Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos – Produtos infantis requerem testes e ingredientes especiais

Rose de Moraes
31 de dezembro de 2007
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    A primeira orientação é informar quais insumos, incluindo corantes e pigmentos, podem ser utilizados em produtos cosméticos. A segunda determina quais corantes não podem ser utilizados nas áreas ao redor dos olhos. A terceira regra informa quais matérias-primas, corantes e pigmentos não podem ser utilizados em contato com mucosas e, finalmente, a quarta orientação determina quais matérias-primas podem ter apenas um breve contato com a pele, como é o caso dos ingredientes para xampus e condicionadores.

    Na opinião do químico Milton Castro, gerente do segmento de Specialties da divisão Pigments & Additives da Clariant, é muito importante observar que os corantes e pigmentos para uso cosmético precisam estar sempre enquadrados em especificações técnicas, além de ser quimicamente aprovados para as aplicações para as quais são destinados. “O Colour Index desses produtos deve estar autorizado nas listas da Comunidade Européia, Estados Unidos ou Japão. De todo modo, devem estar isentos de metais pesados e contar com especificações microbiológicas”, acrescentou.

    A Clariant produz corantes e preparações de pigmentos para colorir produtos cosméticos infantis que se destacam por ser orgânicos, apresentar cores vivas e intensas, e atribuir aos produtos finais beleza e atratividade. “Além disso, nossos corantes e pigmentos são microbiologicamente controlados e acondicionados em embalagens especiais”, afirmou Castro.

    O mercado de xampus, óleos, sabonetes e cremes é atendido com as linhas de produtos Vitasyn, Sanolin e Cosmenyl. Cremes para a pele, batons, protetores solares, cremes dentais, entre outros, podem dispor de ceras e polímeros especiais que atuam como aditivos.

    A Clariant também fabrica uma linha especial (Licocare) que confere propriedades diferenciadas aos cosméticos para uso infantil, abrangendo controle de viscosidade, adesividade, resistência à água, veículo de fragrâncias, compatibilidade com óleo, entre outras.

     

     

    Anvisa é rigorosa nas certificações

    Mais de 3,5 mil cosméticos infantis já estão registrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Antes de obter registro, porém, essa categoria de cosméticos é submetida a análises técnicas detalhadas. Uma delas verifica a segurança toxicológica do produto. Outra abrange os conteúdos informativos constantes da rotulagem, visando checar a conformidade com a legislação sanitária vigente.

    Aos responsáveis por crianças, os técnicos da Anvisa recomendam a utilização apenas de produtos infantis. O uso dessa categoria de artigos afasta, na maior parte dos casos, os riscos de sensibilização e de desenvolvimento de alergias na pele dos pequenos, pois os produtos infantis devem ser obrigatoriamente elaborados com ingredientes suaves e seguros, para manter as características naturais da pele dos bebês e crianças, contendo os menores volumes possíveis de ativos e substâncias químicas que apresentem resultados efetivos para os quais se propõem, como hidratação, proteção solar e higienização.

    Os produtos infantis que requerem registro na Anvisa também têm de comprovar terem sido dermatologicamente testados e as alegadas propriedades hipoalergênicas. Uma das recomendações básicas feitas pelo órgão é possibilitar às crianças o uso de sabonetes próprios e específicos até alcançarem a adolescência.

    Para o uso do público infantil, são apenas permitidos esmaltes à base de água e de fácil remoção, sem o uso de solventes. Batons e brilhos labiais, que se transformaram numa verdadeira febre de consumo entre as meninas, devem ser compostos por ingredientes totalmente seguros. Antes de comercializá-los as empresas devem apresentar à Anvisa testes de segurança envolvendo cada uma das tonalidades, bem como os resultados das avaliações sobre o possível potencial de irritação das mucosas, grau de sensibilização dérmica e de toxicidade oral.

    A rotulagem de produtos para crianças é outro aspecto que requer cuidados especiais. Os rótulos devem conter indicações de segurança específicas e informar para qual faixa etária o produto se destina. Em crianças de menor idade, segundo impõe a Anvisa, a aplicação de produtos cosméticos em crianças sempre deve ser feita e supervisionada por um adulto.

    A agência também esclarece que os fixadores de cabelos infantis podem ser coloridos, perfumados, conter fotoprotetores e apresentar efeitos luminosos. O órgão, porém, analisa com muita cautela a segurança dos produtos apresentados na forma de aerossol. Antes do registro de produtos contidos nessas embalagens, as empresas devem apresentar testes de segurança, e as indicações de uso somente são permitidas para crianças a partir dos três anos de idade, e com aplicação feita, exclusivamente, por um adulto.

    Entre os inconvenientes dos produtos em aerossol, constam as névoas formadas durante o acionamento das válvulas das embalagens e que podem causar irritação se inaladas pelas crianças. O descarte dessas embalagens também é outro ponto que desaconselha seu uso, sendo interpretado pelos técnicos como um problemaem potencial. Entreas alternativas aos aerossóis, os especialistas recomendam embalagens com válvulas do tipo pump sprays, que requerem apenas o apertar de um botão atuador que, ao pressionar a mola existente dentro da bomba, irá liberar pequenas quantidades de produto. Essa é, aliás, mais uma das recomendações feitas pela Anvisa às embalagens de cosméticos infantis.

     



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    Um Comentário


    1. Célia Cassamo

      Gostava de saber se fornecem materia prima natural para produçao de linha infantil.



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