Couro e Curtumes

Couro: Perspectivas 2009 – Alta do dólar pode diminuir importações da China e minimizar efeitos da crise

Fernando C. de Castro
14 de janeiro de 2009
    -(reset)+

    De acordo com o gerente da unidade de negócios da Lanxess, Fábio Fonseca, apesar da queda do ano passado, o objetivo da empresa é continuar crescendo para aumentar a posição de liderança do mercado de produtos químicos para couros. ?Exemplo dessa estratégia é que, mesmo na situação atual, contratamos recentemente mais um técnico de recurtimento para dar auxílio aos clientes no sul do Brasil, e continuamos a desenvolver produtos inovadores para a indústria”, informou.

    De outra parte, o coordenador regional para negócios de couro da Basf, Leonardo Grohmann Buzzini, considera o cenário de crise internacional de difícil prognóstico. Em sua opinião, o mercado de couros sofre retração desde 2007. No final de 2008, também foi contaminado pela crise dos mercados e sentiu um forte impacto.

    No entendimento do executivo da Basf, em 2009 os efeitos da forte diminuição de crédito continuarão a impactar o segmento automotivo e moveleiro de forma direta. É possível que o setor de calçados apresente sinais de recuperação por se tratar de um bem de consumo não-durável e diretamente ligado à indústria da moda. Embora o cenário seja incerto, a intenção é fortalecer as posições dentro dos mercados e clientes considerados estratégicos.

    “Manteremos uma postura realista diante da crise, acompanhando as movimentações do mercado e nos adaptando a elas, porém, trabalharemos fortemente para assegurar a sustentabilidade de nossa divisão e reverter o atual cenário”, anota Buzzini. Ele salienta: a Basf, como empresa diretamente ligada à inovação, faz lançamentos constantes de produtos.

    Em 2009, reforçará a linha para recurtimento com a chegada de uma nova gama de produtos à base de sulfonas. A Basf atua em todo o processo produtivo do couro, oferecendo uma completa linha de produtos para ribeira, recurtimento e acabamento.

    Para ribeira, fornece o agente dispersante Mollescal LB-PA, o auxiliar de caleiro Mollescal L-ND, e o agente desengraxante com nome comercial Eusapon L-DE. Para o processo de recurtimento, Buzzini destaca as linhas Basynta e Relugan, feitas de polímeros, aldeídos e resinas. Há ainda o Tamol, auxiliar para recurtimento, além das linhas Densodrin e Densotan, que entram no processo como agentes de hidrofugação.

    A Basf oferece ao mercado de couros aproximadamente 25 famílias de produtos. “Embora tenhamos observado nos últimos anos uma movimentação dos curtumes, principalmente em direção ao Centro-Oeste, acompanhando o deslocamento da criação de gado, Rio Grande do Sul e São Paulo permanecem os dois grandes centros produtores de couros de primeira linha no país”, atesta Buzzini. Nos últimos dez anos, o Nordeste construiu uma importante produção e passou a consumir produtos de ponta como forma de melhorar o couro acabado na região.

    Juarez Lacroix, gerente do grupo químico gaúcho Killing, também aposta suas fichas na Fimec. A Killing promete continuar expandindo suas atividades no Brasil e em busca de novos mercados na América Latina. Para a Fimec, uma das novidades ficará por conta de um sistema tintométrico para curtumes.

    Estão previstos os lançamentos de linhas de pigmentos específicos direcionados à tintometria e produtos para acabamento de couro, tais como lacas, aqualacas, solventes, stuccos, compactos, agentes de toque, resinas e poliuretanos, lacas butirato, resinas poliuretânicas base água, resinas acrílicas base água, resinas de impregnação, tíneres, auxiliares base água, auxiliares base solvente, auxiliares catiônicos, proteínas, pigmentos base água, pigmentos fluorescentes e novos pigmentos base solvente.

    A Killing movimenta seus negócios em toda a América do Sul, mas suas regiões de maior desempenho em negócios correspondem ao sul e sudeste do Brasil. Cada lote de pele apresenta uma composição diferente e não há como controlar o processo em um padrão determinado, com algumas exceções. É o caso específico dos couros usados nos estofamentos da indústria automotiva e submetidos às normas internacionais. O mercado brasileiro para produtos de acabamento de couros movimenta R$ 250 milhões por ano, estima.



    Recomendamos também:








    0 Comentários


    Seja o primeiro a comentar!


    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *