Petróleo & Energia (gás, refino e gasolina)

Oportunidades na cadeia dos aromáticos

Quimica e Derivados
14 de novembro de 2016
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    Ocorreu um aumento da importação líquida de benzeno, no período de 2012 a 2014, no mercado norte americano e europeu e esta tendência deve continuar (ICIS, 2015)

    No Brasil, a capacidade de produção de benzeno é de 1 milhão de toneladas por ano, sendo 957 mil de toneladas fabricadas por ano pela Braskem, 35 mil toneladas por ano pela Petrobras (RPBC) e 12 mil toneladas por ano pela Gerdau (Carboquímica) (BNDES (1), 2014).

    Tolueno:

    O principal uso químico do tolueno é na produção de benzeno e xilenos em unidades do ciclo de aromáticos, para ajuste às demandas do mercado de aromáticos. Cerca de 50% da sua demanda se destina a este tipo de conversão e apenas 5% do tolueno é usado na fabricação de outros produtos químicos (ANDRÉ, 2010). Dentre estes produtos se destaca o tolueno diisocianato (TDI), cuja principal aplicação é na fabricação de espumas de poliuretano. Outros usos químicos menores para o tolueno incluem a fabricação de ácido benzóico, fenol, caprolactama, nitrobenzeno e cloreto de benzila. Em usos não químicos, tolueno é utilizado em grandes quantidades como um impulsionador de octanagem, adicionado ao pool de gasolina e é também usado como solvente.

    No Brasil, a capacidade de produção de tolueno é de 280 mil toneladas por ano, sendo 195 mil da Braskem, 7 mil da Unigel e 78 mil da Petrobras (RPBC), não incluindo o que é consumido na refinaria como booster de octanagem (BNDES (1), 2014).

    Química e Derivados, Cenários da petroquímica brasileira: oportunidades na cadeia dos aromáticos

    Xilenos:

    Os xilenos mistos são uma mistura dos isômeros: orto- meta- e para-xileno e outros componentes, tais como etibenzeno, sendo que mais de 81% dos xilenos mistos foram utilizados para a produção de para-xileno, em 2015. A Ásia é disparada a maior região produtora com cerca de 74% da capacidade em 2015 (IHS, 2015). A outra porção de xilenos mistos é usada para misturar a gasolina, em tintas e revestimentos, e para a produção de orto e meta- xileno químicos (ANDRÉ, 2010). O orto-xileno é usado para fazer produtos intermediários que podem ser utilizados na produção de plastificantes e resinas de poliéster. O meta-xileno não apresenta uma grande utilização industrial, uma pequena parcela deste é utilizada na produção de ácido isoftálico, que é co-monômero para a produção de PET. O consumo de xilenos mistos teve um aumento anual médio de 3,5%, no período 2010-2015, e espera-se um crescimento de 4,5%, nos próximos cinco anos, 2015-2020 (IHS, 2015).

    O para-xileno é usado quase exclusivamente para a produção de PTA – ácido tereftálico purificado, pois o consumo destinado a produção de DMT – dimetil tereftalado, atualmente está próximo a somente 2%. O PTA e DMT por sua vez são usados na obtenção de PET – poli(tereftalato de etileno). O PET é um polímero termoplástico que permite obter fibras de poliéster, garrafas plásticas e filme de poliéster. Em 2013, a produção mundial de p-xileno foi de 36 milhões de t, de PTA 54 milhões de t e a de PET 61 milhões de t (UOP, 2014).

    A capacidade global de produção de PTA também está concentrada na Ásia, que representa cerca de 80% do mercado. O Brasil passa a produzir PTA com o início da operação da Petroquímica Suape. A planta desta empresa tem capacidade de 640 mil t/a. Segundo a NEXANT, o consumo de PTA continuará a ter a maior taxa de crescimento anual entre os produtos derivados de aromáticos, de em média 5% entre 2012 e 2030 (BNDES (1), 2014).

    No Brasil, o para-xileno é totalmente produzido pela Braskem, 203 mil t/a, no cracker de nafta UNIB1 da Bahia. O orto-xileno é produzido pela Braskem, no cracker de nafta UNIB1 da Bahia, 76 mil t/a, e na UNIB3 de São Paulo, 48 mil t/a, totalizando 124 mil t/a (BNDES (1), 2014).

    Impacto do shale gas & oil no mercado de aromáticos – A mudança em curso para o processamento de matérias-primas mais leves nos Steam Crakers tem um impacto negativo significativo sobre os coprodutos mais pesados, como propeno, butadieno e aromáticos, que tiveram rendimentos reduzidos em até 55%, segundo algumas estimativas. Rendimentos de benzeno, tendo nafta como matéria-prima, são estimados em cerca de 7%, mas uma mudança para etano ou uma mistura de etano / propano reduz a produção de benzeno para apenas 1%, pois a corrente de saída de gasolina de pirólise é reduzida significativamente (ALLEN, 2013).

    O mercado de aromáticos da América do Norte tem sido particularmente impactado, com a produção de benzeno, tolueno e xilenos (BTX) tendo uma notável queda nos anos recentes. A sua produção nas refinarias também foi reduzida, na PADD 1 (Petroleum Administration for Defense District: agregação geográfica dos 50 estados norte-americanos e do Distrito de Columbia, em cinco distritos, com a PADD 1 ainda dividida em três sub-distritos), que abrange o Nordeste dos EUA, foi atribuída, em parte, ao processamento de matérias-primas mais leves, especialmente das formações de shale de Bakken, na região de Montana / Dakota do Norte nos EUA. O valor médio do grau API do óleo processado pelos refinadores na PADD 1 em 2008 foi de 30,95, mas, desde então, subiu para 32,93 em 2012, cruzando o limiar entre óleo médio e óleo leve no processo (ALLEN, 2013). Na PADD 3, que abrange a região Sudeste e a Costa do Golfo dos EUA, também tem ocorrido desde 2007 uma tendência de menor produção, como apresentada na Figura 3.



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