Indústria Química

Conjuntura: Abiquim propõe política de exportações

Marcelo Furtado
7 de dezembro de 2001
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    Pode se conseguir um outro viés positivo sobre a situação da indústria química nacional analisando-se o desempenho de um segmento importante: o de perfumaria, higiene pessoal e cosméticos. Suas importações devem fechar o ano em queda de US$ 188 milhões (2000) para US$ 168,9 milhões (2001), em detrimento de um aumento nas exportações: de US$ 127,4 milhões (2000) para US$ 152,8 milhões (2001). Mesmo ainda em déficit, a previsão do segmento é a partir de 2002 a balança passar a ser superavitária.

    Química e Derivados: Conjuntura: Basílio - bom desempenho do setor de cosméticos.

    Basílio – bom desempenho do setor de cosméticos.

    As explicações para o desempenho singular da área de cosméticos foram apresentadas por João Carlos Basílio da Silva, o presidente da associação setorial, a Abihpec, palestrante no 6º Enaiq. Em primeiro lugar, a entidade passou a investir maciçamente em comércio exterior, formando pavilhões brasileiros nas principais feiras internacionais e organizando missões em cidades importantes. Além do investimento específico em comércio exterior, Basílio chamou a atenção para os aportes empregados na produtividade da indústria. Em 2000 e 2001, foram investidos US$ 130 milhões anuais e, até 2006, programa-se um total de US$ 700 milhões. “Nos próximos três anos, cresceremos no mínimo 20% ao ano”, afirmou Basílio.

    E todo esse sucesso, o dirigente ressalta, se deve única e exclusivamente ao esforço dos fabricantes. Porque, se depender da mão governamental, o apoio tem sentido contrário. Por ser considerado produto supérfluo, em termos de tributos a indústria de cosméticos é penalizada. “Enquanto outros setores recolhem alíquotas de PIS/Cofins de 3,65%, nós arcamos com 12,5%”, reclama o presidente da Abihpec. Ainda segundo ele, a carga tributária de todo o segmento supera os 50%. Uma prova inconteste de que a reforma tributária, apesar de fazer parte de um discurso repetitivo, não deixa ainda de ser importante para a indústria nacional.



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