Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

Cosméticos: Anvisa prepara norma para aumentar rigor e ampliar tipos de produtos infantis

Antonio C. Santomauro
30 de maio de 2014
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    Novidades e inovações – A maior recorrência a insumos provenientes de fontes renováveis é percebida como tendência também por Lopes. Na Oxiteno, ele afirma, cerca de 20% de todo o portfolio já é composto por produtos com essa característica, entre os quais aparecem, além do Alkont EL 3645, a linha de ésteres emolientes Oxismooth que “é derivada de fontes 100% naturais e renováveis”, como disse Lopes.

    O diretor da Oxiteno cita, como outro movimento hoje muito marcante no mercado dos cosméticos e produtos de higiene pessoal, a busca por produtos com a característica da ‘suavidade’, até mesmo por estar ela muito diretamente associada a conceitos como ‘natureza’ e ‘bem-estar’ (esse conceito da ‘suavidade’ será o tema realçado pela Oxiteno na próxima edição da FCE Cosmetique, em maio). “A suavidade é característica muito associada ao uso de cotensoativos e especialidades”, destaca Lopes.

    Segundo ele, o segmento infantil tem também produtos específicos, como o ‘3 em 1’: xampu, condicionador e sabonete líquido. Combinando essas várias funções, esse produto exige uma solução bastante complexa, destaca Lopes: “Para ele temos, entre outras soluções, um xampu sulfate free, à base de sulfosuccinatos, lactilatos, tensoativos não-iônicos e emolientes”.

    Mas para Renata, da Croda, o processo de inovação tecnológica dos itens de higiene e cosméticos infantis hoje tem como foco principal o segmento dos bebês, onde há, por exemplo, o desenvolvimento de produtos capazes de colaborar com a restauração do sebo da pele, ainda não totalmente formada nesses usuários. “E aí há o uso de materiais já tradicionais, como a lanolina – na Croda, disponível em produtos como o Medilan –, e de fitoativos como a Vitamina F e derivados de algodão”, relata.

    No segmento kids, ressalta Renata, os produtos atuais exibem como principal apelo mercadológico – em detrimento de diferenciais tecnológicos –, o licenciamento de personagens capazes de despertar o interesse das crianças; por isso, nele há menos inovação. “Nesse segmento também são fortes os apelos lúdicos, como uma fragrância diferenciada, de uma frutinha, por exemplo, ou uma cor interessante”, acrescenta.

    Renata percebe, no segmento kids, a inovação hoje limitada a artigos como sprays e séruns para facilitar o penteado, que por serem utilizados sem o posterior enxágue exigem agentes condicionantes suaves.

    Química e Derivados, Esmaltes sem ftalatos, epóxis ou tolueno

    Esmaltes sem ftalatos, epóxis ou tolueno

    Nos protetores solares infantis, relata a professora Maria Valéria, uma tendência já bem estabelecida é o uso de produtos compostos com os chamados ‘filtros físicos’, entre os quais aparecem dióxido de titânio e óxido de zinco. Diferentemente dos filtros químicos, como o metoxicinamato de octila e as benzofenonas, mais comuns em protetores adultos, os filtros físicos são menos reativos e, assim, apresentam menor possibilidade de reações adversas e de absorção pela pele.

    Já os esmaltes infantis, realça a professora, devem ser formulados com ingredientes de base aquosa, pois a RDC 38/2001 proíbe o uso de solventes aromáticos ou alifáticos em suas formulações. “Além disso, esses esmaltes devem ser facilmente removidos com água e sabão, e isso não ocorre com aqueles formulados com solventes, tóxicos tanto pelo contato como por inalação”, argumenta.

    Nesse segmento atua a multinacional de origem italiana Coim, que fornece para a indústria de cosméticos a linha de poliésteres utilizada como base para os esmaltes hipoalergênicos. “Na linha infantil, esses poliésteres são usados na formulação de esmaltes nos quais não há a adição de agentes indesejáveis, como ftalatos, epóxis ou tolueno”, destaca José Paulo Victorio, CEO da Coim Latino America.

    Tais agentes, explica Victorio, em algumas situações podem gerar irritações e alergias nas cutículas das usuárias. “Um esmalte convencional muitas vezes contém formaldeído e um epóxi, usando o tolueno como solvente o tolueno. O esmalte hipoalergênico, além de ter o poliéster como base, pode trabalhar com um solvente muito mais leve, como por exemplo o acetato de butila”, detalha Victorio.

    Segundo ele, os esmaltes hipoalergênicos já compõem praticamente 100% dos mercados de esmaltes dos Estados Unidos e da União Europeia, mas aqui sua participação é de apenas cerca de 5%. Esses produtos começam, porém, a ganhar espaço também na indústria brasileira, não apenas pela demanda das consumidoras locais, mas também porque representam a base adequada para exportar para a Europa e para o mercado norte-americano. “Aqui, nossos negócios nesse segmento crescem em média 30% ao ano”, afirma Victorio. “E ainda este ano, a Coim lançará mundialmente um poliéster biodegradável, proveniente de vegetais”, acrescenta.



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