Indústria Química

Covid-19 expôe dependência do Brasil – Química fina

Hamilton Almeida
28 de dezembro de 2020
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    Cristália – A pandemia do Covid-19 afetou em cheio o funcionamento dos hospitais e clínicas médicas. Como uma empresa da área de saúde, o Laboratório Cristália teve que alterar os seus processos de trabalho, “tanto da forma de atendimento dos clientes quanto os processos logísticos da cadeia da indústria farmacêutica”, revela o diretor geral, Ricardo Pacheco.

    Química e Derivados - Química fina - Covid-19 expôe dependência do Brasil em remédios importados ©QD Foto: iStockPhotos

    Pacheco: escassez de produtos foi pontual, mas preços subiram

    A crise sanitária criou no seu ápice “algumas dificuldades de abastecimentos pontuais, já superadas”, reconhece Pacheco. A alta da moeda norte-americana em relação ao real também impactou o setor de saúde em geral, que é dependente da importação de insumos importados:

    “A dependência é sempre ruim. A pandemia demonstrou que a dependência pode levar ao desabastecimento do mercado. Na área da saúde isso pode causar, no limite, o não atendimento dos pacientes. O dólar impacta nos custos de fabricação, mas não impacta no volume dos negócios”, manifesta o porta-voz.

    Pacheco aposta que “o Cristália vai crescer, apesar da pandemia, mais de 15%”. O desempenho da empresa dentro da área de biotecnologia – é a maior empresa brasileira no segmento – “está ligado há mais de 20 anos de investimentos, a formação de profissionais de excelência na área e em acreditar na capacidade da ciência brasileira”.

    Os investimentos não pararam: “A empresa investe todos os anos aproximadamente 8% da receita líquida em pesquisa e desenvolvimento e, na média, 6,5% da receita líquida em ampliação da capacidade industrial”, especifica.

    Para Pacheco, “a perspectiva de curto prazo é de superação da pandemia e o restabelecimento da normalidade do mercado”. A médio e longo prazos, a expectativa da empresa é de “crescimento acima de dois dígitos, buscando trabalhar na melhora da eficiência operacional e no investimento em PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação)”.

    Indagado se tem alguma reivindicação a fazer ao Governo Federal, Pacheco responde: “Acreditamos que o crescimento do país passa por uma reforma tributária que dê condições de igualdade entre os produtos nacionais e os importados, estimule o investimento e seja socialmente justa”.



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