados: CreaxCrq: O Autor.

    Manlio de Augustini

    Nota do Editor: O professor Antonio Clélio Ribeiro escreveu o artigo publicado na edição QD-388 de modo a refletir sua própria convicção, desvinculada dos interesses de qualquer órgão fiscalizador ou conselho profissional.

    O Autor

    Manlio de Augustinis é engenheiro industrial modalidade química, formado em 1964 pela Escola de Engenharia da Universidade Mackenzie. Foi professor titular da cadeira de química industrial na Escola de Engenharia Mackenzie (1966 a 1969) e na Escola Superior de Química Oswaldo Cruz (1970 a 1997).

    Na área industrial, atuou como engenheiro nas indústrias de cerâmica, cal e química. Foi gerente da divisão química da Vulcan Material Plástico (1981 a 1986) e diretor industrial da Oxipar Indústria Química S.A (1987 a 1991).

    Foi vice-presidente do Conselho Regional de Química IV Região (1993) e desde 1994 é diretor-executivo dessa entidade. Contatos podem ser feitos pelo e-mail : diretoria@crq4.org.br.



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