Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos: Equipamentos – Processos mais complexos exigem aproximação entre fabricantes e clientes

Rose de Moraes
15 de fevereiro de 2009
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    Outro aspecto importante diz respeito aos novos projetos hoje dimensionados para comportar instalações modulares, para agregar novos reatores previstos em expansões futuras, adotando-se sistemas de controle e supervisão devidamente preparados para o crescimento.

    Feitas as encomendas, os reatores fabricados pela Rodrinox ficam prontos no prazo de quatro a cinco meses e são entregues todos com documentação completa, conhecida por data book, para a necessária validação nos órgãos sanitários.

    Para assegurar maior controle sobre a qualidade dos equipamentos, a empresa adota por norma não terceirizar a fabricação de componentes, realizando todas as etapas de fabricação e os cálculos para suporte de pressão, vácuo e temperatura de acordo com a norma Asme.

    Plataformas de produção – Sócio da francesa Soleri no Brasil, onde abriu filial há sete anos, o empresário e engenheiro Eduardo Antunes se tornou conhecido por sua atuação na fabricação de misturadores e reatores para a produção de medicamentos e vacinas, áreas que concentram atualmente 60% dos negócios firmados pela empresa.

    Com fábrica no Rio de Janeiro e escritório de vendas também em São Paulo, a empresa hoje emprega 160 funcionários e foca sua atuação no setor químico. “Os setores farmacêutico e de biotecnologia, principalmente, vêm contando nos últimos dois anos com um incremento fortíssimo nos investimentos e também juntamente com o setor cosmético estão promovendo mudanças em seus modos operatórios, para reduzir os tempos de fabricação, aumentando a eficiência da produção com a utilização dos mesmos equipamentos”, informou.

    Um dos reflexos desse novo comportamento voltado a extrair a maior eficiência possível dos processos aparece na fabricação de xampus, hoje realizada em grande parte a frio, tendência que continuará norteando os procedimentos nesse setor industrial.

    “O objetivo das indústrias é ganhar nos tempos de fabricação e, por isso, vêm buscando equipamentos com melhor performance, não simplesmente misturadores e agitadores, mas tecnologias mais avançadas, instituindo também processos com gestão automática de receitas”, considerou Antunes.

    Especializada na construção de equipamentos para processos líquidos e semissólidos e também em skids (plataformas de produção que agregam tanques de mistura, tubulações e sistemas para a fabricação como linhas de vapor, água gelada, nitrogênio, ar comprimido etc., incluindo tubulações e sistemas para envase), a Soleri do Brasil promove vendas customizadas, sendo capaz de instalar os equipamentos mais complexos na fábrica do cliente em pouco mais de 200 dias.

    “Já desenvolvemos para o mercado brasileiro 13 skids e nos especializamos em engenharia voltada à construção de projetos turn-key. A Soleri do Brasil se responsabiliza por todas as instalações necessárias às produções, preparando os equipamentos para atendê-las, prevendo operações à prova de explosão, operações que necessitarão de nitrogênio, oferecendo, enfim, as soluções finais.” Outra vantagem das plataformas skids é permitir planejar montagens em módulos, prevendo-se futuras ampliações.

    “Não temos equipamentos disponíveis em prateleira para oferecer, pois nossos sistemas são concebidos com os parâmetros de engenharia de produto e projetados para alcançar a mais alta performance em cada caso”, explicou.

    A maior preocupação de uma empresa de engenharia que irá responder pelo desenvolvimento dos equipamentos voltados à produção pode ser resumida, enfim, em poucas palavras: é preciso antes conhecer em todos os detalhes o produto a ser fabricado. “O importante para nós é conhecer a reologia do produto, saber qual é o seu comportamento, como reage perante as fases de aquecimento, agitação e resfriamento, porque a sua viscosidade poderá ser alterada em virtude desses parâmetros”, afirmou Antunes.Segundo observou, as fábricas de cosméticos estão recorrendo cada vez mais às instalações de centrais de operação únicas, prevendo misturadores, sistemas de bombeamento, vácuo, CIP, filtros para sanitização química ou térmica, tanques para estocagem, painéis de distribuição, bombas de transferência, incluindo a instalação de sistemas pigging, que aceleram a passagem dos produtos, evitam e reduzem perdas.



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