Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Produtos Químicos – Instabilidade cambial prejudica o comércio

Marcelo Fairbanks
25 de abril de 2003
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    A estimativa da empresa é oferecer produtos em média de 30% a 40% mais caros, porém com vantagens sensíveis, sobretudo na área de segurança ocupacional, eliminando problemas de irritação dérmica e respiratórios. “As normas modernas de responsabilidade social e segurança no trabalho exigem o uso de solventes amigáveis”, informou.

    A ICQ identificou um potencial de mercado entre 50 mil e 100 mil litros por ano desses solventes especiais, voltados, inicialmente, para uso em operações e limpeza e manutenção industrial, hoje consumidoras de querosene, aguarrás e produtos sintéticos. O oferecimento desse tipo de produto exigiu a realização de testes de agressividade dérmica em laboratório oficial, comprovando o desempenho anunciado.

    Na área de solventes, destaque é conferido para o crescimento dos negócios com blends, cuja demanda cresce sem prejudicar o negócio com solventes isolados. “Nós nos propomos a resolver problemas para os clientes, com relação custo/benefício favorável”, disse. A ICQ está investindo na ampliação das linhas formuladas, contando com uma equipe dedicada apenas a estudar novas aplicações.

    Química e Derivados: Comércio: Hekma - aquisição sinérgica ampliou resultado de 2002.

    Hekma – aquisição sinérgica ampliou resultado de 2002.

    Do ponto de vista geográfico, a ICQ pretende reforçar sua atuação no interior do Estado de São Paulo, enquanto estiver construindo o CD de Guarulhos. Depois disso, a presença na região Nordeste deverá ser reforçada. “O Nordeste mostra crescimento industrial significativo e atraente, embora seja bem diferente do Sudeste”, avaliou Abrantes. O escritório de Recife-PE, aberto no início de 2002, contando com estocagem de produtos e armazenagem de resinas plásticas, realizou bons negócios. Além disso, a base de Camaçari-BA foi transferida para terreno de uma empresa coligada, a Emca, passando a ocupar armazéns e depósitos novos.

    A meta de Abrantes é agregar valor ao já extenso portfólio, que poderá ser ampliado por itens de maior complexidade. A atenção aos custos também é redobrada. “Os custos fixos precisam ser sempre inferiores à metade da margem operacional bruta”, comentou.

    Consolidação nacional – “Em 2002 tivemos o melhor resultado de nossa história no Brasil”, comemorou Marcus Hekma, gerente regional para o Mercosul da Brenntag/HCI. A operação apresentou crescimento expressivo a partir da aquisição da tradicional Fenilquímica, que lhe permitiu atuar na região Sudeste com produtos Rhodia e Oxiteno. A Fenilquímica aportou vendas líquidas da ordem de US$ 25 milhões por ano aos estimados US$ 55 milhões líquidos da Brenntag/HCI local. “Como não havia superposição de linhas e clientes, os volumes negociados praticamente foram somados”, informou.

    Segundo comentou, a sinergia esperada entre as operações de adquirente e adquirida está sendo alcançada. “Alguns clientes gostavam de comprar da Fenil, outros, da Brenntag, mas a Fenil não tinha dióxido de titânio, por exemplo, enquanto nós não tínhamos produtos Rhodia na região”, disse. “Agora, todos estão satisfeitos.”

    O executivo comentou que os resultados da união entre as grandes distribuidoras transnacionais Brenntag (alemã) e HCI (holandesa) são amplamente satisfatórios, tendo beneficiado muito o crescimento dos negócios na América do Norte.

    Apenas um outro grande conglomerado mundial foi formado por operação similar, unindo a americana Univar com a holandesa Royal Vopak. “Há poucos grupos de mesmo porte que possam se unir”, avaliou, salientando que alguns preferem caminho solo, como a norte-americana Ashland. Analisando o caso brasileiro, onde comprou, em 2002, a Fenilquímica, depois de experiências anteriores com a Alquímica e B.Herzog, Hekma identifica espaço para movimentos de consolidação de negócios.

    Para 2003, a expectativa ainda é difusa. “O panorama para negócios está ficando mais favorável, aproveitando o clima de estabilidade política”, comentou, esperando melhoria significativa de resultados para o segundo semestre.

    Em 2002, a variação cambial foi administrada com cautela. “Todos os preços seguiram a cotação do dólar, mesmo os fornecidos pelos fabricantes locais”, explicou. Porém, as variações cambiais não foram repassadas automaticamente, pois tanto os fabricantes quanto os distribuidores esperavam a recuperação do real em curto prazo. “Os resultados foram melhores para as distribuições de produtos nacionais, os importados sofreram mais”, verificou. A empresa mantém estoques para 30 dias de operação.

    Em face da reestruturação das linhas de produtos da Dow Brasil, que incorporou as linhas antes fornecidas pela Union Carbide, Hekma afirma não ter encontrado dificuldades. “A Dow respeita a Oxiteno, e também mantém uma relação forte com a Brenntag/HCI em âmbito mundial, por isso não pressionou para assumir a linha Carbide quando temos um fornecedor local”, explicou. Novos contratos de distribuição estão sendo preparados para os próximos meses, incluindo fontes locais e produtos importados.

    Já forte no Sul e reforçada pela Fenilquímica no Sudeste, a Brenntag/HCI começa a planejar a entrada no Nordeste do Brasil. “Temos interesse nesse mercado, mas só poderemos fazer movimentos mais expressivos depois de concluída a absorção da Fenilquímica”, informou. A administração da empresa ocupa o prédio da adquirida, que foi alugado pelo proprietário, o empresário Mário Barilá, por dois anos. Segundo Hekma, não é viável manter duas bases operacionais na região e, portanto, os estoques devem ser transferidos para as instalações situadas em Bonsucesso, em Guarulhos-SP. “Temos mais um ano e três meses para a integração total de negócios”, informou.



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