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Química

Comércio se esforça para compensar saltos do dólar

Marcelo Fairbanks
4 de maio de 2001
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    Com o objetivo de agilizar os trabalhos e permitir melhor acompanhamento dos negócios, a Maringá investiu US$ 500 mil na informatização total, usando base de dados Oracle e um sistema customizado com base na linguagem Delphi. “Todas as nossas operações, controles de estoques e de movimentação de produtos, podem ser acompanhadas pelo sistema”, comentou Mosseri. Embora seja esse um passo fundamental para o comércio via internet, a empresa reluta em integrar-se totalmente à rede mundial. “O sistema até permite a ligação, mas nós preferimos não fazê-la diretamente”, afirmou. A distribuidora mantém uma rede interna e isolada apenas para acesso à internet, onde oferece página com relação de produtos e serviços. Os pedidos eventualmente gerados, via e-mail, são coletados pelos operadores, que os introduzem na rede corporativa. “Temos muito medo de hackers e de vírus, que podem causar um prejuízo tremendo”, explicou Mosseri. Como o volume de negócios pela rede ainda é pequeno, é possível atender às consultas com rapidez e eficiência.

    Um dos diferenciais da Maringá consiste no fato de realizar todas as entregas de produtos na região da Grande São Paulo por meio de frota própria de veículos. “Podemos garantir a qualidade da entrega, feita por profissionais treinados e dotados de equipamentos adequados”, disse o empresário. Pesquisa realizada junto aos clientes atestou a satisfação deles quanto à entrega certa, no peso certo e hora certa. “Os clientes só nos pedem para abaixar os preços, como sempre, mas eles sabem que recebem o que pagam, exatamente”, disse Mosseri.

    O próximo investimento da companhia é a renovação de parte de sua tancagem de 4,5 milhões de litros. “Trocaremos os tanques de aço carbono que já estão com vinte anos por outros, feitos de aço inoxidável, sem ampliar a capacidade”, comentou Mosseri.

    A Ipiranga Comercial Química (ICQ) desenvolve várias iniciativas para manter o desempenho de vendas, a começar pelos esforços para implementar até dezembro de 2002 o sistema de gestão informatizada fornecido pela J.D. Edwards. “Isso permitirá fluxo constante e atualizado de informações dentro da companhia e até com clientes, com transparência total, transformando o homem de venda em consultor”, explicou Fernando Rafael Abrantes. O sistema permitirá interligação plena com os softwares de gerenciamento empresarial (ERP) dos fornecedores e dos maiores clientes. “A metade dos 56 fornecedores principais já estão preparados para isso”, disse.

    Em 2000, o faturamento da ICQ chegou a US$ 144 milhões, com resultado líquido de US$ 6,5 milhões. “Em 2001, se repetirmos as vendas em dólares será um resultado excepcional”, disse o diretor, considerando que a variação cambial, por si só, corta o resultado em moeda estrangeira em quase 20%. Os primeiros meses do ano se mostraram animadores, confirmando a expectativa anunciada aos acionistas no final do ano anterior. “Depois de março, com as turbulências que apareceram, estamos revendo nossas expectativas”, disse. A palavra de ordem é manter a margem, concentrando esforços nos setores com melhores prognósticos de desenvolvimento, sem abandonar os demais.

    A ICQ mantém plano plurianual de investimentos de R$ 58 milhões, nas áreas de informática, instalações e aquisições. “Buscamos posições estratégicas em segmentos de mercado coerentes com nossa estratégia comercial”, afirmou Abrantes. Além disso, a empresa investe no treinamento e qualificação de profissionais, com o intuito de desenvolver lideranças estratégicas. Na estrtura atual da ICQ, segundo Abrantes, os coordenadores de unidades de negócio são os verdadeiros líderes, responsáveis pelo dia-a-dia da empresa, deixando para os gerentes e diretores o desenvolvimento de médio e longo prazo.

    Desde o ano passado, a ICQ atua com a nova estratégia denominada “refocando o futuro”, criada para obter o máximo de resultados depois dos procesos de reestruturação interna e definição de prioridades, executado de 1996 a 2000. Até 2005, a ICQ pretende dobrar o faturamento, além de promover o aperfeiçoamento técnico e operacional da companhia, de modo a ter visão mais abrangente do negócio e compreender as necessidades dos clientes. “O cliente passou a ser o centro do nosso universo”, afirmou Abrantes. A nova mentalidade da ICQ parte do princípio de que não basta ser o melhor, é preciso ser visto como o melhor fornecedor.

    Além de desenvolver novas linhas de comunicação interna e externa, a empresa comercial inicia a operar uma unidade de serviços, abrangendo desde a avaliação das entregas e processos logísticos, até atividades relacionadas ao meio-ambiente. “Essa unidade ficará na linha de frente, coordenando os esforços dos departamentos envolvidos e atendendo os usuários”, explicou.

    Já a unidade de produtos formulados, que recebrá atenções especiais neste ano, passará a atender a mais setores, novos clientes e viabilizará oportunidades de negócios. “Temos muito conhecimento acumulado, mas também iremos contratar profissionais para áreas que precisem de mudanças rápidas”, informou.

    A Bandeirante Química comemora o bom desempenho alcançado em 2000, com faturamento de US$ 96 milhões, registrando crescimento de quase 50% sobre o ano anterior, que fechou com US$ 63 milhões. A crescimento é explicado pelas vendas mais intensas de aditivos para tintas e especialidades químicas diversas, que apresentam valor elevado. “Foi o primeiro ano inteiro com a linha da Byk Chemie, cuja venda de aditivos praticamente dobrou”, justificou Carlos Abreu. As vendas de solventes formulados (Bansis) também apresentaram desempenho favorável, motivando a empresa a comprar três máquinas para envasamento automático de solventes e thinners em embalagens de 900 ml, um e cinco litros. “São os tamanhos requeridos pelo setor de repintura automotiva”, explicou Abreu. A Bandeirante formula o solvente, o embala na embalagem fornecida pelo cliente, e faz a entrega no local combinado, “um serviço completo”, informou. Os sistemas solventes justificaram também a instalação de fábrica para 3 mil litros/mês, em Mauá, na Grande São Paulo, com parte da produção destinada para o Mercosul.



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