Química

Cosméticos – Tinturas – Europa começa a banir pigmentos irritativos a Brasil deve seguir medida

Rose de Moraes
13 de novembro de 2008
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    Com atuação mundial em pigmentos para cosméticos, a LCW, divisão cosmética do grupo Sensient, preocupa- se com os impactos de prováveis restrições e proibições de substâncias químicas sobre a produção industrial. Assim, de sua base instalada em Saint- Ouen-L’Aumône, na França, surgem de tempos em tempos informes e comunicados de alerta às fi liais e às revendas, com o objetivo de manter atualizadas as indústrias e antecipar prováveis restrições e resoluções em caráter definitivo a serem adotadas pela Comunidade Européia em relação à química cosmética capilar.

    De acordo com o último comunicado emitido pela sede da LCW, a nitroanilina azul, a Basic Blue 26, constitui a próxima molécula a ser banida dos produtos para coloração dos cabelos, o que deverá ocorrer a partir do mês de agosto de 2009, conforme expresso na diretiva da Comissão Européia número 2008/88/CE, tornada pública em 23 de setembro último.

    “Já estamos respondendo a consultas e informando aos nossos clientes a proibição de uso dessa molécula na Europa, bem como apresentando nossa sugestão para substituir a nitroanilina azul por um quaternário, o Arianor Steel-Blue, existente em nossa linha de produtos”, informou Carames.

    Química e Derivados, Lista de ingedientes banidos ou em processo de descontinuação - Colipa 2008, Cosméticos - Tinturas - Europa começa a banir pigmentos irritativos a Brasil deve seguir medida

    Lista de ingredientes banidos ou em processo de descontinuação – Colipa 2008

    Oxidação e deposição– As tinturas de oxidação resultam de reações químicas entre pequenas moléculas primárias de acoplamento como o parafenilenodiamina (PPD), o paraaminofenol (PAP), o ortoaminofenol (OAP) e o parafenilenodiamina sulfatado (PPDS) e moléculas consideradas modifi cadoras como metaaminofenol (MAP), resorcinol (RCN), naftol (NA) 4-clororesorcinol (4CLR), 4-amino2hidróxitolueno (AHT), 2-amino4hidróxietilamino-anisole sulfato (AHEAS), 2-4-diaminofenoxietanol HCL (2-4-DAPE), entre outras, que reagem entre si, formando moléculas maiores, obtidas de misturas com amônia, e que ficarão de certo modo “aprisionadas” no córtex dos fi os de cabelos.

    Manoel Carames de Beires Lopes Freire de Gouvea, diretor da filial brasileira da LCW Sensient Cosmetic Technologies, Cosméticos - Tinturas - Europa começa a banir pigmentos irritativos a Brasil deve seguir medida

    Manoel Carames de Beires Lopes Freire de Gouvea: tinturas de deposição dispensam uso de amônia e PPDs

    A química e especialista em cosmetologia Simone França, coordenadora técnica da LCW do Brasil, confere a seguinte definição para as tinturas de oxidação: “São reações químicas entre bases de acoplamento e intermediários de reação que ocorrem em meio oxidante e alcalino para a obtenção de polímeros coloridos dentro da estrutura de cada fio dos cabelos.”

    As tinturas de oxidação, portanto, são consideradas permanentes e podem resistir em média a 24 lavagens, permitindo a cobertura total dos fi os brancos. Tinturas desse tipo em geral requerem o uso de hidróxido de amônia como substância alcalinizante, para reagir com a melanina natural dos fios de cabelos e promover o seu clareamento, e também não dispensam o uso de peróxido de hidrogênio, a ser utilizado como substância oxidante. “Os corantes de oxidação são constituídos por bases de acoplamento e por modifi cadores de reação de baixo peso molecular, que vão sofrer oxirredução no interior do córtex capilar e proporcionar o polímero colorido responsável pela coloração”, ensinou Simone.

    As tinturas de oxidação reduzem os tons de cores naturais, permitem a tintura em cores-fantasia e cobrem até 100% dos fios. Nunca é demais lembrar, segundo a técnica, que, para lograrem êxito, as tinturas de oxidação precisam ser trabalhadas em faixas de pH acima de 9,0, e necessitam de substância alcalinizante como o hidróxido de amônia ou a monoetanolamina, para que ocorra a reação de oxirredução. “As tinturas de oxidação promovidas em meio fortemente alcalino e oxidante irão abrir as cutículas dos cabelos, permitindo que as bases e os acopladores de baixo peso molecular penetrem facilmente na estrutura interna dos fi os. No transcorrer do processo de oxidação, a molécula se polimeriza internamente, originando polímeros coloridos, e sofre aumento do seu peso molecular, o que, conseqüentemente, irá evitar que a cor seja removida”, explicou Simone.



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    4 Comentários


    1. maria

      Boa tarde,
      Também tenho medo de tinta devido ao ppd…mas fenilendiaminas (diaminotoluenos), não é o mesmo? a syoss penso que usa fenilendiaminas (diaminotoluenos), na sua fórmula.


    2. Sonia Alves

      Já estamos em 2016 e até agora continuo aguardando que essa lei entre em vigor aqui no Brasil. Sou alérgica ao PPD, já utilizei a coloração 10′ da L’Oreal que há alguns anos foi colocada em nosso mercado, não tive nenhuma reação negativa no couro cabeludo mas ela, infelizmente, rapidamente foi retirada das lojas sem ninguém saber porque…



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