Comércio se esforça para compensar saltos do dólar

Gilberto Sarfati, executivo da Nexxy Capital (empresa ligada ao grupo Exxel, da Argentina), investidor da Webquímica, considera extinta a primeira fase do e-commerce, na qual todas as empresas queriam participar da rede, mesmo sem ter uma política definida de atuação. “Foi a fase dos sites institucionais, que não atendem às necessidades das empresas”, afirmou. A palavra de ordem agora, em todo o mundo, é agregar valor ao negócio, buscando formas de realizar transações com custos mais baixos e maior eficiência. “As grandes companhias já perceberam que os maketplaces (portais) são o melhor lugar para negociar commodities e pseudocommodities”, comentou. Para as empresas médias e pequenas o caminho pode ser a loja virtual, que permite negócios com maior detalhamento, favorecendo o estabelecimento de marcas. “As empresas precisam combinar adequadamente o atuação em sites próprios com o marketplace, que é uma espécie de shopping center”, explicou Gisela.

O executivo de negócios antevê uma terceira fase, que consiste na interligação dos sistemas de gerenciamento empresarial (ERP) das companhias com os portais e também com os ERPs dos clientes maiores. “Essa é a última fronteira do e-commerce, e vai exigir muita sofisticação tecnológica dos portais, com sistemas rápidos de negociação”, afirmou, salientando que ainda é muito cedo para pensar nisso no Brasil.

Sonesso confia na estrutura do Webb, com base no sistema de catalogação, operação e vendas Ariba, desenvolvido especialmente para a companhia, dirigida pelo grupo de investimentos Macal (ex-Multicanal). “Contamos com programas muito sofisticados que permitem a interligação com sistemas ERP dos clientes por meio de tradutores, além de contar com suporte e hospedagem da IBM”, explicou. A operação e segurança do portal é auditada pela PriceWaterhouse-Coopers. “O sistema até calcula os impostos a recolher, não apresentando um preço total fechado, mas cada componente separadamente”, disse.

Além de funcionar como shopping center, o portal também pode funcionar como ferramenta de negócio entre vendedor e cliente habitual, oferecendo redução de custo operacional. “O cliente escolhe o que, quanto e para quem quer vender”, comentou. Na sua avaliação, as resinas termoplásticas têm encontrado a melhor alternativa comercial nos marketplaces. Já os produtos químicos em geral são mais afeitos às soluções de suprimentos. “Nos químicos, existe uma etapa posterior à conclusão do negócio, que é a apresentação das licenças necessárias para a entrega dos produtos transacionados”, afirmou. Um cliente cadastrado pode arquivar eletronicamente sua documentação completa, agilizando o serviço.

A Arno, conhecida fabricante de eletrodomésticos, fechou acordo com a Webb para realizar pelo sistema todas as suas compras (e-procurement), inclusive resinas plásticas. Ao todo, será preciso cadastrar 700 fornecedores, que receberão treinamento e suporte técnico adequados. Ante ao desejo dos vendedores de apresentar preços adequados para cada cliente, Sonesso afirma ser possível estabelecer preços diferenciados por negócio, pois cada consulta é identificada e confirmada por senha.

Química e Derivados: Comércio: Perez - fatia da distribuição chegará a 15%.
Perez – fatia da distribuição chegará a 15%.

Atentos às necessidades reais de cada operação, os portais agregaram serviços auxiliares e complementares aos serviços prestados, como operadores logísticos e financiadores. O Mercado Eletrônico conta com parceira com a Martins, maior operadora de varejo do País, empresas financeiras e até certificação de fornecedores nacionais e internacionais, por meio da SGS, além de apoio da Microsoft, que desenvolveu a plataforma do sistema. A Webquímica conta com apoio da Columbia, que permite cotar on line armazenagem e transporte para todo o País, além de emitir boletos de pagamento bancário pelo Bradesco.

“Estamos concluindo uma parceria com um banco para financiar os compradores, com linhas pré-aprovadas e limites de atuação”, explicou Gisela Petrovitch. A Webb faz transações por meio do cartão Visa Bradesco Virtual, de modo instantâneo. Para quem precise de financiamento, há um acordo com o Unibanco para abertura de linhas de crédito. “O cartão virtual elimina toda a burocracia interna, atribuindo competências e limites para as pequenas compras de rotina das empresas”, explicou Sonesso. “Uma vez vi um diretor de empresa assinando uma requisição de material que passou por mais de duas pessoas para comprar R$ 2,00 em clipes de papel.” Na área logística, geralmente é o vendedor que se encarrega do transporte, mas se preciso, existem empresas especializadas que podem ser consultadas e contratadas para o serviço.

Relações favoráveis – A avaliação da Rhodia sobre a distribuição de produtos químicos no Brasil é satisfatória. “Adotamos um novo formato de distribuição em outubro de 1999 e agora colhemos bons resultados”, confirmou Nilton Perez, da divisão PPMC. Com isso, a parcela de produtos comercializada por meio da distribuição está em crescimento, tendo superado a marca de 15% do faturamento da divisão PPMC no Brasil no ano 2000. “Se este ano for tão bom quanto o anterior, chegaremos a 20% das vendas por distribuidores”, disse.

A PPMC enfatiza as negociações com látices e solventes oxigenados, sem ter efetuado alterações significativas no portfólio. Outras divisões da companhia têm seus programas próprios de distribuição, como silicones e surfactantes”, explicou.

Página anterior 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10Próxima página
Mostrar mais

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Botão Voltar ao topo

Adblock detectado

Por favor, considere apoiar-nos, desativando o seu bloqueador de anúncios