Calor Industrial

Calor – Demanda por equipamentos registra crescimento explosivo

Marcelo Fairbanks
19 de julho de 2007
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    Ele elogia a forma de atuação da Petrobrás no setor. “Apesar de ser muito exigente, é fácil trabalhar com ela, pois as regras são absolutamente claras”, comentou. Isso inclui o cronograma de desembolsos compatível com as necessidades da produção de equipamentos, embora as grandes encomendas sempre exijam reforço de caixa próprio.

    A elevação dos custos de insumos aliada ao fortalecimento do real em relação ao dólar, reduziu a competitividade internacional da produção brasileira de trocadores. “Isso inibe alguns movimentos de exportação para países vizinhos, mas nós estamos concentrados no mercado interno”, disse. A GEA aumentou a importação de tubos sem costura, como forma de reduzir custos. Ao mesmo tempo, o interesse das indústrias em economizar energia favorece a venda de trocadores de calor, a exemplo dos air coolers, usados para substituir as torres de resfriamento.

    Inovação cerâmica– Neste ano, a Sealine Cerâmicas Especiais, de Campinas-SP, começou a divulgar no Brasil os trocadores de calor a placas feitos de carbeto de silício sinterizado pela alemã ESK Ceramics, do grupo Ceradyne. “Eles verificaram que os trocadores tubulares feitos com o material apresentavam problemas de vedação que só foram eliminados com a adoção das placas”, comentou Canisio Wagner, diretor da Sealine.

    Química e Derivados, Calor - Demanda por equipamentos registra crescimento explosivo e põe fornecedores a plena carga

    Trocador de carbeto de silício suporta abrasão

    Após o dimensionamento do trocador, as placas são empilhadas e recolocadas em fornos, até que as laterais se fundam, constituindo um monolito. Esses trocadores suportam temperaturas próximas a 900ºC, com pressão máxima de 16 bar. Além disso, o carbeto de silício resiste bem aos meios agressivos, como ácidos e álcalis fortes, bem como à presença de sólidos abrasivos em suspensão, com vida útil muito superior à do aço inoxidável. O material disputa fatias de mercado com grafite, tântalo e titânio, por exemplo.

    A Sealine pretende instalar nos próximos meses o primeiro trocador com esse material no Brasil, até para satisfazer a curiosidade de eventuais interessados. “Profissionais de companhias internacionais já conhecem o equipamento instalado em suas matrizes”, afirmou Wagner. Clientes potenciais listados no setor químico compreendem especialmente os segmentos de soda-cloro, monômeros vinílicos e saboarias. O carbeto de silício é cinco a seis vezes mais caro que o aço inoxidável, e pode ser usado para a confecção de outros produtos, entre eles os microrreatores.



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