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Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar

Quimica e Derivados
10 de junho de 2019
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    O tioglicolato de glicerila é um éster de alto desempenho com baixa concentração de ácido tioglicólico, para reações químicas de oxirredução de baixa interferência em cabelos já processados por outros componentes de transformação, como alisamentos e/ou colorações, atuando de forma periférica determinada pela associação de polímeros determinados, reunindo atributos importantes que juntos possam influenciar a forma e o controle dos cabelos por meio da ação físico-química dos componentes propostos pela pesquisa. Uma nova opção para o desenvolvimento de sistemas integrados de defrisagem e de redutores de volume e alisantes ácidos (pH entre 2,0 e 4,0), por promover mudanças mais superficiais com baixo potencial oxirredutor, e, portanto, menos danos à fibra capilar (BOCK, 2017).

    OBJETIVO – Comparar a ação na fibra capilar do tioglicolato de amônio, alisante alcalino, em relação ao tioglicolato de glicerila, alisante ácido, na redução de volume dos cabelos.

    METODOLOGIA

    Foram selecionadas 20 mechas, pesadas em balança analítica, obtendo-se o peso médio de 1,590 g ± 0,196. As mechas foram classificadas em relação ao formato como tipo 3, conforme classificação de Loussouarn e colaboradores (2007) e apresentavam coloração permanente, na altura de castanho escuro (Foto 1).

    Química e Derivados, Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar

    Após a pesagem, todas as mechas foram lavadas com uma solução de 20% de lauril sulfato de sódio, enxaguadas em água corrente e secas com secador até secagem completa. Finalizado o processo de higienização, as mechas foram divididas em grupos para processamento com tioglicolato de amônio e com tioglicolato de glicerila, sendo nomeadas como Grupo A e B, respectivamente.

    Nas mechas do Grupo A previamente numeradas de 01 a 10, foram aplicados 2 g de tioglicolato de amônio, fornecida pela Grandha, com leve enluvamento. Após 40 minutos de pausa, as mechas foram enxaguadas em água corrente e secas com o secador. Para dar o formato liso, submeteu-se à temperatura, com o uso de piastra, sendo realizadas 5 passagens da mesma em cada mecha. Com as mechas já no formato estipulado, aplicou-se 1 g de peróxido de hidrogênio, do mesmo fornecedor, com tempo de pausa de 15 minutos, para a neutralização do processo. Ao final do tempo de espera as mechas foram novamente enxaguadas e secas com secador, sem o uso de escova ou de piastra.

    Para as mechas do Grupo B e números 11 a 20, foram aplicados 2 g de tioglicolato de glicerila, fornecida por Bruno Bock, com leve enluvamento e tempo de pausa de 40 minutos. Prosseguiu-se com de enxague em água corrente e secagem com secador. Para a neutralização, utilizou-se peroxido de hidrogênio, do mesmo fornecedor, e com o produto na fibra, finalizou-se a secagem com o secador e depois a mecha foi submetida à piastra, também por cinco vezes.

    Com o intuito de determinar às dimensões dos danos que podem ser causados ao fio com os diferentes ativos alisantes, as mechas foram posteriormente pesadas em balança analítica e também submetidas à análise de microscopia eletrônica de varredura (MEV) e análise de brilho.

    As pesagens objetivaram avaliar se as mechas perdiam peso após o processamento químico, uma análise simples e fácil para se relacionar a perda de massa (proteínas).

    A microscopia eletrônica de varredura (MEV) gera imagens que são criadas por interação de elétrons com os átomos da amostra, deve ser primeiro metalizado. Que consiste na precipitação sob vácuo, em um filme micrométrico de material condutor como o ouro na superfície da amostra, permitindo a condução de corrente elétrica. A escolha deste equipamento para o embasamento deste trabalho é demonstrada pela qualidade e fácil compreensão das suas imagens. Isso pode ser aplicado para acessar certas propriedades de deformação do cabelo, tais como a aparência geral, deposição de partículas sobre a superfície e afiliação aos ingredientes incorporados em produtos para o cuidado do cabelo, alterações estruturais e morfológicas. Esta técnica possibilita a visualização de amostras com aparência opaca, para amplificar imagens e para medir as composições (GAMA et al., 2017).

    Os fios de cabelo selecionados foram colados no “porta amostra” de carbono para posterior deposição de ouro através do processo de vaporização (sputtering). Os fios tiveram sua região central cortada para posicionamento no “porta amostra”, obedecendo sempre a mesma orientação raiz-ponta (IPCLIN, 2017 (a))

    Para avaliação de brilho foi utilizado o equipamento Micro TRI-Gloss marca BYK-Gardner Inc. com a possibilidade de escolha de ângulos de incidências de 20°, 60° e 85°. A incidência escolhida foi o ângulo fixo de 85° (IPCLIN, 2017(a))

    As leituras de calibração obtidas de um medidor de brilho foram relacionadas à intensidade de luz refletida a um ângulo de 85° de um vidro preto padrão, com índice de refração definido, e não a intensidade de luz incidente. O valor de intensidade para este padrão estabelecido é menor que 100 GU (do inglês “Gloss Units” ou simplesmente Unidade de Brilho). A intensidade de luz é registrada através de uma pequena extensão do ângulo de reflexão em relação à normal (IPCLIN, 2017(b))



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