Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos – Setor mantém vendas crescentes – Perspectivas 2020

Hamilton Almeida
22 de março de 2020
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    Química e Derivados - Cosméticos - Setor mantém vendas crescentes - Perspectivas 2020

    Cosméticos – Apesar da crise econômica e do aumento de carga tributária, setor mantém vendas crescentes – Perspectivas 2020

    Um crescimento da ordem de 5,1% em 2020. Este é o indicativo do Simulador de Mercado da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec). É uma taxa extraordinária, quando se compara com a projeção do Banco Central de uma expansão do Produto Interno Bruto (PIB), no período, em torno de 2,30%, e de 2,10% para a indústria em geral.

    Números do Euromonitor International, provedor de pesquisa de mercado, também configuram um horizonte otimista para o ramo de Beauty and Personal Care, que vai além de 2020. No período 2018-2023, o crescimento previsto das vendas do varejo para o consumidor final no Brasil é o seguinte, por categoria:

    – Bath and shower , de R$ 8,086 bilhões para R$ 8,488 bilhões, 5% (1% ao ano);

    – Colour cosmetics , de R$ 9,101 bilhões para R$ 9,819 bilhões, 7,9% (1,5% ao ano);

    – Desodorantes, de R$ 11,564 bilhões para R$ 15,216 bilhões, 31,6% (5,6% ao ano);

    – Fragrâncias, de R$ 25,160 bilhões para R$ 33,645 bilhões, 33,7% (6% ao ano);

    – Hair care , de R$ 21,620 bilhões para R$ 24,765 bilhões, 14,5% (2,8% ao ano);

    – Oral care , de R$ 9,767 bilhões para R$ 11,842 bilhões, 21,2% (3,9% ao ano);

    – Skin care , de R$ 12,098 bilhões para R$ 14,469 bilhões, 19,6% (3,6 ao ano);

    – Sun care , de R$ 3,453 bilhões para 3,939 bilhões, 14,1% (2,7% ao ano).

    “A indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos vem reagindo com o esforço contínuo de toda a cadeia de valor para superar barreiras. Ainda assim, não somos resilientes a preços e à diminuição do consumo ”, declara João Carlos Basílio, presidente-executivo da Abihpec. De janeiro a outubro de 2019, a indústria de HPPC registrou crescimento nominal de 5% em seu faturamento na comparação com o mesmo período de 2018, de acordo com o Painel de Dados de Mercado da associação.

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    “O resultado do ano passado é efeito não só das dificuldades econômicas do país, mas também de um aumento brutal da carga tributária no setor de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos nos últimos anos ”, acrescenta Basílio.

    Os últimos exercícios foram mais duros para quem só estava acostumado a crescer. Até 2014, a indústria de HPPC apresentou crescimento mais vigoroso que o restante da Indústria. Embora em 2017 (4%) e 2018 (1,7%) tenha apresentado crescimento acima da economia, tal expansão não foi suficiente para neutralizar as perdas do biênio anterior (2015, -8,4%; e 2016, -5,1%). No período de 10 anos, compreendido entre 2009-2018, o PIB cresceu apenas 0,7%; a indústria em geral recuou 1,5%; e HPPC evoluiu 4,1%.

    O mercado consumidor brasileiro é o 4º maior do mundo, com US$ 30 bilhões, o que corresponde a 6,2% do planeta. A liderança é dos Estados Unidos, com US$ 89,5 bilhões (18,3%), seguido da China, com US$ 62 bilhões (12,7%) e do Japão, com US$ 37,5 bilhões (7,7%). Na América Latina, a liderança brasileira é inconteste: 48,6% do total do consumo regional. Na sequência do ranking seguem México (15,8% de representatividade), Argentina (6,9%), Colômbia (5,6%) e Chile (5,6%). A América Latina como um todo representa 12,7% do mercado global.

    Segundo Basílio, “compreender a relação que o consumidor tem com os produtos, independente do mercado, e como ele é impactado no momento da compra passou a ser uma necessidade na indústria de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos. O ramo está trabalhando em não apenas satisfazer os seus clientes, mas também para encantá-los. O consumidor de hoje não aceita mais que a indústria determine o que é belo e os produtos que devem ser adquiridos para alcançar esse padrão ”.

    “Parte dos movimentos globais tem como viés expandir e ampliar a capacidade das empresas de entender essas necessidades ”, prossegue o executivo. “A beleza holística, que engloba a preocupação com a saúde e o bem-estar, é um dos grandes movimentos mundiais e estará cada vez mais forte nos próximos anos. Aliado a esse tema, entra a questão da longevidade, em decorrência do aumento da expectativa de vida da população; a saúde é a nova riqueza e o bem-estar se torna um estilo de vida. E essa mudança de comportamento do consumidor vem se refletindo fortemente naquilo que ele busca como tratamentos, serviços e principalmente em produtos de cuidados pessoais ”.



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