Produtos Químicos – Instabilidade cambial prejudica o comércio

Enquanto a concorrência vai ao Nordeste, a Morais de Castro reforçou a atuação no Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais, onde vende principalmente soda cáustica, com negócios coordenados pela filial fluminense. “É um mercado promissor, mas ainda menor que as nossas vendas da filial de Jaboatão dos Guararapes-PE”, avaliou. Para o empresário, é importante crescer no ritmo certo, sem afobação. “Quem anda aos pulos tropeça”, disse, recomendando cuidado com os custos. “A rentabilidade do setor é quase igual à da caderneta de poupança.”

A Morais de Castro investiu na ampliação do setor administrativo, dobrando a área ocupável, fator que permitiu ampliar o serviço de telemarketing, com bons resultados.

Química e Derivados: Comércio: Cury (dir.) e Barrella - solventes facilitam ampliação de negócios.
Cury (dir.) e Barrella – solventes facilitam ampliação de negócios.

Investir para crescer – Atuando forte na área de solventes hidrocarbonetos, a Bestquímica, com 12 anos de existência, apresentou sua nova sede, em São Bernardo do Campo-SP, com 30 mil m². Fruto de investimento de R$ 8 milhões, bancados por recursos próprios e financiamento junto ao BNDES/Finame (para tanques e equipamentos), as novas instalações seguem as normas mais modernas de segurança e proteção ambiental, podendo armazenar até 2 milhões de litros.

O projeto favoreceu a agilidade operacional, permitindo carregar e descarregar nove carretas a cada meia hora. Além das bicas de carga/descarga, a empresa instalou modernos sistemas de pesagem para veículos e tambores, passíveis de interligação ao sistema de controle da empresa. Além disso, um cromatógrafo de fase gasosa analisa a composição dos produtos recebidos e enviados com grande rapidez.

Atuante no mercado de solventes desde 1969, quando ingressou na Cia. Ibrasol, o diretor-presidente Hélio José Cury comemora a recente ampliação de cota autorizada pela Agência Nacional do Petróleo e revela a intenção de buscar produtos que agreguem mais valor aos negócios da Bestquímica. “Vamos intensificar a produção de blends e também identificar produtos mais sofisticados, com alta sinergia com nosso portfólio”, explicou.

Há quatro meses, a empresa contratou Eduardo Barrella, ex-Rhodia, como diretor de novos negócios, que foi incumbido de prospectar nichos de mercado interessantes. “Já temos uma aplicação em vista, um produto que precisa ser dissolvido antes da aplicação, operação que podemos fazer sem problemas e com retorno interessante”, comentou, com reservas quanto aos detalhes. Segundo Barrella, o fato de contar com certificação ISO 9001:2000 e ser candidata ao Prodir facilita os contatos com potenciais fornecedores no Brasil e no exterior.

Além da forte linha de solventes aromáticos e alifáticos, a Bestquímica conseguiu, em março, a distribuição exclusiva no País para os etilenoglicóis (mono e di), butilglicol, metiletilcetona e metilisobutilcetona da Shell, para quantidades menores que 15 t e entamborados. “Estamos negociando também com os acéticos da Cloroetil, produtos da Oxiteno, Rhodia (cicloexanol, cicloexanona) e Dow, para complementar o portfólio”, salientou Cury. Com base no aumento de cota e na diversificação, a empresa espera ampliar em 30% seu faturamento até 2004. Em 2002, as vendas ficaram na casa dos R$ 48 milhões, perfazendo aumento de 15% sobre o ano anterior.

O fato de contar com a cota maior de solventes derivados de petróleo proporciona importante alavanca para negócios junto aos clientes, mas impõe assumir uma boa dose de risco. “A cota é take or pay, se retiro ou não o solvente sou obrigado a pagar por ele”, explicou. Por isso, a agilidade operacional e logística é fundamental, evitando que o produto fique parado nos tanques da distribuidora. “Rodamos nossa capacidade três vezes ao mês e queremos chegar a cinco vezes”, afirmou Cury, apostando no ganho operacional das novas instalações. Boa parte das vendas sequer passa pela base, sendo retirada na fonte e entregue diretamente para o cliente, exigindo esforço de coordenação das transportadoras contratadas. Todos as carretas para granel líquido são terceirizadas. A Bestquímica conta com três caminhões próprios para entregas de carga seca (tambores).

Com estrutura bem calibrada, a empresa consegue acatar pedidos e entregá-los no mesmo dia. “Nós atuamos na linha just in time, ou seja, somos os operadores dos estoques dos clientes”, disse Cury. A velocidade interna vai ficar mais elevada, quando concluída a próxima etapa do plano diretor de informatização da empresa, que prevê a integração de todas as áreas em um sistema único, cujo desenvolvimento foi contratado com a Microsiga.

Até o início do ano, o telemarketing ativo e passivo respondia pela maior fatia de vendas da empresa. “Saliento que os diretores (Cury e seus dois sócios) também são vendedores, com carteiras próprias de clientes”, disse. Nos últimos meses, sete vendedores externos foram contratados, ampliando o leque de clientes.

Além de contar com instalações modernas, a Bestquímica investe no relacionamento com funcionários e colaboradores. A nova sede reservou espaço para os funcionários aproveitarem os intervalos de trabalho, contando com um microcomputador ligado à internet (com uso franqueado até aos familiares dos funcionários), uma biblioteca e mesa para xadrez. “Há três anos não há demissões na Bestquímica”, destacou o presidente. Com a nova sede, foram criados vinte novos postos de trabalho. Está em construção dentro do sítio da empresa, um alojamento completo para caminhoneiros em trânsito. “Queremos dar conforto e segurança para esse colaborador que é fundamental na nossa logística”, explicou.

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