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Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar

Quimica e Derivados
10 de junho de 2019
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    Química e Derivados, Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar

    Química e Derivados, Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar

    Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar: um estudo comparativo entre o tioglicolato de glicerila e o tioglicolato de amônio

    AUTORES: Felipe Augusto Romera; Ionice Silva Melo; Devanete da Silva Oliveira Navarro; Nilce Aparecida dos Santos; Celso Martins Junior; Ana Carolina Henriques Ribeiro Machado*

    Curso de Pós-Graduação em Tricologia e Terapia Capilar da Universidade Anhembi Morumbi

    O ser humano tem uma relação íntima e pessoal com os cabelos. Quando nos pedem para descrevê-los, muitos de nós vamos detalhar aspectos como textura, espessura, condicionamento, maleabilidade, volume entre outras características. Portanto, uma poderosa e popular proposição de marketing, envolvendo o posicionamento de produtos para cuidados com os cabelos, é projetada para atender às necessidades específicas do “tipo” de cabelo de determinados indivíduos. Visto que o interesse pelas modificações das características capilares é permanentemente discutido, o objetivo deste estudo é comparar a ação das bases alisantes alcalinas em relação às bases alisantes ácidas nos cabelos do tipo caucasiano, apresentando uma experimentação química do comportamento de ação entre os novos e antigos alisantes, sendo eles o tioglicolato de amônio e o tioglicolato de glicerila.

    INTRODUÇÃO

    O cabelo humano é um apêndice contendo queratina que cresce a partir de grandes cavidades ou sacos chamados folículos, que se estendem a partir da superfície da pele através do estrato córneo e da epiderme para a derme (ROBBINS, 2002).

    Evans (1994) considera a arquitetura básica dos cabelos cutícula, córtex e medula. O cabelo contém em sua superfície uma cobertura protetora grossa feita de camadas de estruturas escalares planas sobrepostas chamadas cutícula. O córtex consiste em células em forma de fuso que estão alinhadas ao longo do eixo da fibra. As células corticais contêm as proteínas fibrosas do cabelo. Os pêlos mais espessos contêm muitas vezes uma ou mais regiões porosas, denominadas medula, localizadas perto no centro da fibra. Citando ainda a quarta unidade, o complexo da membrana celular que adere ou liga as células queratinosas, e em conjunto com outros componentes de não queratina, forma a principal via de difusão para as fibras (ROBBINS, 2002)

    O autor Evans (1994) afirma que os cabelos finos, grossos, crespos ou lisos são feitos dos mesmos materiais, podem ser estrutural e quimicamente semelhantes, mas sofrem formatação diferente durante o crescimento programado pelo folículo piloso, determinando os formatos da fibra. Os crespos originam-se de folículos curvos e os lisos a partir de uma geometria mais vertical e homogênea.

    Por muitos anos, os cientistas cosméticos tentaram medir as características físicas do cabelo humano, como a sua forma e cor, pois estes podem ser artificialmente modificados usando produtos cosméticos. No que diz respeito à forma do cabelo, os estudos antropológicos anteriores enfatizaram sua variabilidade dentro e entre os grupos étnicos humanos. Muitos estudos distinguem amplamente três grupos étnicos de cabelos humanos e os classificam como afro-étnicos, asiáticos e caucasianos. Essa classificação ampla não pode dar conta da grande complexidade da diversidade biológica humana, resultante de vários passados ou recentes origens mistas. Assim, Loussouarn e colaboradores (2007) desenvolveram novo método de classificação da fibra capilar, baseado em parâmetros morfológicos, gerando oito classificações de cabelos, conforme a sua curvatura, como mostra figura 1. Este método propôs um sistema objetivo e preciso de classificação, sem se referir à origem geográfica.

    Química e Derivados, Comportamento de ação dos novos e antigos alisantes na fibra capilar

    O mesmo grupo de pesquisadores enfatiza que essa nova classificação reflete mais adequadamente a grande diversidade da variação da forma do cabelo ao redor do mundo. No Brasil pode-se observar, conforme o gráfico 1, que o tipo de curvatura predominante compreende entre os tipos II ao IV.

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