Variedade de Insumos e formulações para cosméticos

País se destaca pela variedade de insumos e formulações

A indústria de cosméticos passou por muitas transformações de 1990 até o momento. Houve diversos marcos e quebras de paradigmas que moldaram a sua trajetória e fizeram do Brasil uma referência global na criação de produtos como os destinados aos cuidados com os cabelos. Neste período, as formulações mudaram o seu perfil, tornando os ingredientes mais suaves e naturais seus principais componentes. O setor também ampliou a oferta e apostou na diversidade, com desenvolvimentos alinhados às particularidades do consumidor.

De acordo com Marco Resende, líder de home e personal care para a América do Sul da distribuidora Barentz, a necessidade de fontes sustentáveis, produção em alta escala e melhoria de sensorial foram fatores importantes que impulsionaram a evolução das matérias-primas para a indústria de cosméticos de 1990 para cá.

Variedade de Insumos e formulações

Neste período, o mercado nacional de cosméticos mudou, sobretudo, no que se refere às matérias-primas mais procuradas. Segundo Amanda Omodei, diretora de marketing técnico da Focus Química, diversos tipos de insumos se destacaram neste universo, refletindo as novas preferências dos consumidores e as tendências. Um deles é o ácido hialurônico.

“Esse ativo se tornou um queridinho nos cuidados com a pele, devido à sua capacidade de hidratação intensa e preenchimento de linhas finas e rugas”, afirma.

Os antioxidantes (vitaminas C e E, além do ácido ferúlico) também ganharam importância no período. Com foco na proteção contra danos causados pelos radicais livres e na promoção de uma pele saudável, estes ingredientes avançaram em produtos de cuidados com a pele e os destinados à maquiagem. Indicados para a redução de rugas, linhas finas e tratamento da acne, os retinoides também evoluíram e se tornaram mais suaves e eficazes nestas últimas décadas. Amanda relata que, com o foco crescente na saúde da pele, os produtos que promovem um equilíbrio saudável dessa microbiota passaram a ganhar mais espaço entre os lançamentos, como aqueles que incluem os probióticos e os prebióticos nas suas formulações.

Cosméticos: País se destaca pela variedade de insumos e formulações ©QD Foto: iStockPhoto
Amanda: multifuncionais uniram beleza a diversos benefícios

“A indústria de cosméticos tem respondido às necessidades e desejos dos consumidores, incorporando inovações que oferecem benefícios tangíveis para a saúde e aparência da pele”, pontua Amanda.

Nesse sentido, nos últimos anos, o mercado desenvolveu filtros solares mais eficazes, oferecendo proteção contra os raios UVA e UVB, bem como à luz visível e à azul. Ela cita a linha Parsol, da DSM-Firmenich, e os insumos que protegem da luz azul, como o ativo derivado de algas, Pepha-age.

O avanço tecnológico no desenvolvimento das matérias-primas foi, segundo Amanda, uma virada de chave para a criação de formulações realmente eficazes e com entrega de sensorial alinhado com as expectativas dos consumidores. Alguns exemplos ficam por conta dos peptídeos, biotecnologias que utilizam reatores específicos para desenvolvimento de ativos de alta eficácia e segurança, assim como o conhecimento profundo de botânica, que trouxe grandes referências de ativos orgânicos de origens diversas e ingredientes de origem natural, além da tecnologia de microencapsulados e nanotecnologia.

A evolução do setor se deu, sobretudo, em produtos para os cabelos. Nos anos 90, não havia muitos agentes condicionantes para serem usados em condicionadores e máscaras, sendo o poliquarternio 7 e o cloreto de cetiltrimetilamônio duas das poucas opções. Segundo Resende, ambos foram perdendo espaço para novos agentes condicionantes, como as gomas guar quaternizadas e seus derivado e outros polímeros quaternizados que revolucionaram o setor, na medida em que garantiram condicionamento em xampus aniônicos e em todos os produtos destinados a aplicações capilares.

“O que mais me chamou a atenção (de 1990 a 2023) foi o avanço de matérias-primas dedicadas ao mercado capilar”, ressalta Para ele, a indústria cosmética brasileira se tornou referência mundial nos cuidados com os cabelos e hoje lança tendências e texturas capilares.

Marcelo Belechuk, gerente de contas da Cargill, pensa da mesma forma. “Nesse segmento, o Brasil é um dos principais players mundiais. Prova disso, é a presença de grandes centros globais de pesquisa das principais marcas”, aponta. Segundo ele, no país, em comparação com o restante do mundo, produtos para os cabelos são prioridade em relação a outros, como os indicados para cuidados com a pele, por exemplo.

No entanto, nem sempre foi assim. Há 30 anos, as marcas tinham três tipos de linhas capilares: cabelos secos, oleosos e mistos.

Cosméticos: País se destaca pela variedade de insumos e formulações ©QD Foto: iStockPhoto
Resende: insumos evoluíram em busca da sustentabilidade

“Hoje há produtos para tudo o que se imagina para o cabelo”, diz Resende.

Uma das novidades do setor trata-se do ácido hialurônico, destinado exclusivamente para o mercado de hair care. Ele cita, do portfólio da Barentz, o Cationha Clear, o hialuronato de sódio em base catiônica, que forma filme no cabelo e couro cabeludo. “Traz realmente uma atuação desta importante molécula para os cabelos, além de muitas outras soluções para pele, cabelos e higiene oral”, explica.

Novas tecnologias em matérias-primas destinadas a este mercado também se apresentam na categoria de tensoativos. Com a demanda de recuperar os cabelos danificados pelas próprias transformações capilares (alisamentos e pinturas), a indústria constatou a necessidade de desenvolver ingredientes cada vez mais suaves, derivados de sulfoccinatos e glucosídeos, no lugar dos sulfatados. A trajetória dos conservantes se deu na mesma direção. Antes, para esta função, eram usados ingredientes que poderiam causar irritação, como o formol. Hoje existem muitas proibições. Segundo Resende, o mercado de conservantes teve de se rever para criar soluções sustentáveis, que conservem as fórmulas e não causem agressões à pele e aos cabelos.

O papel dos óleos químicos também se destacou na evolução do setor. Resende explica que estes ingredientes trouxeram uma nova característica para os cosméticos, na medida em que suas matérias-primas derivadas começaram a se tornar mais sustentáveis e com base vegetal (neste caso, óleo de palma), pois além de serem a base das ceras emulsionantes, formam a base dos surfactantes mais usados.

Para Belechuk, aliás, uma das grandes mudanças dos cosméticos nestes mais de 30 anos foi a substituição de óleos minerais por matérias-primas mais alinhadas com os novos tempos, o óleo vegetal, no caso.

Cosméticos: País se destaca pela variedade de insumos e formulações ©QD Foto: iStockPhoto
Belechuck: consumidor quer saber origem dos ingredientes

“Os players que permaneceram no mercado souberam se reinventar e acompanhar essa tendência. Isso ainda não terminou, já está inserido no mindset do setor e do consumidor; quem não surfar nessa onda provavelmente vai se afogar”, avisa.

Vegetal

Um capítulo à parte na história recente dos cosméticos se deve à substituição dos ingredientes de origem sintética. Esse tipo de conceito despontou com a troca do óleo mineral pelo vegetal. E hoje esta transformação se mostra conectada ao novo perfil dos consumidores e se reflete também na forma de produzir. “Estamos falando de processo a frio, sem consumo de energia, e no fim do dia, isso significa tanto otimização de custos quanto sustentabilidade”, comenta Belechuk.

Diante desta crescente demanda por produtos com viés sustentável, segundo João Carlos Basilio, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), o mercado de HPPC tem desenvolvido soluções cada vez mais amigáveis ao ambiente para a formulação de seus produtos e a rastreabilidade da cadeia de produção.

Aliás, nos últimos dez anos, a busca por polímeros naturais se intensificou. Mas esta ideia vem de antes. Nos anos 2000, já havia uma crescente preocupação com questões ambientais e éticas. Segundo Amanda, isso levou a uma mudança na direção de ingredientes naturais, embalagens sustentáveis e práticas de produção mais responsáveis.

Belechuk observa algumas transformações no consumidor, pois ele está mais exigente e interessado em saber, por exemplo, se os produtos são testados em animais, se o uso de água é consciente e se as empresas respeitam seus colaboradores. “A forma como os produtos são feitos é uma pauta muito mais importante hoje do que era nos anos 1990”, diz.

Variedade de Insumos e formulações: Conceitos

Alguns movimentos sedimentaram as mudanças do mercado de cosméticos. Um dos mais recentes se trata das redes sociais e da atuação das marcas nos canais digitais. Para Amanda, a partir de 2010, as mídias sociais tiveram um papel crucial na promoção e venda de produtos cosméticos. Influenciadores digitais ganharam destaque como porta-vozes de marcas e suas análises passaram a ter um impacto significativo nas decisões de compra dos consumidores.

Segundo Basilio, a ascensão da internet é um dos marcos, pois revolucionou a comercialização de produtos através do e-commerce.

Cosméticos: País se destaca pela variedade de insumos e formulações ©QD Foto: iStockPhoto
Basílio: setor lançou 7 mil produtos durante 2022

“Isso aproximou ainda mais as marcas de seus consumidores, transformando a experiência de compra, independente do canal escolhido pelo consumidor”, complementa.

A busca por uma beleza saudável e natural se intensificou, ao longo dos anos. “Isso levou a um aumento na procura por produtos mais leves, com foco em realçar a beleza natural e em promover a saúde da pele em longo prazo”, explica Amanda. No período de 1990 até 2023, a indústria de cosméticos foi se aproximando do conceito de bem-estar, a ponto de fundir-se com este mercado, ofertando produtos voltados para a promoção do equilíbrio interno e da saúde geral, além da aparência exterior.

Outro fenômeno motivado por um novo tipo de demanda dá conta da procura por praticidade. Esse atributo acabou impulsionando o setor a incorporar em seus desenvolvimentos o conceito da multifuncionalidade. Não por acaso, o portfólio da Cargill, uma das líderes globais do setor, traz muito este apelo. Segundo Belechuk, novas demandas incentivaram a inovação, promovendo a adaptação da indústria de insumos e o aumento da oferta de matérias-primas. “Hoje, isso fica claro, mas ao longo dos anos muitos ajustes precisaram ser feitos”, comenta.

De qualquer forma, na década de 2010 já havia o desejo por produtos que traziam benefícios, além de embelezar. “Lembramos a criação dos Cream Blemish Balm, Color Correction Cream e Daily Defense Cream, que tinham como foco maquiar e cuidar da pele, pois ingredientes de categorias de cuidados com a pele e proteção solar começaram a se misturar nos desenvolvimentos de produtos de maquiagem. Assim nascia um produto multifuncional”, explica Amanda.

Com o transcorrer dos anos, a indústria se rendeu ao conceito. Surgiram as categorias de produtos destinados aos cuidados dos cabelos e couro cabeludo, os hairceuticals, que, além de melhorar a penteabilidade e trazer maior hidratação, recuperam os danos. Eles têm foco na saúde do couro cabeludo e dos cabelos, com vitaminas como biotina, vitamina E, D-panthenol e niacinamida. Segundo Amanda, a pandemia potencializou esse tipo de demanda e esses cuidados se intensificaram a partir de então. “O consumidor ficou muito mais consciente sobre a saúde e as suas necessidades para uma rotina de beleza completa”, diz.

O conceito de skinification veio em seguida. Essa ideia reforça o emprego de ingredientes ativos conhecidos pelo consumidor, de caráter dermatológico, denominados como hero ingredients. Esses insumos são aplicados em todas as categorias de cosméticos, não mais apenas em cuidados da pele. Eles incorporaram benefícios adicionais em maquiagens, produtos capilares, couro cabeludo, para corporal e proteção solar.

Outra demanda importante dos últimos anos se trata dos cosméticos formulados de acordo com as necessidades intrínsecas dos consumidores. “Há cada vez mais interesse na personalização, com o surgimento de produtos que atendam às necessidades individuais e demandas específicas dos consumidores”, diz Basilio. Com o apelo da exclusividade, estes produtos criaram nichos menores, exigindo lançamentos mais frequentes e com características ainda mais diferenciadas. “Marcas começaram a oferecer uma gama mais ampla de tons de pele, texturas de cabelo e preocupações específicas, reconhecendo a diversidade dos consumidores”, complementa Amanda.

Leia Mais:

Na prática

A evolução dos cosméticos se traduz no portfólio das empresas. Atenta às particularidades do consumidor, em 2022, a Focus Química desenvolveu a EthiCosmetics, linha dedicada às necessidades da pele preta, e apresentou, no início deste ano, o conceito EuSoul, criado pela DSM-Firmenich, a partir do qual formulou produtos para a rotina da mulher negra.

O upcycling, resultado do aumento da conscientização dos consumidores e redução do impacto ambiental, hoje está fortemente presente no setor. “Com foco na economia circular, o upcycling consiste na recuperação de subprodutos de outras indústrias, antes inutilizados e destinados à destruição, para utilização como matéria-prima cosmética”, explica Amanda. Alguns exemplos de produtos que embutem esta ideia são o ingrediente Phytosqualan (esqualano de origem vegetal, derivado do processamento da oliva), da Sophim, e a linha de esfoliantes vegetais, da Lessonia.

A Focus traz em seu portfólio bioativos da DSM-Firmenich, silicones da Wacker, ésteres vegetais da Stéarinerie Dubois, manteigas e emolientes da Sophim, corantes capilares da Teluca, pigmentos de efeito da Geotech, esfoliantes da Lessonia, ingredientes microencapsulados da Tagra Biotechnologies, ceras da Megh, conservantes da Thor, e duas novas representadas: B&L Mag, especialista na extração de magnésio marinho, e Philozon, com óleos vegetais ozonizados.

O crescimento da Barentz é baseado no desenvolvimento do mercado e em fusões e aquisições. Como prova do dinamismo do setor, a companhia e a distribuidora brasileira Tovani Benzaquen formaram uma joint-venture em 2018. O vigor do mercado se manteve e, no ano seguinte, a Chemspecs, importante distribuidora de insumos para a indústria de cosméticos, se somou à Barentz & Tovani Benzaquen. Mas não parou por aí. Em 2022, uma nova aquisição foi realizada. Desta vez, da Volp, empresa nacional que nasceu para ofertar surfactantes. Segundo Resende, no entanto, com a abertura do setor na década de 90, a companhia começou a distribuir novas soluções, tornando-se um renomado distribuidor de matérias-primas.

Em 2023, como reflexo da pujança do segmento de cuidados com os cabelos, houve mais uma aquisição, caso da Metachem, que possui no portfólio ingredientes focados na transformação capilar, como tinturas, alisantes e despigmentantes. “Desde o início, a Barentz buscou trabalhar com ingredientes especiais se tornando o maior distribuidor do mundo de especialidades”, orgulha-se Resende. A Barentz, segundo ele, é um importante distribuidor e possui um portfólio sinérgico de especialidades, surfactantes, oleoquímicos, conservantes, polímeros, emulsionantes, emolientes, aditivos e produtos de performance.

E, por falar em sinergia, em linha com a evolução dos cosméticos, a Cargill lançou, recentemente, o BotaniButter, substituto vegetal das ceras de silicone. “A aceitação tem sido fantástica, inclusive, porque é uma resposta a um pedido do próprio mercado: novos materiais para novas necessidades do consumidor final”, afirma Belechuk. Aliás, ele conta que a companhia desenvolve um produto com base vegetal a cada ano, para substituir a base sintética das composições feitas a partir do petróleo e derivados.

Antecipando tendências, Belechuk cita uma demanda que desponta no setor: a substituição do microplástico. Na Cargill, há um portfólio de beads com origem vegetal e tamanhos variados, para se adequar às necessidades dos clientes. “A substituição dos polímeros sintéticos é, sem dúvida, um capítulo importante dessa nova temporada do setor de cosméticos, pois são biodegradáveis e permitem uma diversificação de portfólio impressionante”, conclui.

Economia firme e regulação adequada consolidaram setor

De 1990 até o momento, a indústria nacional de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (HPPC) se consolidou. O setor se tornou relevante no país assim como no cenário mundial, tanto pela ampliação da oferta de opções de produtos, quanto por sua essencialidade na manutenção da saúde, bem-estar e aumento da autoestima. Não à toa, o setor hoje ocupa a 4ª posição no ranking global de mercados consumidores, atrás dos Estados Unidos, China e Japão. Há 30 anos, estava na 27ª colocação.

O crescimento econômico do país registrado nas últimas décadas favoreceu essa arrancada. Segundo João Carlos Basilio, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), mesmo diante de algumas crises, desde 1990 a população vem adquirindo mais poder de compra. Além disso, os itens de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos passaram a ter maior importância, assumindo seu caráter de essencialidade. Esse atributo, aliás, se intensificou em 2020, na pandemia, assim como em crises sanitárias e de saúde pública anteriores, a exemplo dos surtos de H1N1, sarampo, dengue, zica e chikungunya.

Nos últimos 33 anos, a indústria trouxe para o mercado novos produtos, ampliando a diversificação de itens e, consequentemente, impulsionando o crescimento do setor. Outra alavanca importante é a cultura do brasileiro, no que se refere ao hábito de se cuidar. “Os bons hábitos de higiene e cuidado pessoal têm origem na nossa história e os povos originários, os indígenas, já os praticavam, banhando-se e cuidando-se”, afirma Basilio. Ele também cita como fundamentais para a trajetória exitosa do setor os investimentos em tecnologia e inovação, o aumento do conhecimento da sociedade sobre a importância dos hábitos de higiene e a competitividade de um setor extremamente empreendedor.

O Brasil se tornou o 2º país que mais lança produtos anualmente. No ano passado, a indústria registrou mais de 7 mil lançamentos. “O que mostra o quanto o setor investe em inovação e oferta de produtos para atender às diferentes demandas dos consumidores brasileiros”, pontua Basilio. Aliás, o papel da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da regulamentação do setor tem sido fundamental nesse progresso, garantindo mais segurança, eficácia e qualidade para o consumidor.

A indústria se tornou mais ágil. Em 2000, o setor demorava cerca de três anos para lançar um produto no mercado. Hoje esta prática se dá quase de forma imediata. Historicamente, as atividades regulatórias no Brasil, relacionadas aos produtos de HPPC estiveram associadas às ações de pré-mercado, sendo necessária a análise prévia de dossiês de produtos e posterior publicação da sua aprovação em Diário Oficial da União (DOU), realizada pela Anvisa.

Segundo Basilio, nos últimos anos, o órgão conduziu reformas importantes na regulamentação do setor, culminando na simplificação do processo para diversas categorias de produtos, bem como de petições de alteração que antes necessitavam ser avaliadas. “Com o novo procedimento, que simplificou ainda mais os procedimentos para lançamentos de produtos no mercado, foi possível uma redução de pelo menos 40% do volume de trabalho realizado”, afirma. Uma das alterações importantes se refere à não obrigatoriedade de as empresas submeterem à Anvisa cada mudança de rótulo de produto.

“O avanço do setor regulatório nos últimos 30 anos impulsionou a indústria cosmética por meio de padrões de segurança reforçados, transparência na rotulagem, restrições a ingredientes nocivos, estímulo à inovação responsável e proteção contra práticas enganosas”, complementa Amanda Omodei, diretora de marketing técnico, da Focus Química.

Essas regulamentações acabaram, indiretamente, contribuindo para o crescimento do setor. Hoje no Brasil são mais de 3.400 empresas atuando no mercado de HPPC. Além disso, no ano passado, foram criados cerca de 5,6 milhões de oportunidades de trabalho. De 2016 a 2022, registrou-se um aumento de 10% na geração de empregos diretos, considerando a indústria, franquias, consultoria venda direta e salões de beleza.

A tendência é o setor seguir em expansão. “O Brasil é um mercado dinâmico e em constante transformação, com consumidores informados, engajados e conscientes em termos do consumo. São inúmeras as oportunidades estratégicas que as empresas podem explorar”, finaliza Basilio.

Veja Também:

Acesse o Guia QD, maior plataforma eletrônica de compras e vendas do setor, com mais de 300 mil consultas mensais por produtos e mais de 400 anunciantes ativos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.