Cosméticos – Formuladores se dividem entre antioxidantes naturais ou sintéticos

química e derivados, cosméticos, antioxidantesO mercado de antioxidantes para produtos cosméticos navega ao sabor dos novos ventos. A “beleza verde” está na moda e o apelo é forte. Apesar disso, muitos formuladores ainda preferem os ingredientes sintéticos, apoiados por extensa literatura e testes de eficácia comprovada, bem como amplo conhecimento do potencial de irritabilidade sobre a pele.

Distribuidora de insumos, a Adrivan, de Diadema-SP, identifica maior demanda por antioxidantes naturais, como as vitaminas C e E. “Estamos vendendo toneladas anuais dessas vitaminas”, declara Jefferson Pessoa Hemerly, farmacêutico-bioquímico e responsável técnico da empresa. Ele estima uma expansão da ordem de 20% a 25% nas vendas desses produtos neste ano.

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Pessoa: vendas de vitaminas C e E estão em ascensão

Algo semelhante se verifica na Química Anastácio. “Nosso segmento de cuidados pessoais, que engloba os antioxidantes, está tendo um crescimento de 13,5% este ano”, revela Alessandra Guerra, gestora de marketing da empresa.

O Brasil é o terceiro maior mercado do mundo para produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos, com tendência a desbancar, em breve, o Japão da segunda colocação (a liderança segue com os Estados Unidos), de acordo com dados do Euromonitor. Pesquisa da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec) e da consultoria Booz & Co. mostra que o consumo de perfumes, cosméticos e produtos de higiene deve crescer cerca de 5% ao ano, em volume, até 2015. Em valor, os negócios do setor devem passar de R$ 27,3 bilhões, em 2010, para R$ 50 bilhões, em 2015.

O relatório anual da Abihpec destaca a nova tendência: “Os consumidores estão mais conscientes com o próprio corpo e com o que ocorre ao seu redor. Assim, passam a ter maior aceitação os produtos que não agridem o ambiente e que são social e eticamente corretos.” A esta conclusão chegou a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), com base no estudo Facing the future: the future of cosmetics, desenvolvido por uma consultoria britânica, e em oficinas de trabalho com diversos especialistas do setor.

Hemerly cita a Abihpec ao relatar que, seguindo a tendência global, muitos investimentos têm sido feitos em produtos contendo ingredientes naturais e/ou orgânicos e nanotecnológicos. “Não apenas o crescimento da velocidade das informações alterou os negócios, mas também novos conceitos foram desenvolvidos e têm sido agregados a grandes marcas que buscam transmitir o valor de suas companhias como natural, verde ou vegetal, biotecnologia e nanotecnologia.”

Segundo o especialista, vários lançamentos de produtos cosméticos foram feitos tendo como base os conceitos de biodiversidade, tecnologia e sustentabilidade. Assim, a percepção de segurança para com o meio ambiente foi aceita como sinal de saudável pelo consumidor, o que aumentou o uso de produtos naturais contendo princípios ativos como proteínas, minerais, flavonoides, taninos e vitaminas.

Renata Mariucci, executiva de vendas de consumer care da Química Anastácio, diz que, pela preocupação dos dermatologistas em trabalhar com produtos naturais, nota-se que os consumidores procuram produtos dessa origem. “Isto é excelente, pois a sustentabilidade faz cada vez mais parte do dia a dia de todos, e obriga as empresas a trabalharem com esses produtos”, comemorou.

Cristina Unten, do departamento de marketing da Sarfam, comenta que produtos com ingredientes naturais fazem parte da nossa cultura, “pois a nossa flora é muito rica em plantas, flores e raízes que são referências pela medicina popular, e por este motivo as pessoas as associam à efetividade dos ingredientes naturais”. Além dos ingredientes naturais serem efetivos, eles possuem, segundo ela, “maior suavidade e compatibilidade com o nosso organismo, já que as moléculas sintéticas podem ser mais irritativas”.

Enquanto Alessandra Guerra, da Química Anastácio, acredita não ser passageira a tendência pelo maior uso de ingredientes naturais, Emiro Khury, diretor da Associação Brasileira de Cosmetologia (ABC) e consultor na área de desenvolvimento de produtos cosméticos, garante que o uso de ingredientes naturais “está apenas se iniciando, mas enfrenta dificuldades de fornecimento e, principalmente, ainda não conquistou totalmente a confiança dos formuladores”. Ele assegura que os formuladores “preferem utilizar ingredientes conhecidos e de fácil suprimento, como o BHT, misturas de vitaminas ou derivados fenólicos”.

Assim, entre os produtos naturais com efeito antioxidante, Khury afirma que se utilizam mais os compostos flavonoides, ácido fítico e as vitaminas. A ABC espera que os fornecedores disponibilizem mais associações de ingredientes. Segundo Khury, à medida que a qualidade e a complexidade das formulações de produtos cosméticos ficam maiores, aumenta a necessidade de estabilizantes mais eficientes e seguros. “Os sequestrantes e os antioxidantes são muito importantes para a estabilização das formulações e para garantir a eficácia delas”, explicou. Os sequestrantes são também chamados de quelantes (agentes que sequestram íons cálcio, magnésio e ferro da água, formando um complexo e evitando a sua oxidação).

A avaliação de Hemerly é que os antioxidantes tradicionais ainda mantêm as preferências dos clientes, pois possuem um conjunto de observações bem estabelecidas sobre eficácia e segurança. Ele explica: “Muitos dos novos agentes antioxidantes necessitam de mais estudos (in vitro e in vivo) para comprovação do potencial antioxidante e da segurança. Os principais métodos empregados para avaliação do potencial antioxidante são o método do radical 2,2-difenil-1-picrihidrazilo (DPPH) e o de sequestro do ânion superóxido. Investigações de interação química (perda de atividade antioxidante ou ganho por sinergismo) na formulação também precisam ser avaliadas durante todas as fases de desenvolvimento do produto.”

E exemplificou: “Numa formulação, a atividade antioxidante de emulsões contendo óleos vegetais é dificultada pela presença de uma variedade de componentes ativos na fórmula, pela incompatibilidade entre óleos e soluções-tampão utilizadas na medida da atividade doadora de H (métodos principais de avaliação), e pela falta de solubilidade dos componentes hidrofóbicos da formulação.”

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Outra novidade, continua Hemerly, é que “além das propriedades esperadas (hidratantes, emolientes e condicionantes), muitos agentes antioxidantes novos apresentam, também, atividade antimicrobiana (óleos essenciais) e anti-inflamatória (extratos com flavonoides e polifenóis). Assim, ativos extraídos de cascas, folhas, raízes, sementes ou frutos ganham, a cada dia, destaque entre os produtos cosméticos”.

Hemerly também é testemunha de que o mercado de antioxidantes está em pleno desenvolvimento e inovando continuamente: “Antioxidantes naturais, como as vitaminas C e E, bem como derivados quimicamente modificados com maior estabilidade (como o ascorbil-fosfato de magnésio ou sódio), estão presentes nos mais diversos produtos cosméticos”, informou. “Porém, em sintonia com a moda da ‘beleza verde’, que atrai consumidores em busca de produtos orgânicos e naturais, encontram-se os antioxidantes oriundos de fontes naturais e vegetais, como os ativos da Amazônia. Óleos e extratos vegetais com propriedades antioxidantes são oferecidos, sob a ótica do emprego sustentável de antioxidantes de fontes vegetais, com a vantagem de reduzir os impactos ambientais decorrentes da utilização de compostos sintéticos.”

Cristina, da Sarfam, observa que os consumidores estão muito mais atualizados e, com alto poder de informação, buscam produtos que ofereçam melhor relação de custo/benefício. Mas não é só isso. “O custo pode ser tanto o mais acessível, como o mais alto. Porém, o benefício e a eficácia devem ser reais”, alertou. Ela afirma que, atualmente, vivemos um ciclo de vida diferente de algumas décadas atrás, sendo a preocupação com a beleza comum a todas as idades, sexos e classes sociais. Ela considera que há também, dentro destes parâmetros, uma diversificação de necessidades, motivando a busca incessante de novas tecnologias para o desenvolvimento de produtos cada vez mais completos que retardem o envelhecimento.

O responsável técnico da Adrivan observa também que muitas substâncias antioxidantes serão identificadas e avaliadas pela sua sustentabilidade ambiental e facilidade de manejo. Contudo, as novidades nesse mercado, além do reforço da busca por fontes naturais e vegetais, ficarão por conta da extensão dos conceitos de sustentabilidade, eficácia e segurança. “A sustentabilidade tem sido ampliada à aplicação. Já os consumidores, com a intensificação e a velocidade da informação, estarão mais familiarizados com os testes de eficácia, bem como com a validade, a qualidade e a interpretação dos resultados dos testes de eficácia”, comentou.

Por outro lado, parece certo que o maior uso de derivados de óleos vegetais exige mais antioxidantes que os sintéticos. Hemerly faz uma ressalva e diz que a comparação entre os óleos vegetais e sintéticos deve começar pela estrutura química. “Outro cuidado que deve ser tomado é que alguns óleos sintéticos não são óleos, e sim polímeros. Um exemplo são os óleos de silicone (na verdade, um polímero biodegradável de aparência oleosa) com longa cadeia carbônica hidrofóbica; porém, diferentemente de outros óleos, possuem unidades de silício-oxigênio ligadas a grupamentos metila”, disse.

Ele explicou ainda que muitos óleos vegetais são compostos por uma mistura de ácidos graxos, triglicerídeos, lipídios e substâncias antioxidantes lipossolúveis (como, por exemplo, tocoferóis). “Portanto, para afirmarmos que o maior uso de derivados de óleos vegetais exige mais antioxidantes que os sintéticos, devemos levar em conta os seguintes aspectos: a composição do óleo, a estrutura química dos seus principais constituintes e a sua estabilidade em emulsões e/ou formulações”, avaliou.

A Adrivan revende vitaminas C e E e derivados, BHT, BHA e óleos vegetais. A empresa pretende nos próximos anos ampliar os seus investimentos na área de insumos cosméticos, intensificando, principalmente, a oferta de antioxidantes

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Cristina: além de antioxidante, ativo também é antiglicante

vegetais.

Representante de renomadas empresas internacionais que possuem ampla expertise em ativos oxidantes, a Sarfam busca, de acordo com Cristina, atualizar sempre o seu portfólio de ativos com ingredientes de alta tecnologia. “Um dos estudos recentes sobre o processo de oxidação que sofremos em razão de fatores intrínsecos e extrínsecos é o de glicação das proteínas.” O nosso organismo está exposto às AGEs (Advanced Glycation End Products – Produtos Finais da Glicação Avançada), que são substâncias conhecidas pela ciência que aceleram o envelhecimento.

Para frear este processo de envelhecimento, um dos ativos que a Sarfam apresenta é o Plantec Olive Active HP: um ativo natural completo com ação antioxidante e antiglicante que protege a barreira cutânea contra a degradação das proteínas. Um produto formulado com este ativo traz excelentes benefícios: regeneração, proteção, tonicidade, uniformidade e hidratação para a pele.

Lembrando que hoje se dispõe de ingredientes antioxidantes com alta tecnologia e efetividade, Cristina destaca as células-tronco vegetais. “As células-tronco da IRB foram desenvolvidas com a mais alta biotecnologia e sustentabilidade com o meio ambiente. É um ingrediente altamente rico em ativos quantificados e purificados, que proporciona maior garantia da efetividade e benefícios únicos”, afirmou, referindo-se a espécies vegetais de Buddleja Davidii Stems, Centella Asiatica Stems, Leontopodium Alpinum Stems G, e Marrubium Vulgare Stems G.

Vitaminas e minerais lideram uso

Os riscos de oxidação dos produtos cosméticos estão presentes em várias etapas do ciclo de vida desses produtos e abrangem desde a seleção de matéria-prima, o processo de produção, armazenamento e transporte, como informa o bioquímico Jefferson Pessoa Hemerly, da Adrivan. “O termo oxidação envolve dois participantes principais: a espécie química oxidante e seu alvo, a espécie oxidável (agente redutor). Os riscos de oxidação envolvem redução do número de elétrons externos ao redor de um átomo ou uma molécula (exceto de oxigênio), adição de átomos de oxigênio a uma molécula, a retirada de átomos de hidrogênio de uma molécula, o aumento do número de elétrons ao redor de um átomo de oxigênio e a formação de radicais livres”, explica.

Segundo Hemerly, estes são os produtos naturais com efeito antioxidante mais utilizados:

Vitaminas: o ß-caroteno, um precursor da vitamina A, possui propriedades antirradicais livres, embora não existam evidências suficientes que suportem a sua participação no antienvelhecimento.

A vitamina C (ácido L-ascórbico), encontrada numa grande variedade de tecidos vegetais, é um excelente agente redutor hidrossolúvel e possui ação antioxidante muito bem estabelecida. A vitamina C reage diretamente contra peróxidos e é capaz de regenerar a vitamina E de membranas oxidadas (tocoferoxil em tocoferol, novamente), oxidando-se em diidroascorbato e, por isso, diminuindo a peroxidação lipídica.

A vitamina E ou α-tocoferol é um composto fenólico que facilmente forma um radical fenoxila por reação com um radical oxigenado. Os tocoferóis são os principais agentes antioxidantes naturais lipossolúveis contra o envelhecimento cutâneo. Os seus diferentes isômeros encontrados na natureza (α, β, γ e δ-tocoferol) diferem quanto ao número de grupos metila no anel 6-cromonol. A vitamina E possui uma instabilidade inerente e é comercializada na forma de acetato de tocoferila. É um dos principais agentes antioxidantes no combate à lipoperoxidação dos fosfolipídios das membranas celulares. Também é conhecida a ação sinérgica entre a vitamina E e a glutationa peroxidase, que é capaz de reduzir a vitamina E oxidada, restabelecendo a atividade antirradicais livres.

Oligoelementos: os oligoelementos antioxidantes como selênio, cobre, zinco e manganês podem ser obtidos de extratos vegetais. O selênio intensifica a atividade da glutationa peroxidase das células. O selênio é necessário para a atividade da glutationa peroxidase que reage com a água oxigenada convertendo a glutationa reduzida em glutationa oxidada:

2 GSH + H2O2 à GSSG + H2O

O zinco é um dos mais abundantes oligoelementos do corpo humano. É cofator em mais de 300 sistemas metalo-enzimáticos de nosso organismo, protege contra radicais livres e dos ataques da radiação UV, auxilia a regulação da queratinização e a proliferação de fibroblastos, participa na melanogênese e no metabolismo de ácidos graxos e das vitaminas A e E. O seu uso tópico acelera a cicatrização de ferimentos e regula a secreção de sebum (que possui atividade antisséptica e antibacteriana).

Ativos e extratos naturais (alguns exemplos):

Os óleos são misturas isoladas de hidrocarbonetos, insolúveis em água, de origem orgânica, como o petróleo. O óleo mineral é isolado do óleo bruto de alto ponto de fusão. Óleos vegetais como amêndoas doces, uva, rosa mosqueta, camélia e gérmen de trigo contêm triglicerídeos e vários ácidos graxos (linoleico, palmítico) e lecitina, com propriedades, além de hidratante, fotoprotetoras, bioestimulantes e antioxidantes. Outras fontes incluem girassol, oliva, coco e castanhas.

Os óleos podem ser oxidados e se tornar rançosos, por possuírem componentes graxos insaturados. No processo de resfriamento, durante a sua produção, se forem contaminados por micro-organismos, podem se tornar comedogênicos (causadores de acne).

Os óleos vegetais são ricos em substâncias antioxidantes decorrentes do processo evolutivo que selecionou moléculas com papel protetor contra os radicais livres formados pela radiação ultravioleta necessária à fotossíntese.

Os óleos essenciais são obtidos de extratos, por vários métodos, da destilação de partes de plantas. Como subprodutos do metabolismo principal das plantas, são compostos por óleos aromáticos encontrados em plantas específicas. Os seus principais constituintes são os terpenos (e derivados álcoois, aldeídos e ésteres que são conhecidos como terpenoides, componentes voláteis), componentes aromáticos e heterocíclicos. A sua função biológica é a atração de insetos para a polimerização, ação microbicida e inseticida.

Os óleos essenciais possuem elevada concentração de moléculas fenólicas, como eugenol e timol, que podem atuar com a mesma eficiência que outras substâncias antioxidantes, como o BHT, e as vitaminas C e E. Os essenciais mais importantes são o da madeira de cedro, cítrico, capim-limão, citronela, óleo de gerânio, óleo de cravo, sândalo e íris. Alternativas às desvantagens do processo de destilação, como extração por solvente volátil, muito utilizada para extração de óleos de flores que não podem ser isolados via destilação a vapor, vêm sendo empregadas ampliando a oferta de óleos essenciais no mercado.

Neste processo, a fração concreta após a remoção de glicerídeos, ceras e outros materiais resulta no isolamento de absolutos. Entre os concretos e absolutos, incluem-se jasmim, óleo de rosa, óleo de ylang ylang, flor de laranja (neroli), narciso, musgo de carvalho e alfazema.

O óleo de picnogenol é extraído do Pinus pinaster e, em associação com outros antioxidantes (vitaminas C e E), é capaz de reduzir rugas, a espessura da epiderme, a hiperplasia e a hiperqueratose.

O óleo de arroz, semelhante aos demais óleos vegetais, contém componentes com propriedades antioxidantes, como tocoferóis/tocotrienóis e γ-orizanol, em quantidades significativas.

Muitas frutas são ricas em compostos fenólicos com propriedade queladora de íons metálicos e/ou sequestrante de espécies reativas. O extrato da semente de uva é um produto natural que contém lipídios, proteínas, carboidratos e polifenóis. O óleo extraído dessas sementes contém ácido palmítico, palmitoleico, esteárico, oleico e linoleico, a-linoleicos, icosanoico e docosanoico com atividade hidratante e emoliente. Tanto o óleo como o extrato da semente da uva da espécie Vitis vinifera contém flavonoides como a epicatequina, catequina e procianidina (polímeros naturais). Esses compostos polifenólicos combatem os radicais livres com a capacidade dessas moléculas de doar elétrons para eles.

O chá verde (de Camellia sinensis), planta nativa da China, apresenta em sua composição polifenóis (catequina, galocatequina, epicatequina, epigalocatequina galato e epicatequina galato) com propriedades antioxidantes, flavonoides e compostos fenólicos do ácido cafeico e clorogênico. Os polifenóis do chá verde reduzem em 50% o marcador de oxidação proteica (carbonilação).

Os flavonoides são substâncias encontradas, geralmente, em frutas e outros vegetais, inibem a atividade da enzima lipo-oxigenase e diminuem a lipoperoxidação nas células. Possuem ação sinérgica com a vitamina C. O extrato aquoso de alecrim (Rosmarinus officinalis) também reduz a lipoperoxidação e, ainda, aumenta os níveis de glutationa.

A genisteína, uma isoflavona, inibe a formação de dímeros de pirimidina, combatendo o ataque de radicais livres ao DNA. A sua ação antioxidante previne a cascata de sinalização presente no fotoenvelhecimento.

O xantorrizol, presente no extrato da Curcuma (Curcuma xanthorrhiza Roxb), e os flavonoides (quercetina, luteolina, 3-O-metilquercetina), presentes no extrato de marcela (Achyrocline satureioides), também têm sido aplicados na formulação de produtos cosméticos.

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