Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos – Formuladores se dividem entre antioxidantes naturais ou sintéticos

Hamilton Almeida
16 de novembro de 2011
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    Lembrando que hoje se dispõe de ingredientes antioxidantes com alta tecnologia e efetividade, Cristina destaca as células-tronco vegetais. “As células-tronco da IRB foram desenvolvidas com a mais alta biotecnologia e sustentabilidade com o meio ambiente. É um ingrediente altamente rico em ativos quantificados e purificados, que proporciona maior garantia da efetividade e benefícios únicos”, afirmou, referindo-se a espécies vegetais de Buddleja Davidii Stems, Centella Asiatica Stems, Leontopodium Alpinum Stems G, e Marrubium Vulgare Stems G.

    Vitaminas e minerais lideram uso

    Os riscos de oxidação dos produtos cosméticos estão presentes em várias etapas do ciclo de vida desses produtos e abrangem desde a seleção de matéria-prima, o processo de produção, armazenamento e transporte, como informa o bioquímico Jefferson Pessoa Hemerly, da Adrivan. “O termo oxidação envolve dois participantes principais: a espécie química oxidante e seu alvo, a espécie oxidável (agente redutor). Os riscos de oxidação envolvem redução do número de elétrons externos ao redor de um átomo ou uma molécula (exceto de oxigênio), adição de átomos de oxigênio a uma molécula, a retirada de átomos de hidrogênio de uma molécula, o aumento do número de elétrons ao redor de um átomo de oxigênio e a formação de radicais livres”, explica.

    Segundo Hemerly, estes são os produtos naturais com efeito antioxidante mais utilizados:

    Vitaminas: o ß-caroteno, um precursor da vitamina A, possui propriedades antirradicais livres, embora não existam evidências suficientes que suportem a sua participação no antienvelhecimento.

    A vitamina C (ácido L-ascórbico), encontrada numa grande variedade de tecidos vegetais, é um excelente agente redutor hidrossolúvel e possui ação antioxidante muito bem estabelecida. A vitamina C reage diretamente contra peróxidos e é capaz de regenerar a vitamina E de membranas oxidadas (tocoferoxil em tocoferol, novamente), oxidando-se em diidroascorbato e, por isso, diminuindo a peroxidação lipídica.

    A vitamina E ou α-tocoferol é um composto fenólico que facilmente forma um radical fenoxila por reação com um radical oxigenado. Os tocoferóis são os principais agentes antioxidantes naturais lipossolúveis contra o envelhecimento cutâneo. Os seus diferentes isômeros encontrados na natureza (α, β, γ e δ-tocoferol) diferem quanto ao número de grupos metila no anel 6-cromonol. A vitamina E possui uma instabilidade inerente e é comercializada na forma de acetato de tocoferila. É um dos principais agentes antioxidantes no combate à lipoperoxidação dos fosfolipídios das membranas celulares. Também é conhecida a ação sinérgica entre a vitamina E e a glutationa peroxidase, que é capaz de reduzir a vitamina E oxidada, restabelecendo a atividade antirradicais livres.

    Oligoelementos: os oligoelementos antioxidantes como selênio, cobre, zinco e manganês podem ser obtidos de extratos vegetais. O selênio intensifica a atividade da glutationa peroxidase das células. O selênio é necessário para a atividade da glutationa peroxidase que reage com a água oxigenada convertendo a glutationa reduzida em glutationa oxidada:

    2 GSH + H2O2 à GSSG + H2O

    O zinco é um dos mais abundantes oligoelementos do corpo humano. É cofator em mais de 300 sistemas metalo-enzimáticos de nosso organismo, protege contra radicais livres e dos ataques da radiação UV, auxilia a regulação da queratinização e a proliferação de fibroblastos, participa na melanogênese e no metabolismo de ácidos graxos e das vitaminas A e E. O seu uso tópico acelera a cicatrização de ferimentos e regula a secreção de sebum (que possui atividade antisséptica e antibacteriana).

    Ativos e extratos naturais (alguns exemplos):

    Os óleos são misturas isoladas de hidrocarbonetos, insolúveis em água, de origem orgânica, como o petróleo. O óleo mineral é isolado do óleo bruto de alto ponto de fusão. Óleos vegetais como amêndoas doces, uva, rosa mosqueta, camélia e gérmen de trigo contêm triglicerídeos e vários ácidos graxos (linoleico, palmítico) e lecitina, com propriedades, além de hidratante, fotoprotetoras, bioestimulantes e antioxidantes. Outras fontes incluem girassol, oliva, coco e castanhas.

    Os óleos podem ser oxidados e se tornar rançosos, por possuírem componentes graxos insaturados. No processo de resfriamento, durante a sua produção, se forem contaminados por micro-organismos, podem se tornar comedogênicos (causadores de acne).

    Os óleos vegetais são ricos em substâncias antioxidantes decorrentes do processo evolutivo que selecionou moléculas com papel protetor contra os radicais livres formados pela radiação ultravioleta necessária à fotossíntese.

    Os óleos essenciais são obtidos de extratos, por vários métodos, da destilação de partes de plantas. Como subprodutos do metabolismo principal das plantas, são compostos por óleos aromáticos encontrados em plantas específicas. Os seus principais constituintes são os terpenos (e derivados álcoois, aldeídos e ésteres que são conhecidos como terpenoides, componentes voláteis), componentes aromáticos e heterocíclicos. A sua função biológica é a atração de insetos para a polimerização, ação microbicida e inseticida.

    Os óleos essenciais possuem elevada concentração de moléculas fenólicas, como eugenol e timol, que podem atuar com a mesma eficiência que outras substâncias antioxidantes, como o BHT, e as vitaminas C e E. Os essenciais mais importantes são o da madeira de cedro, cítrico, capim-limão, citronela, óleo de gerânio, óleo de cravo, sândalo e íris. Alternativas às desvantagens do processo de destilação, como extração por solvente volátil, muito utilizada para extração de óleos de flores que não podem ser isolados via destilação a vapor, vêm sendo empregadas ampliando a oferta de óleos essenciais no mercado.



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