Cosméticos, Perfumaria e Higiene Pessoal

CIP – Indústria de cosméticos obtém economia de água e energia com sistemas automáticos de limpeza

Marcelo Fairbanks
15 de dezembro de 2009
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    Prelorentzou recomenda prestar muita atenção para os produtos que serão movimentados nas operações. As tubulações e conexões com equipamentos contam com juntas especiais, que admitem dilatações e incluem componentes de borrachas especiais. A especificação correta desses componentes depende da informação precisa sobre os líquidos a movimentar. “Caso o cliente decida fazer uma passivação química na entrega do sistema, isso poderá reduzir a vida útil das vedações de borracha”, explicou.

    Sistemas de sanitização são pouco frequentes em cosméticos, mas podem ser feitos sem maiores dificuldades, bastando contar com os ingredientes químicos adequados, como o ácido peracético. Em alguns casos pode ser preciso injetar vapor saturado nas linhas. Ou produzir a secagem com ar. Os fornecedores de sistemas estão preparados para suprir essas demandas.

    Atualmente, o mercado de componentes de sistemas CIP/WIP está sendo abastecido por importações. “Até os tubos, curvas e conexões de aço estão sendo preferencialmente importados por razões de custos e de qualidade”, afi rmou Lisboa. Ele ressaltou que, quando o dólar estava cotado a R$ 3,60, havia a necessidade de desenvolver fornecedores locais de tubos e conexões. Hoje, a maior parte de todos os componentes vem da Europa, dos Estados Unidos ou de Taiwan, nesse caso sob a supervisão dos licenciadores.

    As linhas sanitárias da GEA são fabricadas fora do Brasil, em instalações adequadas e com escala de produção. “No grupo todo, só a Alemanha faz trocador de calor higiênico, por exemplo”, explicou. A unidade local importa componentes para compor seus sistemas completos, ou os vende para terceiros. Isso inclui produtos especiais, como uma válvula amostradora asséptica, capaz de retirar amostras da linha de produção sem a necessidade de retardar o fluxo. Desenhos de corpos de acessórios in-line permitem o acoplamento de válvulas e instrumentos às linhas produtivas sem a formação de pontos mortos, com a possibilidade de limpeza CIP.

    A Spraying Systems desenvolveu um sistema para monitorar eletronicamente os ciclos de CIP para garantir que a lavagem automática esteja sendo bem feita. Lançado em 2008, o Spray Check prevê a colocação de um sensor acústico na parede externa do tanque a ser limpo e vai armazenando as leituras durante vários ciclos de limpeza considerados satisfatórios pelos usuários. “Esses dados são armazenados e tratados pelo software, que gera um padrão gráfi co para comparação com novas leituras”, explicou Viveiros. Caso os novos dados sejam muito discrepantes da curva-padrão, alarmes são acionados para a intervenção dos operadores.

    Composto de um sensor acústico, uma caixa de conversão de sinal e um software, o Spray Check pode ser aplicado a todos os tipos de tanque ou de reator, equipados com sistemas de limpeza de qualquer fornecedor. O sistema facilita a validação dos processos e auxilia a verifi cação da efi cácia dos sistemas de limpeza. “Pelo ruído produzido, dá para saber se o lavador está girando ou não”, exemplificou.



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