Tintas e Revestimentos

Cadeia produtiva se prepara para demandas futuras

Antonio C. Santomauro
20 de dezembro de 2019
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    Tecnologia em evolução – A Evonik exibiu sua extensa linha de insumos para a fabricação de tintas, focada cada vez mais em produtos especiais e inovadores. “Estamos com fábrica nova na Alemanha que produz poliésteres de cadeia longa e alto peso molecular, sem similares locais”, apontou Ralf Ahlemeyer, líder de resource efficiency da Evonik Brasil. Esses poliésteres estão sendo importados por fabricantes brasileiros de tintas para chapas pré-pintadas (coil coating).

    Química e Derivados - Ahlemeyer: insumos com foco concentrado em alta qualidade

    Ahlemeyer: insumos com foco concentrado em alta qualidade

    Embora tenha vendido o negócio de MMA, a companhia reteve os metacrilatos especiais. Uma de suas aplicações é a produção de vernizes automotivos, quando são combinados com isocianatos, com baixo VOC e formulação base água. “O aumento de restrições regulatórias está aumentando a demanda por esses produtos”, considerou.

    A linha de aditivos é muito ampla, compreendendo dispersantes, agentes de nivelamento e fluidez, entre outros. “Atuamos com ingredientes de última geração, aplicados em tintas de alto valor para segmentos exigentes, como industrial e automotivo”, explicou. “O limite da inovação é quanto o mercado aceita.”

    Nesse ponto, a Evonik investiu em sistemas de alta produtividade analítica (high troughput) para desenvolvimento de produtos. Esse sistema consegue fazer testes virtuais em larga escala, em um intervalo de tempo muito curto, acelerando os projetos. “Estamos desenvolvendo um sistema de inteligência artificial, o Coatino, mediante o qual um cliente poderá colocar solicitações de desenvolvimento ou enviar formulações para testes de forma automática, alimentando um banco de dados que dará suporte para consultas futuras, aprimorando-as”, comentou. O sistema está sendo testado internamente e deverá ser aberto aos clientes em 2020.

    Essas novas tecnologias permitiram à companhia ampliar seu foco, direcionando-o também para as tintas decorativas, oferecendo soluções tecnológicas avançadas, com excelente custo-benefício.

    No campo dos dispersantes, um segmento crítico para as formulações, o avanço gerado pelos sistemas poliméricos permitiu um salto tecnológico muito grande no setor de tintas. “Isso abriu um leque enorme de possibilidades de combinações de produtos, com resultados surpreendentes”, afirmou. O mercado de sistemas tintométricos é um grande consumidor de dispersantes avançados.

    Na linha das resinas epóxi, a Evonik oferece agentes de cura e aminas, estas adquiridas da Air Products. “As aminas são desenvolvidas especificamente para cada caso, elas podem modificar a dureza, resistência, velocidade de cura e reticulação, entre outras características”, explicou Ahlemeyer.

    Na sua avaliação, 2019 será um ano com sinais de mercado heterogêneos. Alguns segmentos apresentam resultados animadores, como a produção automobilística e o de produtos para agropecuária. Outros, no entanto, seguem com dificuldades, como a construção civil.

    “Verificamos que o desemprego no Brasil está caindo lentamente, as obras de grande porte que estavam paradas estão sendo retomadas, há um aumento de confiança nos agentes econômicos e isso pode indicar que teremos anos melhores a partir de 2020”, avaliou. No entanto, ele aponta a guerra comercial entre China e Estados Unidos como um complicador para o setor químico. “Há uma grande sobra de produtos no mercado internacional, isso pode prejudicar investimentos aqui.”



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