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Capacitar os profissionais às necessidades do mercado – Abiquim

Quimica e Derivados
22 de agosto de 2019
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    Segundo o vice-coordenador da Comissão e gerente de Operações e Tecnologia da Lord, Marco Cremasco, o curso foi criado para capacitar pessoas em um cenário sem alternativas de cursos disponíveis no mercado que pudessem fazer este papel. “O curso é focado em pessoas que estão entrando neste segmento da química, seja na área de vendas, marketing, assistência técnica, qualidade, operacional ou outra”, explica.

    A primeira edição do curso de Aperfeiçoamento Profissional: Colas, Adesivos e Selantes, fruto de uma parceria entre a Comissão e o Senai Mario Amato, de São Bernardo do Campo, foi realizada entre os meses de fevereiro e maio deste ano e seu conteúdo uniu educação teórica com treinamento prático.

    Yuen complementa: “Tivemos um feedback positivo e honesto da primeira turma e vamos trabalhar para atender os pontos de melhoria citados pelos alunos”. Segundo o vice-coordenador, Marco Cremasco, a Comissão trabalhará na evolução do curso. “Planejamos a próxima edição para o ano que vem com melhorias, baseadas neste feedback dos alunos da primeira edição”.

    Impacto da Indústria 4.0 nas empresas e na mão de obra

    Entre as transformações que impactam a formação e o recrutamento dos colaboradores está a revolução tecnológica promovida pela Indústria 4.0. As mudanças que essas tecnologias promovem e devem continuar a gerar nos processos industriais fez com que a Comissão Temática de Recursos Humanos e Assuntos Trabalhistas da Abiquim criasse, em 2019, o Grupo de Trabalho (GT) RH e Indústria 4.0/Capacitação.

    A coordenadora do GT, Ana Karina Rodrigues, que também é gerente de Gente & Gestão da Nitro Química, explica que o objetivo foi abrir um espaço para debates e discussões dentro da Comissão sobre a importância e os impactos do capital humano no movimento da Indústria 4.0, que já está presente nas organizações com maior ou menor força.

    “Temos a convicção de que a área de recursos humanos é um dos principais agentes de transformação nas organizações. Dada a importância desse papel, percebemos a necessidade de entender mais sobre as questões tecnológicas, modelos de negócio e outros aspectos que sustentam essa transformação e, assim, abrir espaço para o debate sobre as competências e conhecimentos requeridos que irão sustentar nossos profissionais no futuro na Comissão de RH e dentro de nossas organizações”, afirma Ana Karina.

    A gerente de Recursos Humanos da Henkel, Mariana Chammas, que também coordena o GT, acredita que faz parte do papel da área de Recursos Humanos discutir estrategicamente as competências e conhecimentos do profissional do futuro e, com isso, veio o interesse de entender mais sobre o profissional que atuará na Indústria 4.0. “Com este entendimento, podemos nos antecipar às mudanças que estão a caminho, entender e planejar a capacitação dos nossos profissionais, de acordo com o plano estratégico das nossas empresas”.

    Apesar de acontecer de maneira suave e sutil, a implantação da digitalização já começa a aparecer no dia a dia da sociedade, especialmente a indústria está se mobilizando para se adaptar a esses desafios, explica o gerente de Inovação e Tecnologia do Senai-SP, Osvaldo Lahoz Maia. “O nível de implantação das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0 está aumentando”.

    Além da tecnologia, que demanda uma nova formação técnica, Maia afirma que os soft skills também geram mudanças nos cursos de capacitação. “Além da oferta de cursos de pós-graduação em Indústria 4.0 e internet das coisas, conteúdos referentes ao empreendedorismo, criatividade e trabalho em equipe também estão sendo implantados nas grades dos cursos”.

    Química e Derivados - Lahoz Maia: cursos de capacitação estão mudando

    Lahoz Maia: cursos de capacitação estão mudando

    As empresas precisam estar atentas também a esse desafio no treinamento e na requalificação de seus colaboradores. Nesse cenário, a utilização de jogos empresariais, nos quais os colaboradores precisam resolver problemas, é uma ferramenta efetiva para a capacitação, que auxilia no desenvolvimento técnico e em características como o trabalho em equipe, a liderança e a capacidade de comunicação. “Sem qualificar as pessoas é impossível qualificar os processos”, afirma Maia. Para os profissionais, a requalificação se tornou imperativa. “A pessoa entra na escola e não sai mais, aqueles que querem permanecer no mercado de trabalho precisam de aprimoramento constante”, completa o gerente do Senai-SP.

    O sócio fundador da Vorätte, empresa especializada na prestação de serviços na área de suprimentos, Renato Honorato, afirma que o profissional que deseja ter destaque no mercado deve se adaptar aos desafios da Indústria 4.0. “O profissional precisa conhecer seu perfil comportamental e saber aquilo que mais gosta”.

    Segundo Honorato, apesar do risco de as tecnologias advindas da digitalização gerarem o fim de algumas funções, que passarão a ser executadas por robôs, outras serão criadas. “Tem gente que olha o copo meio vazio e acha que vai perder o emprego e outras pessoas enxergam oportunidades em funções que serão criadas”. Apesar disso, ainda não existe uma receita pronta no perfil do novo profissional. “No caso da área de logística, ainda não é possível afirmar quem atuará no mercado, se será um profissional de logística que conhece programação ou um programador que conheça logística”, explica.



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