Química

Ciência – SBQ tem presença recorde de químicos

Marcelo Fairbanks
15 de junho de 2011
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    Houve palestras interessantes sobre a produção de gasolina por oligomerização e os processos industriais para isso disponíveis no mundo. Esse tema também é interessante para a geração de insumos petroquímicos (eteno e propeno). Tudo isso serviu, ao menos, como aperitivo para o 16º Congresso Brasileiro de Catálise, programado para 2 a 6 de outubro, em Campos do Jordão-SP, uma realização da Sociedade Brasileira de Catálise (SBCat). Informações sobre o congresso: www.16cbcat.org.br

    Revista Química e Derivados - Nancy Jackson, pesquisadora do Sandia National Labs. e presidente da American Chemical Society

    Nancy: energia solar contribui para a conversão de CO2

    Química solar – A pesquisadora do Sandia National Labs. e presidente da American Chemical Society, Nancy Jackson, apresentou interessante palestra sobre o uso de energia solar na conversão de gás carbônico em hidrocarbonetos. Como explicou, um equipamento está sendo aprimorado para captar e concentrar a energia solar, elevando a temperatura interna de um pequeno reator contendo um óxido metálico a 1.300ºC, provocando a sua redução. Ao retornar à temperatura de 800ºC, na face inferior do mesmo reator (é giratório), ocorre a oxidação, reação que captura o oxigênio do CO2 presente. Nessa parte inferior, pode ser introduzida água, que será hidrolisada para liberar o hidrogênio necessário para reagir com o monóxido de carbono, gerando hidrocarbonetos.

    “Entendemos que os combustíveis líquidos são a forma mais eficiente de armazenar e transportar energia, mas também queremos ficar livres do processo Fischer-Tropsch”, comentou Nancy. Ela informou que o equipamento já foi construído e está em fase de testes de campo nos Estados Unidos. Falta definir qual o elemento mais adequado para catalisar as reações. Segundo ela, foram obtidos bons resultados com ferro e ítrio sobre uma base de zircônio. O desafio é aumentar a produtividade por área superficial do catalisador.

    A pesquisadora enfatizou que, apesar do senso comum, a energia solar não é de graça. “Seu aproveitamento depende de coletores e absorvedores específicos, com elevada eficiência, além de exigir alta escala para ser economicamente viável”, salientou. O custo por área ocupada é muito elevado.

    Perguntada sobre outras fontes de combustíveis, como o etanol, ela entende ser preciso desenvolver um grande número de alternativas sustentáveis, com o objetivo de atender a todas as necessidades de mercado. “O Sol brilha poucas horas por dia com a potência necessária para o processo”, ponderou.



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