Farmacêutico e Biotecnologia

CPhI South America 2011 – Insumos farmacêuticos atraem mais expositores estrangeiros

Rose de Moraes
12 de setembro de 2011
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    Pela primeira vez participando da exposição, a Química Anastácio destacou sua nova atuação em ingredientes ativos para o setor farmacêutico, complementando o seu amplo portfólio de matérias-primas e excipientes, como óleo mineral USP, propilenoglicol USP, vaselina sólida USP, sorbitol em pó e a 70%, sacarina sódica, glicerina vegetal, triglicérides do ácido cáprico, entre muitos outros.

    “Nossa intenção é atuar fortemente no fornecimento de ativos para o setor farmacêutico, abrangendo em nossa oferta, por exemplo, paracetamol em pó, dipirona sódica, nicotinamida, cafeína anidra, vitamina C, entre tantos outros”, informou Rodrigo D’Amaro, gerente de vendas da Química Anastácio.

    Química e Derivados, Rodrigo D'Amaro, Química Anastácio, ingredientes ativos

    D’Amaro: linha de produtos inclui ingredientes ativos

    Reforço no suprimento local – Por sua vez, a Bandeirante Brazmo destacou a recente criação da divisão Farma, que estará dedicada à importação de ativos e excipientes para o setor farmacêutico. Segundo José Roberto Arruda, diretor comercial da divisão, os primeiros embarques de insumos farmacêuticos já estão sendo iniciados e os fornecimentos para o mercado brasileiro estão previstos para começar em janeiro de 2012.

    “Pretendemos abastecer o mercado brasileiro com insumos como dipirona, paracetamol, captopril, cetoconazol, cânfora sintética, maleato de enalapril, omeprazol em pellets (10% e 8,5%), vitamina C em pó, vitamina C revestida, entre muitos outros, ajudando a manter os suprimentos locais em benefício da atuação das indústrias farmacêuticas”, informou o diretor Arruda.

    Atuando em oito diferentes áreas de negócios, a Bandeirante Brazmo reúne atualmente uma das maiores estruturas de distribuição de produtos químicos da América Latina, com 20 mil m² de armazéns e 90 mil m³ de tancagem. A empresa também distribui matérias-primas das linhas Carbowax, Sentry e polietilenoglicol da Dow Química, além de álcool isopropílico, acetona, ácido acético e hexilenoglicol da Rhodia.

    Química e Derivados, Jose Roberto Arruda, Bandeirante Brazmo, divisão farmacêutica

    Arruda: divisão farmacêutica começa a operar com importados

    Novas cápsulas para uso tópico– A grande inovação apresentada pela Catalent Pharma Solutions neste ano ficou por conta das cápsulas vegetais moles em uma única dose e com abertura twist off para uso tópico, podendo envolver ativos e ingredientes para emprego dermatológico e dermocosmético, com benefícios antissinais, antimanchas, antiacne e de tratamento de várias outras afecções da pele. Trata-se da tecnologia de encapsulação Vegicaps, isenta de componentes animais, constituída de uma combinação de goma de carragena, amido de milho, fosfato dissódico e glicerina vegetal.

    Apresentadas com vários acabamentos e cores, estão disponíveis em mais de 250 tipos e acondicionam cerca de 150 desenvolvimentos e soluções já formuladas em produtos. Entre as formulações encapsuladas exclusivas estão ingredientes como a vitamina A (retinol) e a vitamina C (ácido ascórbico), que possuem alta instabilidade, mas cuja produção em cápsulas moles e microencapsulação em sistemas especiais de liberação ajudam a melhorar a estabilidade e a aumentar a absorção pela pele.

    “A nossa proposta é a de nos posicionarmos no mercado como parceiros no desenvolvimento de novos produtos, apresentando diferenciais, como poder trabalhar com cápsulas vegetais de fácil abertura e estáveis ao calor, que permitem encapsular ativos sem conservantes, auxiliam na posologia de aplicação dos produtos e também se biodegradam em apenas dez dias após o uso”, destacou Rodrigo F. Pytel, gerente de contas da Catalent.

    A empresa também destacou tecnologias exclusivas, como Liopan, para o desenvolvimento e a fabricação de comprimidos liofilizados de rápida dissolução, para medicamentos antialérgicos e produtos de venda livre (OTC), e Zydis, oferecendo formas farmacêuticas orais sólidas e liofilizadas, que se derretem em de três a cinco segundos na boca, dispensando o uso de água. “Pesquisamos com sucesso muitas soluções farmacotécnicas para modular a farmacocinética de ingredientes ativos”, complementou Pytel.

    Com fábricas no Brasil, Colômbia e Venezuela, a Procaps produz e comercializa produtos farmacêuticos, cosméticos, veterinários e também participa do mercado alimentício, produzindo gomas de gelatina. Fundada em 1977, na cidade de Barranquilla, na Colômbia, foi pioneira na fabricação de cápsulas de gelatina naquele país, especializando-se também nas áreas de líquidos estéreis, injetáveis, seringas, cremes, géis, tabletes e cápsulas duras.

    Segundo Daniel Torres, executivo de contas da Procaps, a empresa desenvolve cerca de 50 novos produtos a cada ano, seguindo tendências apresentadas no mercado global. As cápsulas moles de gelatina, além de garantir a uniformidade de conteúdos e a estabilidade dos princípios ativos, tornam os fármacos mais absorvíveis. Entre as novidades apresentadas na CPhI 2011 pela empresa, destacou-se a vitamina C, produzida em goma de gelatina, uma forma diferenciada de apresentação do produto.



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