Meio Ambiente (água, ar e solo)

Crise Hídrica – indústria química lança guia para plano de contingência

Quimica e Derivados
30 de novembro de 2015
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    Apesar disso, Gobbi chama a atenção para os problemas de infraestrutura de saneamento e tratamento de água. “Existem duas crises brutais no Brasil. Além da crise de abastecimento, a principal é a falta de tratamento de esgoto. Nós já estamos trabalhando pró-ativamente há mais de dez anos para oferecer ao país produtos que atendam as mais altas tecnologias do mundo, mas dependemos de planos governamentais estruturados e que tenham continuidade, dependemos das estruturas físicas para fazer uso dos produtos químicos. O que falta é construir as plantas (concretizar os projetos). Nós temos produtos químicos, mas para usá-los é preciso que os projetos de estações de tratamento de água e esgoto sejam concretizados. A indústria química está preparada para fornecer produtos para uma ampliação dessa rede que está prevista há 20 anos”, afirma o coordenador da Comissão de Saneamento e Tratamento de Água da Abiquim.

    Nesse sentido, o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos, atribui ao mau tratamento do esgoto a piora da qualidade da água da natureza brasileira. “Com a crise hídrica, torna-se cada vez mais importante tratar o esgoto, para que ela chegue ao rio a ponto de o manancial poder oferecer água potável novamente. Temos, principalmente os rios urbanos, quase todos comprometidos pelo lançamento de esgoto sem tratamento. De forma geral, os recursos hídricos pioraram muito nos últimos anos. Isso faz com que seja cada vez mais importante o emprego de produtos químicos para purificar tanto a água quanto o esgoto e essa necessidade tende só a aumentar, porque a cada dia novas substâncias são jogadas na água. Eliminamos novos remédios, novos cosméticos, novos alimentos e, consequentemente, a água de hoje tem substâncias que não existiam há 50 ou 60 anos. Isso faz com que o desafio de tratar a água seja cada vez maior e que novos produtos tenham que ser formulados para atender essa demanda dinâmica da água que temos que tratar”, observa Édison Carlos.

    Na opinião do químico da Sabesp, Mercedino Carneiro Filho, “a indústria química tem papel extremamente importante no desenvolvimento de produtos de alta performance e novas tecnologias, como os processos de membranas”. Durante o Seminário ‘Gestão Hídrica e a Indústria Química’, realizado pela Abiquim no mês de julho, em São Paulo, o especialista técnico da Dow, Fábio Pereira de Carvalho, detalhou tratamentos avançados baseados em membranas, como a ultrafiltração, a nanofiltração e a osmose reversa. Já Kleber Martins, gerente de soluções América Latina da Nalco, mostrou tecnologias de redução do consumo de água em processos de tratamento do recurso hídrico e de efluentes com o uso do ParetoTM, ferramenta que otimiza a injeção de produtos químicos no material a ser tratado.



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