Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos – Desenho e construção das embalagens contribuem para o sucesso dos produtos

Quimica e Derivados
19 de julho de 2007
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    No entanto, independentemente de cumprir esse quesito, o produto necessita ser visto. É importante que salte aos olhos do consumidor para que ele possa em poucos segundos optar, escolher por aquele item, que muitas vezes não faz parte de sua lista de compras. Para ativar tal mecanismo, a ampliação da frente do produto se torna fundamental. A área exposta de painel frontal deve ser a mais ampla possível. Por isso, o que existe disponível no varejo, sobretudo, no caso de mercado de massa (mass market) são modelos de frente ampla, alta e de base estreita. Assim pode-se disponibilizar um painel frontal amplo, no qual o rótulo apresenta a marca, o produto e seus benefícios de forma clara e objetiva.

    Por conta disso, os cosméticos, principalmente os de higiene pessoal, disponíveis nos supermercados e lojas de auto-serviço possuem embalagens cada vez mais coloridas e sofisticadas, além de se apresentarem em forma de frascos ou frasnagas (bisnagas semi-rígidas) substituindo as bisnagas (necessariamente com base redonda ou oval) nas gôndolas.

    Mesmo os produtos para proteção solar, que há pouco tempo eram tratados quase como medicamentos, ganharam desenho diferenciado e aplicadores diversos. Se o produto for comercializado tendo como alvo o público infantil, a embalagem é colorida, divertida e os aplicadores respeitam a necessidade de facilitar a aplicação pela mãe. Já os voltados para o público feminino buscam mostrar características do verão na cor e na forma (shape), agora com aspecto sinuoso, a fim de induzir a lembrança de um corpo feminino ou das ondas do mar.

    A aplicação, por sua vez, deve ser fácil, pois o frasco não pode escorregar das mãos e, quando utilizado na praia, a areia não deve chegar ao produto ou obstruir o aplicador. Uma novidade do setor vem das cores, com a utilização de masterbatch perolizado. Nos rótulos, a impressão a quatro ou cinco cores com a presença de detalhes metalizados (hot stamping) também se destaca.

    Na venda direta, seja por meio de revendedoras ou de lojas da marca, a embalagem deve refletir o conceito da linha e agregar o máximo valor ao produto. Também é importante que o conceito da embalagem se estenda aos outros produtos, existentes ou não na linha. Toda esta complexidade exige estudos específicos de layout e de design associados ao trabalho de técnicos que indicam o tipo de material e de embalagem. Essa discussão deve ter como base o uso do produto, o hábito do consumidor bem como as características físico-químicas do produto a ser embalado.

    Neste mercado, utiliza-se o polietileno tereftalato (PET) e o vidro com bastante freqüência por apresentar transparência e brilho superiores e transmitirem valor diferenciado ao produto. Os laminados plásticos também estão presentes em co-extrudados de polipropileno/acetato de polivinila (PP/ EVA), com acabamento em verniz soft touch, que propicia o uso do produto com as mãos molhadas sem que este escorregue, proporcionando um acabamento com efeito “fosco” sofisticado. O alumínio e os metalizados também aparecem em tampas, frascos (tubos) e bisnagas com apelos diferenciados ao consumidor.

    Muitas inovações são feitas a cada dia no desenho e modelo das embalagens. Porém a característica físico-química do material a ser embalado deverá ser respeitada. Deve-se observar a viscosidade e o comportamento reológico antes de se decidir por um pote ou frasco ou entre o frasco e a bisnaga. Produtos que não apresentem escoamento adequado não devem ser envasados em frascos, pois o consumidor não conseguirá utilizá-lo em sua totalidade, mesmo se o frasco for em material flexível que permita empurrar o produto para fora ou se houver válvulas para aplicação. Já os que são embalados em potes devem ser firmes o bastante para o produto não escorrer durante a retirada deste para o uso.

    Alumínio na bisnaga – No caso das bisnagas, tem-se a cada dia materiais mais sofisticados. As embalagens fabricadas em alumínio, que tinham seu uso restrito a produtos de higiene, como cremes dentais e de barbear, ou a tinturas capilares, foram “descobertas” por uma marca francesa de cosméticos (L´Occitane) que passou a utilizá-las sem pintura externa, revelando o metal. Dessa forma, lembra os tubos de alumínio utilizados pelas antigas farmácias de manipulação. Muitos fabricantes brasileiros decidiram pelo mesmo caminho e têm utilizado o material com sucesso. As empresas exploram o apelo de reciclagem do material e a possibilidade de redução de impacto ambiental nas análises de ciclo de vida.

    A desvantagem deste tipo de embalagem é a necessidade de cartucho de papelão, pois mesmo quando transportado em caixas de transporte com divisão em colméias, o produto apresenta danos, impossibilitando sua comercialização. A viscosidade mínima recomendada para que os produtos sejam envasados neste tipo de embalagem é de 15.000 cps.

    Outro material cada vez mais freqüente são as bisnagas laminadas com estruturas de polietileno e álcool polivinílico (EVOH). Este tipo proporciona um material flexível, mas com baixa permeabilidade ao odor. Também facilita o transporte, pois não ocorre deformação ou amassamento da embalagem.

    Mais uma tendência é o aplicador utilizado nas bisnagas. Ele pode apresentar desenho diferenciado dependendo do uso e local de aplicação. Bicos oftálmicos para cosméticos de tratamento que necessitam ser dosados em pequenas quantidades, bicos com desenho específico para produtos para lábios (tratamento ou maquiagem) e até mesmo bicos tipo roll on e válvulas são alguns destaques.



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