Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos – Terceirização reduz custos e libera mais recursos para inovar

Rose de Moraes
21 de setembro de 2007
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    De sachês ao produto final– Em fase final de acabamento, em condomínio industrial em Diadema-SP, a nova fábrica da Mappel abrigará um dos mais ousados projetos da companhia voltados à terceirização para o setor cosmético. Serão três galpões interligados com pé-direito de 12 m, e 4.500 m² de área construída, onde estão sendo investidos, só na primeira fase, mais de R$ 5 milhões.

    Química e Derivados, Cosméticos - Terceirização reduz custos e libera mais recursos para inovar

    Galpão da Mappel, em Diadema-SP, conta com salas limpas

    Atuante desde 1968, envasando sachês para a indústria cosmética, e hoje contando com capacidade para 15 milhões de unidades/mês, a empresa oferecerá serviços mais completos e novas especialidades a partir de novembro.Além de envasar, embalar e encaixotar, a empresa também vai produzir, desenvolver, conceber e até pesquisar novas oportunidades para seus clientes, em regime de terceirização. Algumas negociações já estão em fase avançada, dentro da carteira de mais de 200 clientes.

    O gerente da nova unidade da Mappel de Diadema, Eugênio Romano, aconselha: “O empresário que pretende investir no setor cosmético tem que contar com a certeza de que poderá manter a fábrica com pelo menos 60% de ocupação, pois, do contrário, não compensa sequer montá-la.”

    Nessa linha de raciocínio, aumentos de demanda entre 5% e 20% nem sempre justificam a construção de uma segunda fábrica. Com base nessas avaliações, muitos empresários acabam recorrendo às indústrias prestadoras de serviços de produção, delegando tarefas, custos fixos e preocupações, e postergando novos investimentos em capacidades próprias.

    Para Romano, a manufatura em regime de terceirização para os proprietários de marcas é uma alternativa extremamente viável, capaz de evitar investimentos da ordem de R$ 2 milhões até R$ 3 milhões em empreendimentos de 2 mil m², para a produção de 100 mil peças/mês. A montagem de uma estrutura completa de fabricação também precisa atender aos padrões de qualidade da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e abranger áreas de pesquisa e desenvolvimento, reatores, laboratórios, equipamentos, instalação de áreas de recebimento, pesagem e manipulação de matérias-primas, linhas de envase e ainda soluções em logística, armazenagem, transporte e administração, necessidades para as quais ele calculou um desembolso aproximado de R$ 120 mil por mês, só para manter a fábrica e cobrir os custos fixos, sem contar com os gastos relativos à compra de matérias-primas e de embalagens.

    Prosseguindo nos cálculos, pela média de custos praticada no mercado, Romano afirma que, para pôr em marcha um projeto de manufatura no setor cosmético, sem investir em instalações, equipamentos e em recursos humanos, por meio de terceirização, seriam necessários apenas R$ 20 mil por mês. Esse valor cobriria os custos de fabricação de 100 mil unidades de um mesmo produto. A única contrapartida que costuma ser exigida pelas empresas de terceirização, segundo Romano, é a contratação de um volume mínimo, definido de acordo com cada tipo de produto.

    Com esses argumentos, é difícil não ser convencido por Romano. Ele espera fazer isso com futuros empreendedores, incluindo empresários experientes que intencionam expandir seus negócios sem empatar altas somas de capital.

    Os negócios no ramo da terceirização não são apenas convincentes sob a ótica do custo/benefício. As tecnologias planejadas para o novo empreendimento também são atrativas para quem pretende delegar a produção.

    “Nossa fábrica de Diadema será totalmente automatizada para assegurar aos clientes a repetibilidade necessária nos processos. Estamos equipando nossas instalações para fabricar cremes, loções, colônias, desodorantes, xampus, condicionadores, óleos corporais, entre outros produtos, construindo uma planta de Primeiro Mundo com padrão de produção cosmética similar ao da produção farmacêutica, prevendo a existência de salas limpas, especiais e enclausuradas, e ambientes controlados em umidade, temperatura, exaustão e insuflamento de ar”, informou.

    Ainda segundo Romano, na nova planta, as áreas de envase também estarão isentas de contaminação. No fluxo da produção não entrarão embalagens secundárias, do tipo caixas de papelão, fitas adesivas, codificadores, mas apenas embalagens primárias, como frascos e tampas.

    Química e Derivados, Eugênio Romano, Gerente da Mappel, Cosméticos - Terceirização reduz custos e libera mais recursos para inovar

    Romano: fábrica com menos de 60% de ocupação dá prejuízo

    A experiência na adoção de cuidados e de práticas sanitárias em fábricas não é recente. O grupo Mappel foi fundado em 1955, no Rio de Janeiro, para atuar na terceirização de embalagens para a indústria farmacêutica, e reúne hoje capacidade para fabricar e embalar 140 milhões de comprimidos/mês. Ainda nos anos 60, importou da Alemanha a sua primeira máquina para a fabricação de blisters. Sempre pautado pela prestação de serviços, o grupo diversificou, anos depois, suas atividades, passando a envasar e embalar em sachês temperos para redes hoteleiras e companhias aéreas. Em 1968, começou a envasar produtos cosméticos em sachês na unidade do Rio de Janeiro e, a partir de 1989, ampliou suas atividades de envase de cosméticos em sachês, inaugurando sua primeira unidade paulista,em São Bernardodo Campo, somando com a unidade do Rio de Janeiro capacidade total para envasar mais de 40 milhões de sachês ao mês.

    A Mappel foi reconhecida durante uma década, de 1997 até o início de 2007, como unidade fabril brasileira do laboratório farmacêutico francês Servier. “O laboratório Servier contratou nossos serviços de manufatura de medicamentos durante dez anos para fabricarmos cem por cento da produção e, assim, pôde concentrar seus investimentos em vendas e distribuição, crescendo exponencialmente com essa estratégia”, afirmou Maurici Marques, gerente técnico e comercial do grupo Mappel.



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    4 Comentários


    1. ROGERIO BEZERRA MARIANO

      Olá boa noite, já fábrico uma linha de Cosmeticos, gostaria de criar um creme de pentear para mercados, com um custo baixo e que possa atender a todos os públicos e de todas as classes A B C D


    2. Phosther Inovaçoes.

      Temos a maior fôbrica para produção de Hidroxiapatita do mundo e com um custo jamais alcançado. Assim, desejamos terceirizar a nossa formulação para produção de creme dental com até 10% com o nosso produto. Caso haja interesse da Eurofarma, podemos vender também a Hidroxiapatita, que tem certificação do INN, Instituto de Nano Materiais, na Alemanha. Gostaríamos de saber o custo para a terceirização do nosso creme dental.


    3. Ronaldo Pereira Cardoso

      Gostaria de saber preço para terceirização de sabonetes de Glicerina translúcido de aproximadamente 90g.
      obrigado Ronaldo Cardoso


    4. lilian nascimento monteiro de sousa

      O motivo do contato é que pretendo trabalhar com encacheamento de cabelos,e pretendo fabricar o meu próprio creme relaxante para esse fim e produtos de cremes de pentear cabelos



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