Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos – Desenho e construção das embalagens contribuem para o sucesso dos produtos

Quimica e Derivados
19 de julho de 2007
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    Vale lembrar que o uso de bisnagas exige envase em equipamento específico com a possibilidade de selagem ou o uso de mordentes na área oposta à da tampa do produto e ferramental diferenciado para os diversos tipos de materiais e volumes envasados. Se a bisnaga for em alumínio, existirá a necessidade de colocação em cartuchos que poderá ser feita em equipamento específico posicionado em linha ou manualmente, com maior impacto no custo de mão-de-obra.

    O exemplo mais recente do uso diferenciado de bisnagas é o de um produto lançado por uma multinacional francesa que tem uma popular modelo alemã como garota-propaganda. No anúncio, o produto é mostrado sob uma ótica quase médica e apresenta efeito comprovado similar ao das aplicações de colágeno, realizado sob a forma de injeções. Assim sendo, a modelo segura a pequena e afilada bisnaga como uma seringa e mostra o aplicador alongado como uma agulha (na verdade um bico oftálmico). O consumidor vincula a imagem ao procedimento médico e entende o produto como associado ao efeito obtido.

    Potes em foco – Muito utilizados em produtos com apelo de tratamento, sobretudo os direcionados para o público feminino, os potes têm formatos cada vez mais diferenciados. Essas embalagens vêm como opção de redução de custo e como facilitador no momento da aquisição do equipamento de envase, pois há a possibilidade de envasar a “caneca” que recebe o produto separadamente do restante do pote, realizando- se a montagem posteriormente. Esta caneca poderá receber ao final do envase e antes da montagem um selo em alumínio laminado com PE que garante a inviolabilidade do produto antes do uso.

    O vidro também vem recebendo destaque nesta família de embalagens. Por transmitir valor ao produto é bastante utilizado em cosméticos para o rosto e pode ser apresentado como única embalagem ou associado à “caneca” plástica que pode ser em PET, polipropileno (PP) ou polietileno de alta densidade (PEAD). As principais desvantagens são a fragilidade do material, que exige embalagem secundária (cartucho), e o seu peso, que pode impactar no valor do frete.

    Os produtos para serem envasados neste tipo de embalagem necessitam apresentar viscosidade acima de 15.000 cps (20.000 cps recomendados) e é importante considerar que o escoamento deve ser pequeno, pois caso contrário ocorrerão perdas durante o uso, causadas por uma fluidez elevada do produto.

    Frasco é o mais popular – As embalagens em formato de frascos são mais freqüentes e apresentadas nos mais diversos tipos de materiais e desenhos. Para perfumaria, o vidro aparece como principal material, utilizado com válvula na maioria das vezes. Há alguns fabricantes de produtos para perfumaria que optam por embalagens em PET, principalmente os voltados para uso em “body splash” e para o público infantil. Em ambos os casos, o vidro representa um risco à segurança durante o uso, e a tendência é de que ele seja substituído.

    O vidro e o PET garantem a não-oxidação da fragrância e a transparência muitas vezes exigida para o conceito do produto. Ambos podem receber válvulas para aplicação, porém, nos frascos de vidro, o processo de recravagem é utilizado para as válvulas. Os frascos em PET, em sua maioria, usam válvulas rosqueadas.

    A linha de produtos para o corpo, seja de cremes hidratantes ou de produtos com funcionalidade (para tratamento de celulite ou flacidez, por exemplo), utiliza os frascos em PP com ou sem válvulas para melhorar a aplicação. A viscosidade varia bastante podendo chegar aos 70.000 cps. O polietileno de baixa densidade (PEBD) também se mostra como opção, mas agrega pouco valor ao produto acabado, nestes casos. Já em itens para cabelos, o PEBD está presente na grande maioria das embalagens, principalmente nos encontrados no varejo.

    Nos produtos direcionados para um público diferenciado, o PET ganha participação de mercado a cada dia, por conta da sua transparência e brilho, que agregam valor ao produto. Outro ponto que vem sendo explorado nesta linha de produtos são as chamadas “frasnagas”, um quase híbrido de frasco com bisnaga. Utilizando o mesmo material do frasco tradicional, posiciona a tampa da decoração de maneira que a tampa fica para baixo, no lugar do fundo do frasco. Esse design facilita o uso, sobretudo, de cremes condicionadores, que por exigência do público estão, a cada dia, mais viscosos.



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