Calor – Clientes exigem redução do consumo de combustíveis e da emissão de poluentes

Pode ser que, no futuro, essas caldeiras aquatubulares sejam adaptadas para queimar biomassa, aproveitando um nicho. “Em relação às flamotubulares, é um mercado pequeno, para poucas unidades por ano”, disse Eboli.

A matriz dinamarquesa enfatiza a redução de impactos ambientais, principalmente no seu core business, a indústria naval. Além de buscar aumento na eficiência da combustão, também o tratamento de água ingressou nos negócios da companhia. “Eles desenvolveram um sistema para tratar a água usada como lastro nos navios, eliminando uma séria preocupação ambiental com as contaminações biológicas entre as várias regiões do mundo”, explicou Braga. No Brasil a companhia produz aeradores para água, mas poderá começar a desenvolver sistemas de tratamento de água industriais.

Quando comprou a ATA, uma divisão da Mitsubishi, a Aalborg encontrou uma tecnologia de aquecedores de fluidos térmicos diferente dos modelos europeus com que estava habituada. Mais tarde a companhia comprou uma empresa holandesa especializada nesses produtos, usando óleo e gás natural. Sua atuação, porém, nesse segmento perdeu força, mas está sendo reativada. “O mercado de aquecedores de fluidos térmicos tinha caído muito no Brasil com a chegada dos sistemas de aquecimento direto por chama de gás natural, mais simples e mais baratos”, disse Eboli. Esses sistemas foram adotados na indústria têxtil, por exemplo.

O mercado brasileiro de aquecedores ficou mais ligado a modelos abaixo de um milhão de kcal/h, menores do que a companhia podia atender. “Estamos nos adaptando para atender a essa demanda”, disse Braga. A nacionalização do sistema holandês permitirá usar o Finame. Além disso, a companhia está atenta aos projetos de construção de navios em estaleiros locais, muito dependentes das encomendas da Petrobras. “Caso esses projetos navais deslanchem, vamos estudar a fabricação nacional desse e de outros equipamentos”, informou. Enquanto isso, a fábrica de Petrópolis-RJ recebe melhorias a cada ano, reduzindo retrabalhos e aprimorando a qualidade, usando os princípios de lean manufacture.

Química e Derivados, Paulo Adolfo Dietziker, gerente técnico-comercial de petroquímica e siderurgia da divisão de equipamentos da Combustol, Calor - Clientes exigem redução do consumo de combustíveis e da emissão de poluentes
Dietziker: tecnologia reduz custos na reforma catalítica

Fornos de processo – Líder nacional no fornecimento de fornos de processo para refinarias de petróleo e petroquímica, a Combustol acompanha de perto as licitações para novos equipamentos de grande porte, especialmente por parte da Petrobras. O programa de atualização e ampliação das refinarias nacionais está em andamento e exige a inclusão de novas unidades de melhoria de qualidade de combustíveis, como hidrotratamento e hidrodessulfurização (HDT e HDS), ambas consumidoras de grandes volumes de hidrogênio. Unidades de reforma catalítica, que convertem hidrocarbonetos em monóxido de carbono e hidrogênio, tiveram a demanda ampliada.

“Vendemos um reformador e três aquecedores para a refinaria da Bahia e estamos aguardando o resultado das licitações para outras refinarias que ainda têm unidades para instalar”, comentou Paulo Adolfo Dietziker, gerente técnico-comercial de petroquímica e siderurgia da divisão de equipamentos da Combustol. Sem falar nos projetos das novas refinarias premium do Nordeste, em andamento. Ele comentou que há alguns equipamentos sendo finalizados na empresa e em concorrentes, mas haverá poucas entregas de novas unidades de porte em 2010, por conta da demora em promover as contratações.

Isso não acontece por falta de grandes projetos. O Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj) contratou em março e abril deste ano os fornecedores para os quatro fornos da sua destilação, os outros quatro da unidade de coqueamento retardado e os três para hidrocraqueamento catalítico, certames nos quais a proposta da Combustol foi vencida. “Vamos disputar o próximo pacote de equipamentos do Comperj, ainda sem data prevista”, afirmou.

Dietziker comenta que a estatal tem por hábito comprar os fornos de grande porte em negociação direta com fornecedores. Na licitação da refinaria de Betim-MG, no entanto, a ordem é transferir a aquisição para o ‘epecista’ que assumir o projeto. Como se trata de equipamento engenheirado, a discussão sobre detalhes técnicos é fundamental. A Combustol possui uma parceria com o grupo Linde, pela qual emprega essa tecnologia em seus fornos. “Geralmente, a estatal apresenta uma folha de dados que remetemos para o licenciador que pode concordar ou solicitar alterações de adequação”, explicou. “A Petrobras dá a garantia integral da tecnologia, mas pode exigir a validação pelo fornecedor, que partilhará ou substituirá essa garantia de funcionamento.”

No caso da refinaria do Rio Grande do Sul, a solicitação da Petrobras para licitação de fornos de reforma tomou por base aspectos de outro licenciador tecnológico. “Essa tecnologia não é compatível com a da Linde e estamos consultando a outra empresa para ver se ela aceita as modificações sugeridas por nós”, comentou. Segundo o gerente, o reformador Linde é mais avançado que o dos concorrentes, principalmente por colocar os materiais críticos fora da zona de queima. “Isso reduz o impacto térmico sobre esses materiais, simplificando a construção e reduzindo o seu custo”, comentou.

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