Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos: Equipamentos – Processos mais complexos exigem aproximação entre fabricantes e clientes

Rose de Moraes
15 de fevereiro de 2009
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    “A homogeneização dos ingredientes é muito importante para a produção de cosméticos porque reduz o tamanho das partículas até a escala de um micrômetro, característica que não poderá ser obtida com o uso de equipamentos mais simples, como agitadores e moinhos”, considerou o consultor Paes. O sistema de homogeneização empregado nos misturadores Becomix é considerado por Paes como o principal diferencial desse tipo de equipamento. Ele agrega um misturador do tipo âncora que promove o deslocamento dos ingredientes próximos das paredes do equipamento para a região central do misturador, facilitando as trocas térmicas. “Com os misturadores Becomix, as emulsões podem ser preparadas a quente ou a frio e as operações ocorrem sob vácuo controlado entre 500 e 700 mmHg, obedecendo também a todos os parâmetros físicos de aquecimento e resfriamento das misturas”, acrescentou. A estabilidade das emulsões, segundo ensinou, depende essencialmente de três fenômenos: a sedimentação, a floculação e a quebra da emulsão, que irá ocorrer pela coalescência de gotículas dispersas.

    Os modelos mais conhecidos da A. Berents e empregados no mercado brasileiro pertencem à linha RW, nos modelos RWS e RWCD. Projetados com capacidades desde 2,5 litros até 10 mil litros ou mais, os dois são considerados os mais sofisticados e versáteis de toda a linha da empresa.

    Os misturadores RW têm também a capacidade de transformar lotes piloto em industriais (scaling up), seguindo os mesmos parâmetros de temperatura, nível de vácuo, tempo de processamento, velocidade do misturador âncora e do homogeneizador. Os dois modelos operam com as mesmas velocidades e contam com sistema de supervisão programado com a função CIP (cleaning in place). Eles diferem pelo fato de o RWCD agregar um sistema hidráulico de abertura de tampa, muito útil para realizar operações de limpeza.

    A grande vantagem oferecida pelos modelos RW, segundo Paes, é otimizar os processos, propiciando reduzir os tempos de aquecimento e resfriamento das misturas. Ele deu como exemplo a produção de um lote de 3 mil litros que demandaria cerca de seis horas com o uso de tecnologias menos sofisticadas, podendo, contudo, ser abreviada para pouco mais de duas horas com os equipamentos da linha RW.

    No mercado brasileiro, onde se encontram instalados equipamentos com capacidades entre 2,5 litros até 8 mil litros, a preferência das indústrias, de acordo com Paes, recai nos modelos mais sofisticados. Em outros países são mais requisitados os modelos mais simples, como os LVM. Com capacidades que variam de 125 litros até 15 mil litros ou mais, os misturadores da linha LVM são recomendados principalmente para a fabricação de xampus, loções, condicionadores e perfumes, não se aplicando, porém, à fabricação de produtos de alta viscosidade, como cremes, géis e bronzeadores.

    Produção dedicada – Cativada ao longo dos anos, a clientela dos equipamentos produzidos pela A. Berents não se comporta apenas receptiva às tecnologias oferecidas pelo fabricante. A última otimização realizada no sistema de homogeneização de um misturador foi feita para atender ao pedido de um grande cliente do setor cosmético que planejava lançar uma nova linha de batons mais sofisticados. O desenvolvimento foi tão importante que resultou no novo misturador denominado LIM.

    O LIM pode ser considerado o primeiro de uma nova geração de misturadores com produção dedicada, nesse caso para massas cosméticas, como batons, lápis para olhos e sobrancelhas, incluindo itens da indústria farmacêutica, como supositórios. Capazes de lidar com desde 60 litros até 500 litros, os misturadores/homogeneizadores LIM também já foram comercializados no mercado brasileiro, um dos mais receptivos às inovações em máquinas e equipamentos.

    “O LIM representa um novo desenvolvimento gerado em atendimento a uma necessidade da indústria”, afirmou Paes. A indústria cosmética está bastante exigente quanto aos aprimoramentos necessários à produção em larga escala e com grande rapidez. As necessidades do setor, aliás, levaram a A. Berents a desenvolver sistemas de supervisão para controle de todas as funções, e sistemas de controle de gestão de chão de fábrica (MES, de Manufacturing Execution System), capazes de gerenciar desde os estoques de matérias-primas até os produtos acabados, realizando todas as operações de gestão de receitas e a supervisão do equipamento.

    A própria A. Berents responde pela patente de um novo software, denominado Promas CS, concebido para oferecer grande avanço às operações. Trata-se de sistema modular para o gerenciamento da produção que propicia a automação de todos os processos de pesagem, dosagem, gerenciamento de materiais, ordens de produção e gerenciamento de lotes.

    As novidades são tantas que incitam a curiosidade dos profissionais, principalmente daqueles que ainda não conhecem as tecnologias da A. Berents. Isso, no entanto, somente será possível se for programada uma visita à fábrica, na Alemanha. “Costumamos acompanhar as viagens dos clientes à sede da empresa durante o Factory Acceptance Test (FAT), no qual são testadas todas as funções do equipamento”, adiantou o consultor. As importações dos equipamentos da A. Berents são diretas e os prazos de entrega podem oscilar entre seis meses a um ano.



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