Química

Água – Companhias de saneamento deixam sem controle os cancerígenos trihalometanos

Marcelo Furtado
24 de maio de 2010
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    Química e Derivados, Wanderley Ferreira, Diretor de marketing, Água - Companhias de saneamento deixam sem controle os cancerígenos trihalometanos

    Ferreira: EPA indica o uso de coagulantes para evitar THM

    Outra tecnologia que a Kemira pretende trabalhar junto com as companhias de saneamento no Brasil é a da coagulação avançada, cujo foco é precursor de THMs. Segundo o diretor Wanderley Ferreira, a ideia é usar o modelo da agência de proteção ambiental norte-americana (EPA), que definiu esse sistema como alternativa tecnológica aos sistemas tradicionais, nos quais dosagens maiores de coagulantes e mudanças na pré-oxidação reduzem a geração de trihalometanos.

    Outros poluentes – Além da questão dos trihalometanos, mais imediata por contar com determinações legais a serem atendidas, uma etapa considerada como novo desafio do tratamento de água pública é a de combate aos contaminantes não presentes nas atuais legislações: fármacos e hormônios. Especialistas acreditam que novos parâmetros podem ser incluídos na revisão em curso da Portaria 518 do Ministério da Saúde, que estabelece os procedimentos e responsabilidades relativos ao controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano e seu padrão de potabilidade.

    Atenta a essa tendência, a Sanasa, de Campinas, está estudando tecnologias para controlar esses contaminantes presentes na água, não combatidos com os tratamentos atuais e sequer analisados. De acordo com o coordenador de ETAs, Sidnei Lima Siqueira, a linha de pesquisa caminha para uso do ozônio com carvão ativado na pré-oxidação. “Pelo que estamos concluindo, essa é uma boa opção, mais abrangente, que oxida boa parte dos contaminantes e depois adsorve com o carvão”, disse.

    Mesmo assim, Siqueira alerta para a necessidade de se estudar com mais profundidade as variáveis do possível novo tratamento, por meio de pesquisa prática e no laboratório da Sanasa. Isso porque há contaminantes de fármacos e hormônios que são melhor eliminados pelo cloro ou por outros processos oxidativos. “Precisamos conhecer bem a nossa água a ser tratada para decidir por uma tecnologia ou mais de uma”, afirmou. A ideia é se adiantar a possíveis exigências e, de quebra, garantir uma água segura para a cidade de Campinas, seguindo o estado da arte do saneamento.



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