Comércio e Distribuição de Produtos Químicos e Especialidades

Comércio: Encontro une setor na América Latina

Marcelo Fairbanks
2 de março de 2004
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    Outro tema muito próximo à realidade brasileira e confirmado pelos pares de ultramar diz respeito à sucessão em empresas de estrutura familiar. Um painel iniciado por exposição do experiente consultor Renato Bernhoeft tratou do assunto. Thomas Coyne, presidente da George S. Coyne Chemical, e chairman da Associação Nacional dos Distribuidores Químicos (EUA), revelou comandar uma empresa familiar fundada em 1868, que já está no comando da quarta geração. “Estamos preparando o processo sucessório dentro da família, buscando as pessoas mais aptas e vocacionadas para a tarefa”, explicou, embora esteja na faixa da chamada meia-idade. Outras experiências internacionais realçaram a importância de preparar a substituição do empreendedor, até com o auxílio de gerentes sem vínculo familiar com os detentores do capital da companhia, caso necessário.

    Química e Derivados: Comércio: Medrano abre EBDQuim, observado por Mendonça de Barros, Mariani e Bonetti (ICCTA).

    Medrano abre EBDQuim, observado por Mendonça de Barros, Mariani e Bonetti (ICCTA).

    Marcante, em especial nos palestrantes europeus, é a preocupação com possíveis novas regras a serem implantadas sobre produtos químicos. Uma proposta legislativa européia denominada Reach, nascida a partir de um documento apresentado ao Parlamento Europeu (este chamado “Livro Branco”) pretende instituir um complexo sistema de registro de cada produto químico. Conforme o grau de risco toxicológico do material, poderá ser necessário também avaliar o produto ou ainda conseguir autorizações para uso e transporte. “Caso seja aprovado como está, o Reach cria uma barreira não-tarifária para o comércio com a Europa, além de aumentar as despesas da indústria e comerciantes do setor”, afirmou Martim Afonso Penna, diretor-executivo da Associação Brasileira do Cloro (Abiclor).

    Bruno Stephan, vice-presidente executivo da Verband Chemiehandel (VHC), da Alemanha, acompanha de perto os trâmites da proposta Reach. Ele detalhou vários aspectos, evidenciando critérios discricionários e abusivos, cujos custos de acompanhamento sequer foram dimensionados. O impacto da legislação poderá ferir de morte vários segmentos da indústria química européia. “Com as recentes mudanças na composição do Parlamento Europeu, que enfraqueceram os ‘verdes’, não acredito que o Reach seja aprovado”, afirmou. No entanto, dada a atual percepção negativa dos produtos químicos na sociedade européia, ele entende plausível que passem a ser exigidos registros dos produtos, com sua descrição sucinta, indicações de usos e informações relevantes para transporte e manuseio.

    O amplo temário ainda permitiu a várias associações e sindicatos empresariais detalhar seu escopo de trabalho e serviços oferecidos aos membros. Nessa parte, coube ao presidente do International Council of Chemical Trade Associations, Giorgio Bonetti, também presidente da Associação Italiana de Comércio Químico, convidar todos os presentes a participar do Congresso Anual da Federação Européia do Comércio Químico (FECC), a ser realizado em Rimini, na Itália, de 6 a 8 de junho. Mais informações sobre o evento podem ser encontradas no site www.fecc-congress.org.



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