Química

Condições são favoráveis para o desenvolvimento – Indústria Química

Marcelo Fairbanks
4 de março de 2019
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    Etano no fogo – A Abiquim se opõe a uma proposta apresentada pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) para alterar a especificação do gás natural vendido como combustível no Brasil. A ideia da agência é aumentar o teor de etano no gás combustível, hoje limitado a 6%. “A ideia é ruim, transfere para a sociedade os custos de regulagem de queimadores domésticos e industriais, de veículos automotores e outros, para queimar um gás de menor qualidade”, criticou Marcos De Marchi. Além disso, o etano poderia ser melhor aproveitado pela indústria química na produção de itens de alto valor.

    A associação também pede tratamento diferenciado para os condensados presentes nos fluxos de gás, de modo a incentivar seu uso como insumo industrial.

    A Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Aresp) autorizou aumento de 36% no preço do gás natural vendido para indústrias paulistas, gerando revolta nos consumidores que esperavam um acréscimo máximo de 15%. O aumento resultou da elevação de custos do gás (da Petrobras) e transporte (Transpetro), indexados ao óleo combustível no mercado internacional por mecanismos firmados em contratos. A indústria paulista pretende anular judicialmente esse aumento.

    Química e Derivados, Condições são favoráveis para o desenvolvimento setorial, mas urge fazer reformas - Indústria Química

    Regulação nacional – O controle de substâncias químicas exige normas rigorosas, porém que não engessem a atividade produtiva. O mais conhecido sistema regulatório do mundo, o Reach europeu, é sempre apontado como gerador de altos custos para quem a ele se submete, além de ser excessivamente burocrático.

    A Abiquim propõe ao novo governo desenvolver um sistema regulatório mais leve, sem prejuízo da capacidade de controle eficaz, para uso no Brasil e, num segundo momento, em toda a América Latina. “Ter esse sistema regulatório é uma exigência imposta para que o Brasil possa entrar como membro efetivo na OCDE, grupo de 34 países que visa o desenvolvimento econômico e social”, explicou De Marchi.

    Já existe uma proposta, definida em um fórum do Ministério do Meio Ambiente no ano passado, que agora está na Casa Civil, em avaliação. No futuro, esse sistema pode interagir com outros, como o Reach.



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