Tratamento de Água

ABES Fenasan: Congresso apontou entraves para alcançar as metas oficiais do saneamento ambiental

Hamilton Almeida
21 de novembro de 2017
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    Química e Derivados, Freitas: novos coagulantes aceleram tratamento de água

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    Segundo Tavares, apenas 1.693 cidades (30%) realizaram os respectivos Planos Municipais de Saneamento Básico e 38% declararam que estão com os planos em andamento. Somente em três Estados mais de 50% dos municípios fizeram os seus PMSBs: Santa Catarina (86%), São Paulo (64%) e Rio Grande do Sul (54%). Os maiores gargalos estão na Região Norte.

    Considerando a “baixa disponibilidade nos orçamentos públicos e a pouca atratividade das condições de oferta de recursos por parte da CEF e do BNDES”, Tavares defendeu a cooperação entre os setores público e privado e, num cenário de economia estável, a busca no mercado de capitais como “principal fonte de recursos”.

    A própria Aegea é um exemplo. Em sua primeira emissão de bônus, obteve, recentemente, US$ 400 milhões com vencimento em 7 anos e juros semestrais de 5,75% ao ano. Criada em 2010, é uma das maiores companhias brasileiras privadas de saneamento. Está em 48 cidades em 10 Estados, atendendo mais de 5,4 milhões de pessoas. A população acolhida pela iniciativa privada é de 31,5 milhões, ante 30,6 milhões em 2016, comunica a Associação Brasileira das Concessionárias Privadas de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon).

    A ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental apresentou o ranking da universalização do saneamento, efetuado em 231 municípios com mais de 100 mil habitantes, e que abrange uma população de 99,8 milhões – São Luís-MA foi a única capital não incorporada por não ter fornecido os dados.

    O estudo evidencia que apenas 6% dos municípios (14) estão enquadrados na categoria Rumo à universalização; 18% (41) têm Compromisso e 76% (176) dão os Primeiros passos. A falta de saneamento provoca doenças e mortes.

    As perdas de água – estimadas em 36,7%– também preocupam. Alckmin prometeu substituir as tubulações antigas para evitar micro perdas em grandes profundidades. A Aegea criou a central de Gestão e Controle de Perdas (GCP), em Santa Bárbara d’Oeste-SP, para corrigir falhas em tempo real.

    E a Suez possui contratos de performance para combater o desperdício nos Estados de São Paulo e Pernambuco. “O gerenciamento dos sistemas de abastecimento de água em tempo real, com consumo de energia otimizado e monitoramento digital de todos os processos está ajudando as cidades”, discursou Flávio Lemos, diretor de Serviços.

    O Congresso ABES Fenasan 2017, considerado o maior evento de saneamento ambiental e meio ambiente das Américas, foi uma das etapas preparatórias para o 8º Fórum Mundial da Água (Brasília, março de 2018). Foram registradas 1.160 inscrições de trabalhos técnicos, 49 painéis e 4 mil congressistas.

    A Fenasan – Feira Nacional do Saneamento, uma tradição de 28 anos, reuniu cerca de 200 expositores de equipamentos, serviços, produtos e novas tecnologias de 25 países e recebeu ao redor de 25 mil visitantes. O presidente da AESabesp, Olavo Prates Sachs, anunciou que a próxima edição, de 19 a 21 de setembro de 2018, no Expo Center Norte, terá parceria da IFAT, a maior feira de soluções ambientais do mundo, administrada pela Messe München (Alemanha).

    Química e Derivados, Debate reuniu o secretário Braga, senador Muniz, Roberval Souza (Abes), Sachs (AESabesp), deputado Papa e Kelman (Sabesp)

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    Exposição – Em operação no Brasil há mais de 30 anos, a suíça Lonza, única produtora de hipoclorito de cálcio no país, desvelou novas caras. Há três meses no cargo de gerente de vendas, Jones Eberle (ex-GE Waters) informou que está em curso um processo de reestruturação: novas equipes de vendas, representantes, fornecedores e prestadores de serviços estão sendo formadas para que, em 2018, se alcance “uma maior atuação no mercado nacional”.

    A concorrência da China, com preços reduzidos (e “qualidade inferior”), somada à crise econômica, tirou a Lonza da zona de conforto. “Tivemos que nos adequar ao mercado e reconquistar posições com um produto mais caro”, enfatizou Eberle. Dentro da nova estratégia, foi definido também o aumento de 30% da capacidade de produção do Hypocal, na unidade de Igarassu-PE, que passará de 16 mil para 20-21 mil t/mês, reduzindo custos fixos.

    “Estamos focados para ampliar a presença nos setores municipal e industrial (siderúrgico, usinas de açúcar e álcool e automobilístico) e ir até mercados menores, como de hotéis e hospitais. A Lonza não vai medir esforços para crescer”, afiançou Eberle.



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