Couro: Feira gaúcha ganha mais um novo pavilhão

Um novo pavilhão, com estrutura modular, está praticamente pronto para suportar o aumento de expositores da Feira Internacional de Tecnologia para os Setores do Couro e do Calçado, a Fimec, de 15 a 18 de abril em Novo Hamburgo-RS.

O prédio climatizado conta com 1.115 metros quadrados e irá reunir micro e pequenas empresas, além de projetos da Associação Brasileira de Empresas de Componentes para Couro, Calçados e Artefatos (Assitencal).

“Como o lay-out do novo prédio é bastante flexível, ainda existe prazo para receber as inscrições das empresas interessadas em participar do evento”, informa o presidente da Assitencal, Eduardo Kunst.

Esta área estará direcionada a projetos de tecnologia e moda.

“Não tem como foco a área de exposição convencional”, acrescenta o presidente da Fimec, Júlio Seidl.

“Vamos utilizá-lo também como um espaço para modas e tendências e nos projetos Moda e Tecnologia em Cena, Mix By Brasil, ConexãoVisão e Projeto Comprador, que vão proporcionar o retorno do investimento”, reforça Kunst.

O valor investido no novo pavilhão está calculado em R$ 1 milhão, sendo bancado pela Assitencal.

Química e Derivados: Couro II: Seidl - espaço será para as micros e pequenas. ©QD Foto - Fernando de Castro
Seidl – espaço será para as micros e pequenas.

De acordo com Julio Seidl, a Fimec deverá superar todos os indicadores anteriores.

Já estão confirmados 1.070 expositores de diversos países, 22 a mais em comparação com a edição do ano passado.

Mas com a ampliação da área a organização do evento poderá aceitar inscrições até poucos dias antes da abertura oficial do evento.

Em 2003, a Fimec recebeu mais de 48 mil visitas de profissionais representantes dos cinco continentes.

Predominaram os técnicos, executivos e empresários da indústria calçadista e de acessórios, seguidos pelos profissionais do setor de componentes e pelos representantes da indústria de máquinas.

Química e Derivados: Couro II: atualidades_01. ©QD
Entre os visitantes estrangeiros, a Argentina contou com a maior delegação.

Em segundo lugar ficaram os italianos e logo após os uruguaios. Seidl explica que a Fimec foi desmembrada da Feira Nacional de Calçados (Fenac), surgida no começo dos anos 70 como Festa Nacional do Calçado, em contraposição à Festa Nacional da Uva de Caxias do Sul.

Com o passar dos anos, seus idealizadores perceberam o espaço existente para a criação de um evento focado nos negócios envolvendo a cadeia produtiva do couro, atraindo também a indústria química voltada ao desenvolvimento de formulações para curtimento recurtimento semi-acabamento e o acabamento, onde entram resinas, lacas, corantes orgânicos e inorgânicos, anilinas, vernizes, entre outros produtos.

Um relatório da Associação Brasileira de Químicos e Técnicos da Indústria do Couro (ABQTIC) aponta para um crescimento significativo do setor em 2004.

“O mercado está promissor. As indústrias de calçados e os curtumes estão otimistas tanto com vendas externas quanto com a retomada do mercado interno”, informa o presidente da entidade, Carlos Guilherme Kiefer.

Segundo ele, nos primeiros meses do ano, as indústrias já investem na ampliação de sua capacidade produtiva, inclusive com a construção de novas plantas.

“Com novas unidades produtivas, essas indústrias necessitarão de mais profissionais da área técnica; conseqüentemente, estaremos com mais espaço para os profissionais qualificados”, acredita o presidente da Abqtic.

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